A rainha e o funeral de Lady Di

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O inglês Stephen Frears adora explorar relações de amor e ódio na nobreza. Em 1988, esse cineasta que nasceu em Leicester no dia 20 de Junho de 1941, fez tremendo sucesso com “Ligações Perigosas”. Um filme que também deu projeção a John Malkovich e Glenn Close que se divertiam num jogo de sedução envolvendo uma mulher ingênua e fiel ao marido (Michelle Pfeiffer), numa trama também estrelada por Keanu Reeves e Uma Thurman.

Frears volta agora com carga total em “A Rainha” (The Queen) em que narra um episódio recente da história inglesa e mundial: a morte da princesa Diana, a Lady Di, e a indiferença inicial da rainha Elizabeth II. Frears toca na ferida com mãos firmes e um elenco de primeira.

A atriz Helen Mirren, que interpreta a rainha Elizabeth II, já levou para casa o Globo de Ouro deste ano de 2007 e concorre ao Oscar de melhor atriz no próximo dia 25 de fevereiro.
O filme de Frears disputa também o Oscar de melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro original (Peter Morgan), melhor figurino (Consolata Boyle) e melhor música (Alexandre Desplat). Com Ligações Perigosas, Frears arrebatou três Oscar, porque todos gostam, mesmo que o digam o contrário, de histórias de intrigas.

E a produção de “A Rainha”, que estréia no Brasil neste fim de semana tem investido pesado para o sucesso.  A agência VM2, por exemplo, desenvolveu o hotsite do filme produzido pela Europa Filmes. O dilema enfrentado pela rainha Elizabeth II em um momento de crise política e pessoal após a morte da princesa Diana compõe também o clima do ambiente virtual, seja por intermédio das imagens, seja no conteúdo editorial do endereço. Sinopse, elenco, fotos e trailer estão disponíveis no site www.arainha.com.br.

A grande virtude do filme é justamente a de tocar em temas delicados, como gosta Frears. Vale conferir nos cinemas. Frears gosta particularmente de jogar foco nos comentários cínicos da família real como o da princesa Margareth, forçada a interromper sua férias na italiana Toscana para as cerimônias fúnebres de Lady Di: “Até depois de morta, Diana cria problemas”, teria dito aquela que ocupa na história da realeza britância uma lembrança tão menor que a de Diana.

Tony Blair, então novo no posto de primeiro ministro, que agora deixa, enquanto Elizabeth II ainda reina, aproveita a chance para conquistar popularidade. É ele quem diz à rainha da necessidade de cerimônias reais para Lady Di.

Dez anos depois, essa é uma história que desperta paixões e Frears sabe brincar com esses sentimentos, alguns nobres, outros tão mesquinhos que expôem com crueza as fraquezas humanas e o eterno jogo do poder.

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