Açaí quilombola

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A Agência Brasil foi conferir de perto o projeto que promete garantir a sustentação da comunidade quilombola. Leia: 

 

Renato Brandão
Repórter da Agência Brasil

São Paulo – A comunidade quilombola de Caçandoca deve chegar a produzir 40 litros de polpa de açaí por ano. A previsão é da superintendência do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária em São Paulo (Incra-SP).


Dez pessoas da comunidade, localizada em Ubatuba, no litoral norte paulista, participam diretamente do projeto de produção de polpa de açaí, que teve apoio do Incra para ser implementado.

Parte dos R$ 2.400 destinados a cada uma das 53 famílias de Caçandoca foi usada para comprar as sementes de açaí. As mudas foram plantadas em um viveiro, em que são também cultivadas sementes de abricó, caju, rosa e plantas medicinais, para uso comercial ou da própria comunidade.

O instituto doou máquinas para que a comunidade colha o coco do açaí, também conhecido como juçara, extraia a polpa e a embale para a venda, de forma sustentável.

A juçara ou açaí é uma palmeira da Mata Atlântica encontrada também em todo o Norte e Nordeste. Na comunidade Caçandoca existem cerca de 30 mil pés de açaí numa área de 60 hectares.

De acordo com as estimativas divulgadas pelo Incra-SP, um pé da palmeira pode produzir até cinco cachos para colheita. O projeto prevê colher apenas um cacho em cada planta, deixando os demais para alimentar os animais e pássaros e garantir a reprodução das palmeiras.

Um cacho de açaí tem cerca de 700 sementes e pesa em média oito quilos, o que geraria aproximadamente cinco litros de polpa. A previsão é vender cada litro a R$ 8, com uma receita calculada em R$ 320 mil. “Vamos aguardar uns quinze, vinte dias até amadurecer os frutos”, afirmou Antônio dos Santos, 61 anos, líder da comunidade.
 

 

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