A sede da Ogilvy

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O publicitário baiano Sergio Amado está dando duro para transformar em realidade a expressão 360º de comunicação cunhada há seis anos pela CEO do Grupo Ogilvy, a então toda poderosa Shelly Lazarus, dona de visão estratégia e um belo par de pernas. Lazarus é das profissionais mais cultuadas na Madison Avenue, em Nova York, onde suas idéias se proliferam por várias agências.

Depois de lançar a sua agência de comunicação, mais precisamente de assessoria de imprensa, que os americanos preferem chamar de PA, a Ogilvy agora anuncia a criação de três novas empresas sob o guarda-chuva da OgilvyOne. A [email protected], de mídia digital, que será comandada por Xavier Mantilla, recém-chegado dos EUA, onde morou nos últimos 20 anos; a OgilvyOne Consulting, que atuará na área de consultoria em CRM (nada mais é que aquele conhecimento que o português de botequim tem se seus fregueses, sabendo identificar o que gostar e servindo sem perguntar muito e assim vendendo mais); e, por fim, a Ogilvy Mobile Marketing, com ações voltadas, é claro, para os aparelhos celulares. Quem presidirá a Ogilvy Consulting é Sérgio Augusto Alves, que já passou por empresas como Sky, BCP e Telefônica. A empresa de novas tecnologias para celulares ainda busca o seu perfil e, em breve, anunciará executivos e serviços.

O baiano Sergio Amado não vai parar por aí. O grupo WPP quer ampliar o faturamento em diferentes áreas da comunicação. E o presidente mundial do WPP, Sir Martin Sorrell, já disse, há um ano, a esse repórter, que aquisições estão nos planos porque as agências de publicidade precisam mais do que “nunca se inovar por meio dos nichos e por meio deles conquistar a verba dos clientes que hoje se pulveriza em diferentes produtos de comunicação”. De eventos, a assessoria de imprensa, a uma comunicação mais estreita na internet e nas telas dos celulares tudo está nos planos. Há um ano, quando conversava com esse repórter, Sorrell mostrou fecilidade ao ter adquirido uma agência especializada e focada em brinquedos para crianças até 9 anos de idades. A Pinochio é um exemplo de que Sorrell mira até no midle marketing porque sabe que o futuro não dura muito tempo a chegar e o grupo tem que oxigenar idéias e conceitos para não perder o bonde da história.

Sergio Amado trata de materializar e, com rapidez, os sonhos de Sorrell sob o olhar complacente da cúpula do grupo. Inovação, me disse Sorrell, será sempre a ferramenta essencial da publicidade. Ninguém dúvide de Sorell. (Carlos Franco)

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