CAIXA 150 ANOS

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A força da Caixa
 
Há 150 anos, no dia 12 de janeiro de 1861, o imperador D. Pedro II assinou o decreto 2.723 criando a Caixa Econômica e um Monte de Socorro na Corte. O objetivo era conceder empréstimos e estimular a população, desde aqueles idos considerada imprevidente, a poupar. As classes menos abastadas, pelo decreto imperial, também deveriam ter acesso à Caixa, o que permitiu que escravos depositassem suas economias, pagando juros de 6% ao ano, o equivalente a 0,5% ao mês como taxa de administração dos recursos com os quais poderiam comprar suas alforrias.
O Monte Socorro, na realidade, o serviço de penhor, garantia outros tantos trocados a quem o aperto era imediato. Os juros cobrados, como ainda hoje, são baixos e a jóia ou bem entra como garantia. Assim, o imperador esperava colocar fim a milhares Casas de Prego que se espalhavam pelo País sem oferecer garantias reais e motivo de disputas judiciais especialmente entre as classes mais baixas. O nome dessas instituições até então informais tem a ver com o fato de os bens dados como garantia ficarem dependurados em pregos à vista de todos os interessados em comprar especialmente as jóias em leilões caso os donos não conseguissem resgatá-las a tempo.
Hoje, a Caixa Econômica Federal continua a manter as portas abertas à população de baixa e ampliou seu papel ao assumir o pagamento de benefícios sociais como o Bolsa Família, dada a sua capilaridade por meio de casas lotéricas e correspondentes bancários em todos os municípios e até nas pejorativamente chamadas durante o Império de bibocas da parafuseta. Num país, que segundo dados divulgados esta semana pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), 40% da população não tem conta em banco, a Caixa cumpre há 150 anos importante papel de inclusão, tanto que entre as dez de suas primeiras contas do século 19, quatro pertenciam a crianças, expressão do conceito de poupança pretendido naquela época.
Em 1962, a Caixa assumiu as operações dos jogos lotéricos e em 1986 incorporou o Banco Nacional de Habitação (BNH), que o economista Octávio Gouvêa de Bulhões, uma das primeiras fonte de informação econômica do colunista, lamentou ter matado ao instituir a correção monetária para o pagamento das prestações da casa própria, que acabou por espalhar, como rastro de pólvora, a indexação por toda a economia, inflacionando-a ao extremo.
É de erros, infelizmente graves, e alguns acertos que a história, como a da Caixa, vem sendo escrita. Na publicidade, a instituição cuja a campanha dos 150 anos é assinada pela agência Fischer+Fala!, teve dois momentos recentes e particularmente marcantes, assinados por publicitários respeitados pelo poder criativo: Nizan Guanaes e Jader Rossetto. O primeiro é um dos principais responsáveis, nos tempos em que trabalhava na Artplan, no Rio, pelo famoso bordão “Vem pra Caixa, você também”, que de tão forte ainda hoje é insinuado nos jingles da instituição. Já Jader Rosseto, quando era vice-presidente da Fischer, criou os “poupançudos”, personagens que rejuvenesceram este que foi um dos primeiros produtos financeiros da Caixa.
Ao longo dos anos, a comunicação da Caixa vem mantendo, porém, uma marca que é a de reforçar o conceito de poupança, ainda que a aplicação tenha sofrido sério abalo durante o curto governo Collor, quando a ministra da Fazenda Zélia Cardoso de Mello decidiu confiscar os valores depositados nessas aplicações e em todas as outras para conter a inflação. Desde o Império, as cadernetas de poupança eram consideradas aplicações cujos valores a serem resgatados eram garantidos pelo governo. Passado o susto, as cadernetas voltaram a conquistar credibilidade e valores depositados em alta para a alegria dos poupançudos. E é revendo a sua história de 150 anos, que a Caixa encontrou motivos de sobra para comemorar e brindar os brasileiros com duas produções audiovisuais que têm como pano de fundo as belíssimas canções e belíssimos poemas de Chico Buarque, a minissérie “AMOR EM 4 ATOS” – parceira entre TV Globo e Academia Filmes – e o filme “Olhos nos olhos”, com argumento do moçambicano Mia Couto tendo como pano de fundo a música de Chico e com estréia prevista para o meio do ano.
 
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