GRAMADO 2015: AS MUDANÇAS NO JORNALISMO

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Na última sexta-feira, 12, o 20º Festival de Publicidade de Gramado, promovido pela Associação Latino-Americana de Publicidade (ALAP), abriu espaço para debate sobre o futuro do jornalismo tradicional e digital. Compuseram o painel Jornalismo On e Off Line, o jornalista do Grupo  RBS, Tulio Milman; o professor da Famecos/PUCRS, Eduardo Pellanda; o jornalista da Bandeirantes, Diego Casagrande; e o fundador do portal O Bairrista, Maicá Junior. O bate-papo foi moderado pelo jornalista da Bandeirantes, Ricardo Boechat.

“Atualmente, no mundo da internet, onde se tem acesso às informações passadas por qualquer usuário, todos terão seus 15 minutos de imprensa”, foi com essa declaração que Boechat iniciou a discussão com os colegas no palco. O apresentador citou o bordão do já extinto jornal televisivo Repórter Esso que dizia “ser testemunha ocular da história” para fazer uma reflexão: “Em 45 anos de jornalismo nunca vi um avião cair ou alguém tomar um tiro, porém já noticiei muitas noticias destas, por conta de relatos de pessoas que presenciaram o fato. O lado fascinante do jornalismo online é que todos possuem a possibilidade de ser o Repórter Esso”.

Tulio Milman usou o exemplo da cobertura da morte do terrorista Osama Bin Laden para dar sequência ao raciocínio de Boechat. “Um morador da pequena cidade onde Bin Laden foi morto começou a fazer vídeos da movimentação de helicópteros com o seu mobile e tuitar detalhes que ocorriam. Em pouco tempo, ele passou a ter milhões de seguidores no Twitter, além de ser fonte nos principais canais do mundo”, afirmou. Sob a visão digital da produção de conteúdo, Maicá destacou a participação online de pessoas no jornalismo como positiva e complementar: “Cresci sendo ouvinte de programas de rádio, porém, se eu quisesse interagir com os debatedores, precisaria mandar uma carta. Hoje em dia, um tweet entra de maneira instantânea e muitas vezes pauta o programa. Não se faz mais rádio sem Whatsapp”.

Pellanda, por sua vez, afirmou que “na prática, não existe mais jornalismo offline, e, sim, apenas o online”, justificando que de alguma maneira se está conectado a internet e que hoje somos dependentes da web. “Toda a audiência está se direcionando para o online, agora resta aprender a se fazer dinheiro com tal”, disse Pellanda justificando que a sociedade está envolta a redes wireless.

Sobre as interrogações que caminham em torno dos meios jornalísticos sobre uma suposta extinção de veículos tradicionais, como impresso e a televisão, Casagrande citou uma frase do fundador do Netflix que diz “a televisão aberta acabou” e afirmou que a concorrência do streaming será crucial para o futuro da televisão. “É como o cavalo após a criação do automóvel. Ainda existem pessoas que andam de cavalo, porém, ele não é mais referência principal. É o que acontece com o jornalismo atualmente”, falou. Tulio Milman reiterou que nenhuma mídia, historicamente, foi extinta após o advento de ferramentas mais atuais, porém, o professor Pellanda argumentou que ainda não tinham sido criadas plataformas com internet e que este é o diferencial.

Boechat reiterou: “Vivi em uma época na qual era dada como certa a morte do Rádio e, atualmente, o meio nunca esteve tão vivo”. Segundo Casagrande, a geração entre 10 e 15 anos, em geral, não lerá mais jornal impresso. “Se entendermos jornal como a forma de produzir conteúdo, a plataforma é um mero detalhe”, completou. Em defesa do digital, Pellanda lembrou as características que fazem da plataforma um meio mais chamativo, como a assinatura mais barata e a acessibilidade. Milman preencheu a tese com sua opinião de que “como jornalista não importa a forma com que irás informar, e, sim, concluir a missão de passar a notícia, seja ela em televisão, celular ou até por holograma. O desafio do jornalista é dar sentido para a informação”. Para concluir, Casagrande contou que, em muitos momentos, foi priorizado um jornalismo baseado mais na forma do que no conteúdo e o grande segredo está em o ferecer conteúdo jornalístico atrativo.

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