O delicioso mundo de Maizena

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A Unilever tem um elenco de marcas como Maizena e Hellmann’s que acabaram por entrar para a vida dos consumidores brasileiros como sinônimos de suas categorias. Só que Maizena teve sorte maior que a maionese, pois virou sinônimo, nos dicionários, do produto que é o amido de milho, com o “s”, neste caso, substituindo o “z”, do radical da palavra “maiz” com a qual os índios Sioux denominavam o milho e que deu origem a essa marca de sucesso, presente em 90% dos lares brasileiro e há décadas alimentando, com mingau, crianças e adultos.

E se o milho, um produto que teve origem com a descoberta da América por Colombo e que era base da alimentação dos índigenas, entrou para os pratos de todo o mundo, o produto Maizena é relativamente a descoberta do milho, muito recente.

Foi apenas em 1840 que os ingleses William Brown e John Polson começaram a produzir amido de milho para uso na indústria têxtil. Com um refino adicional, os dois acabaram chegando à fórmula de uma farinha, que obteve excelente aceitação no mercado e impulsionou a expansão da Brown & Polson.

Na mesma época, outro inglês, Thomas Kingsford, estudava nos Estados Unidos um modo prático para a extração do amido de milho. Com o processo que desenvolveu, montou uma pequena fábrica em New Jersey. Mas nesse caso, como em tantos outros na história empresarial, foi um empreendedor, e não os inventores, que fez do amido de milho um grande negócio.

Encarregado de manutenção na Kingsford, Wright Duryea deixou o emprego para abrir, em sociedade com os seis irmãos, uma indústria bem maior em Long Island. Foi lá que, em 1856, surgiu a Maizena como marca registrada.

A consolidação do produto no mercado atraiu o interesse de um grande grupo, a CPC – Corn Products Company, que comprou a Duryea (e também a Brown & Polson) e, ancorada na Maizena, já então exportada para muitos países, partiu para uma escalada internacional. Em 1874, os brasileiros já consumiam o Amido de Milho Maizena, que era importado dos Estados Unidos.

Em 1927, o engenheiro L. E. Miner desembarcava em São Paulo com a missão de estudar o mercado local e avaliar a viabilidade de montar uma fábrica. Em 1930, com a inauguração da fábrica, que processava 30 toneladas de milho por dia, o Amido de Milho Maizena passou a ser fabricado no Brasil, pelas Refinações Milho do Brasil, que iria se associar a Bestfoods na década de 90. grupo que, nesta década de 2000, foi adquirido pela Unilever.

Durante a II Guerra Mundial, o produto usado pelas donas de casa passou a ser procurado também pelos padeiros por causa da falta do trigo, que era importado. A solução foi usar o Amido de Milho Maizena para fazer o pão. Foi introduzida no Chile em 1961. Uma nova etapa começou em 1997, quando o controle da empresa passou para a Bestfoods, outra gigante do setor de alimentos, com operações em 110 países.

Hoje, esse produto que no pós-guerra ganhou anúncios em diversas publicações brasileiras, com destaque para as revistas “O Cruzeiro” e ‘Seleções”, está presente em todos os lares e em receitas de doces e salgados.

Por sua versatilidade, o amido de milho também chegou a outros produtos da Unilever, especialmente os prontos para consumo. A empresa comemora vendas, oferecendo as tradicionais receitas na embalagem do produto, que tem passado de geração a geração sem perder de todo a sua imagem, sempre associada a infância de muitos e com as quais consumidores o reconhecem de longe. Afinal, aquela embalagem amarela, para lembrar o milho, é que fez da Maizena um sucesso em todos os mercados e a tornou, no Brasil, sinônimo de sua categoria.

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