O avanço da Honda

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Wago Figueira

A Honda não conquistou apenas o mercado global, sobretudo o americano, mas também a elite da publicidade mundial. Em 2005 arrematou o Grand Prix de filmes, a principal categoria do Festival Internacional de Cannes, com o comercial assinado pela Wieden + Kennedy. Ali, a montadora dava o ponta-pé inicial em campanhas com foco no meio-ambiente que iriam se propagar nos próximos três anos. Convidava o consumidor a odiar motores a diesel, poluentes e barulhentos, para realçar as característas do seu motor, menos barulhento e menos poluente. Mas o que favorece a estratégia de HONDA, é na verdade o preço de seus carros e o tamanho deles diante dos seus concorrentes. Nos Estados Unidos, por exemplo, é possível comprar um Honda Civic por 15 mil dólares. Além disso, os profissionais que conhecem o mercado automobilístico, asseguram tratar-se de carros resistentes e que exigem um dispêndio menor com manutenção.

No mercado brasileiro, a marca Honda, começou a crescer na garupa de motocicletas. Até a segunda metade da década de 1960, praticamente não existia mercado para motos no Brasil. Só em 1968 o governo autorizou as importações, mas as taxas eram muito elevadas. A aposta no mercado brasileiro concretizou-se no dia 26 de outubro de 1971, quando começou a funcionar a Honda do Brasil, responsável pela importação e distribuição dos produtos no País. No início eram só motocicletas, dois anos mais tarde também os produtos de força (máquinas). Desde as primeiras importações, a Honda estruturou sua Divisão de Peças Originais, o que garantia peças para reposição dos produtos Honda. Foi em 1974 que a fabricante comprou um terreno em Sumaré, no interior do estado de São Paulo, para instalar sua distribuidora. Um ano depois, o governo vetou a importação de motocicletas e a Honda não viu outra alternativa, se não começar a produzir motocicletas no Brasil. Por isso, construiu sua fábrica na Zona Franca de Manaus (AM), isso permitia importar equipamentos do Japão de alta tecnologia com custos competitivos em relação aos produzidos no Brasil.

Só A partir de 1992 que começaram as importações de automóveis Honda para o Brasil. Cinco anos depois, em 1997, a fábrica em Sumaré, começa a produzir 15 mil unidades do modelo Civic Sedan por ano, sem abandonar a produção de motocicletas, que já atingia os números mais altos na categoria. Em abril de 2003, a Honda começa a comercializar o carro Honda Fit, seu segundo automóvel brasileiro. Enquanto isso, a corporação mundial já comemorava 50 milhões de automóveis fabricados em todo o mundo e registrava recorde histórico em vendas globais de motocicletas, automóveis e produtos de força.

Em fevereiro de 2004, a empresa antecipa tendências e lança a sexta geração de sua motocicleta mais consagrada no mercado nacional: a CG 150 Titan. Em junho, foi lançada a nova CG 150 JOB, voltada ao segmento profissional, uma evolução da CG 125 Cargo. E em outubro foram anunciados os lançamentos da CG 150 Sport e da CB 600F Hornet. No ano seguinte a Honda lançou a nova CG 125 Fan, uma motocicleta básica, acessível e com baixo custo de manutenção.

Atualmente a fábrica da Honda Automóveis, localizada em Sumaré (SP), possui instalações que ocupam 180 mil m2 de área construída, em um terreno de 1 milhão e 700 mil m2.Já a fábrica da Moto Honda, em Manaus (AM), conta com uma área construída de 135 mil m2, em um terreno de 564 mil m2, representando o maior investimento no pólo industrial de Manaus. Hoje são fabricadas aproximadamente 3.600 motocicletas por dia, incluindo uma linha diversificada de modelos que vão desde 100 cc até 600cc.

Em 2007 a Honda Brasil fechou o ano com 10 milhões de motocicletas produzidas e conquistou o recorde de carros comercializados. Mostrando que inteligência para investir na hora certa e no produto certo, é um requisito básico para o sucesso de uma marca.

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