JATS TAKKOLA, A COCA-COLA DE ALHO

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A pequena cidade de Takko, na província japonesa de Aomori, que responde pela maioria do alho consumido no país, e que não é pouco, pois o condimento está presente na gastronomia nipônica em generosa quantidade, tem se notabilizado pelo marketing de seus produtos. Takko com cerca de 6 mil habitantes, nem chega a ser a maior produtora, mas ganhou evidência pelo seu festival do alho – realizado no mês de outubro – e por lançar produtos inusitados. Depois de uma cerveja, que custa menos de R$ 1 e que deixa um sabor agradável de alho no céu da boca para os que não sonham em se tornar vampiros, agora é a vez do refrigerante, o Jats Takkola, a Coca-Cola de alho de Takko.

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POR YUME IKEDA, DE TOKYO

Jats Takkola soma a expressão popular japonesa “Jats”, que seria similiar ao delicioso “vixe” com o qual os nordestinos pontuam estarem surpresos, com o nome da cidade Takko e o sabor cola usado no refrigerante. Na verdade, o produto que carrega o sobrenome de “Taccola” no rótulo e tratado mesmo de “Jats Takkola”, portanto nem adianta procurar referências com a nomenclatura do rótulo, pois para marcar a existência da cidade impera o jogo duplo para o ocidente, isto é, “Jats Takkola”.

O produto que levou seis meses para ser preparado, com a maior parte do tempo gasto para retirar da mistura de alho batido com o sabor característico de Pepsi ou Coca-Cola, o forte cheiro de alho e aliviar seu sabor marcante, chegou finalmente a uma combinação que agrada ao paladar. Sem querer conquistar mercado, os produtores de alho de Takko querem mesmo com esse refrigerante chamar a atenção para a cidade e os negócios em torno do alho a ela relacionados. É que, como muitas cidades japonesas, a população de Takko é longeva e a cidade procura atrair mais jovens para se manter no mapa, entre as colinas da província de Aomori.

Os ventos marítimos constantes entre essas colinas, permite uma produção de alhos de qualidade, muito brancos e saborosos, o que é o principal difusor do produto de Takko, como o café brasileiro produzido em altitudes e que é mais valorizado por gourmets, assim como o alho de Takko ainda que,ambos, em quantidade pequenas e preços mais elevados de mercado.

E, embora o refrigerante, seja vendido em torno de R$ 5, não é fácil encontrá-lo, apesar da forte difusão sobretudo em programas infanto-juvenis onde apresentadores experimentam o produto e falam dele para o mercado jovem. A produção comercializada desde janeiro deste ano é pequena, mas tem conquistado notoriedade desde que grandes veículos da imprensa ocidental, como a prestigiada revista norte-americana Forbes, publicaram notas sobre a existência de Jats Takkola em fevereiro. A intenção dos produtores foi essa mesma: divulgar o alho e também a cidade que ganha com esses produtos notoriedade e exerce influência entre os produtores da província de Aomori, onde vampiros não passam nem perto. A pequena cidade cheira a alho. E agora entrou para o mapa com suas criativas estratégias de marketing.

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