RIO 2016: A “BAIA URBANA” DE GUANABARA

0

Documentário “Baia Urbana”, do biólogo Ricardo Gomes, será lançado em novembro. Produzido em colaboração com o Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+), o filme mostra a vibrante vida marinha que resiste na Baia de Guanabara, apesar da poluição de seu corpo d’água, alvo de notícias no mundo todo antes e durante as Olimpíadas do Rio.

A Baia de Guanabara foi palco de diversos eventos esportivos durante as Olimpíadas, e a poluição de seu corpo d’água foi alvo de notícias no mundo todo. No entanto, mais do que prepará-la para os Jogos, sua despoluição era e permanece necessária para manter viva sua rica biodiversidade marinha, da qual dependem milhares de pescadores.

Esse é o argumento do biólogo Ricardo Gomes, que defende a urgência da despoluição da baia e passou duas décadas nadando, mergulhando, analisando e filmando suas águas. Em documentário que será lançado em novembro em colaboração com o Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (Centro RIO+), Gomes utiliza mais de 100 horas de filmagens para mostrar, não a poluição, mas a vibrante vida marinha que resiste na baia. O lançamento ocorrerá no Museu do Amanhã.

O novo filme, cujo título é “Baia Urbana”, é um testamento da resiliência dos ecossistemas e da população vivendo às suas margens. De fato, mais de 20 mil pescadores dependem da baia, mas menos de 20% de suas águas são apropriadas para a pesca atualmente. Do total de 465 toneladas de esgoto orgânico jogado todos os dias, apenas 68 toneladas são tratadas. Além de esgoto, lixo industrial líquido é responsável pela poluição provocada por substâncias tóxicas e metais pesados nas águas da baia.

Gomes, que estudou biologia marinha na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), já lançou outro documentário sobre a vida marinha das praias de Copacabana e Leblon, chamado “Mar Urbano”. No novo documentário, também apoiado pela empresa OceanPact, Gomes explora as águas da baia, mostrando as diferentes espécies de vida marinha, algumas das quais servidas em muitos restaurantes no Rio e que estão sob risco de extinção.

Novo filme é um testamento da resiliência dos ecossistemas e da população da Baia de Guanabara. Foto: Ricardo Gomes

Novo filme é um testamento da resiliência dos ecossistemas e da população da Baia de Guanabara. Foto: Ricardo Gomes

Gomes chama a baia de “Amazônia azul” ou uma floresta amazônica submersa, completando ser mais fácil pressionar a opinião pública a preservar o que pode ver. Por meio do filme, ele espera levar as atenções para as maravilhas da vida marinha na baia e levar sociedade civil e governos à ação.

O projeto é um exemplo de busca pelos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), que estabelecem metas para desenvolvimento inclusivo em suas três dimensões: econômica, social e ambiental. A colaboração com o Centro RIO+ também permitirá uma disseminação global do documentário como uma poderosa ferramenta para a construção de resiliência.

Gomes recomenda que o governo estadual mantenha sua promessa de acabar com o despejo de esgoto não tratado na baia, e utilize políticas para proibir dezenas de indústrias de jogar metais pesados e outros resíduos impunemente, particularmente a indústria de petróleo. Até o momento, o governo do estado elevou as taxas de tratamento de esgoto de 11% desde 2009 para 51% atualmente. Uma unidade de tratamento em Alcântara, subúrbio do Rio, deve começar o tratamento de 1,2 mil litros de esgoto por segundo após as Olimpíadas.

Gomes chama a baia de um tipo de “Amazônia azul” ou uma floresta amazônica submersa. Foto: Ricardo Gomes

Gomes chama a baia de um tipo de “Amazônia azul” ou uma floresta amazônica submersa. Foto: Ricardo Gomes

Compartilhar.

Sobre o autor

Comentários desativados.

000-017   000-080   000-089   000-104   000-105   000-106   070-461   100-101   100-105  , 100-105  , 101   101-400   102-400   1V0-601   1Y0-201   1Z0-051   1Z0-060   1Z0-061   1Z0-144   1z0-434   1Z0-803   1Z0-804   1z0-808   200-101   200-120   200-125  , 200-125  , 200-310   200-355   210-060   210-065   210-260   220-801   220-802   220-901   220-902   2V0-620   2V0-621   2V0-621D   300-070   300-075   300-101   300-115   300-135   3002   300-206   300-208   300-209   300-320   350-001   350-018   350-029   350-030   350-050   350-060   350-080   352-001   400-051   400-101   400-201   500-260   640-692   640-911   640-916   642-732   642-999   700-501   70-177   70-178   70-243   70-246   70-270   70-346   70-347   70-410   70-411   70-412   70-413   70-417   70-461   70-462   70-463   70-480   70-483   70-486   70-487   70-488   70-532   70-533   70-534   70-980   74-678   810-403   9A0-385   9L0-012   9L0-066   ADM-201   AWS-SYSOPS   C_TFIN52_66   c2010-652   c2010-657   CAP   CAS-002   CCA-500   CISM   CISSP   CRISC   EX200   EX300   HP0-S42   ICBB   ICGB   ITILFND   JK0-022   JN0-102   JN0-360   LX0-103   LX0-104   M70-101   MB2-704   MB2-707   MB5-705   MB6-703   N10-006   NS0-157   NSE4   OG0-091   OG0-093   PEGACPBA71V1   PMP   PR000041   SSCP   SY0-401   VCP550   HP0-S42   70-483   101   000-080   1z0-434   CCA-500   CAP   1Z0-804   220-802   70-483   SY0-401   70-980   300-101   c2010-652   ICGB   1Z0-144   101   70-533   000-017   1Z0-060   640-916   9L0-012   MB2-704   9L0-066   2V0-621D   1Z0-144   1Y0-201   74-678   EX200   70-483   700-501   210-260   200-310   100-105  , JK0-022   350-080   300-070   CISSP   810-403   CAS-002   300-206   200-101   OG0-093   000-104   MB6-703   CISSP   1Z0-144   070-461   1Z0-060   SSCP