RISQUÉ “HOMENS QUE AMAMOS” (?)

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A coleção outono/inverno 2015 da marca de esmaltes Risqué, “Homens que amamos”,  deu muito o que falar nas redes sociais e ainda está dando na medida em que o produto chega aos pontos de venda de todo o país e acende o debate sobre sexismo e a forma com que as marcas ainda veem a mulher, mas tem que aplauda a iniciativa.

 

POR LAIS VIEIRA, ESPECIAL PARA A REVISTA PUBLICITTÀ

Após, a divulgação da coleção Homens que Amamos, a Risqué gerou polêmica com a campanha nas redes sociais, pelo fato de ser considerada machista e sexista. Cada cor de esmalte fazia uma referência e homenagem à atitudes românticas de homens que, segundo a marca, foi inspirada “nos homens que fazem a diferença na vida das consumidoras”. Os nomes das cores, são como: “João disse eu te amo”, “Guto fez o pedido!!”, “Zeca chamou para sair”, “Fê mandou mensagem”, “André fez o jantar”, “Leo mandou flores”.

Nas redes sociais, principalmente no Facebook e no Twitter, a campanha dividiu opiniões com diversos internautas se manifestando contra ou à favor da campanha. Um dos argumentos de pessoas que se posicionaram contra à campanha, foi que um homem fazer o jantar não deveria ser considerado como uma gentileza e sim, como uma obrigação e visto como algo comum. Já quem se posicionava à favor da campanha, dizia que quem era contra a campanha, estava de “mimimi” e/ou queria causar polêmica com algo considerado por eles, tão simples.

Comentários de quem foi contra

contrarisque

 

Um outro argumento utilizado por quem se colocou contra à campanha, era o de que, a marca considerava que suas consumidoras eram somente heterossexuais, esquecendo-se daquelas que são bi ou homossexuais. Com a repercussão da campanha, muitos internautas, principalmente do Twitter, modificavam os nomes das cores dos esmaltes, por frases desagradáveis que ouviam de homens no dia-a-dia, como por exemplo, o assédio sexual no transporte público e o machismo nos relacionamentos interpessoais.

Comentários de quem foi à favor (ou não achou nada demais)

afavorderisque

 

Já uma outra alegação utilizada por quem se posicionou à favor da marca, dizia que o movimento feminista só queria causar polêmica e que os nomes das cores dos esmaltes não tinham “nada demais”.

Entendo que os “dois lados da moeda”, possuem argumentos sustentáveis e racionais, mas fico no grupo de quem se posicionou contra à campanha da Risqué. Penso que a marca foi muito infeliz ao fazer uma campanha com um tema tão delicado, que é muito discutido pelo movimento feminista e tem causado polêmica ultimamente. Percebo que o machismo e o sexismo estão presentes na sociedade há tanto tempo que hoje, são vistos por algumas pessoas como algo natural. As atitudes masculinas retratadas pela marca através dos nomes dos esmaltes, se dizem respeito à comportamentos que deveriam ser comuns no dia-a-dia, como por exemplo, o homem fazer o jantar não porque vai “ajudar” ou fazer um agrado à companheira, e sim porque faz parte de uma de suas obrigações na casa. Assim como alguns internautas, penso que a marca poderia ter procurado valorizar princípios de mulheres fortes, que fizeram ou fazem a diferença nos lugares onde estão. Creio que, se a marca realizasse uma pesquisa aprofundada sobre o tema e suas implicações, contando com a opinião de suas consumidoras ou consumidores, a campanha certamente não teria uma repercussão tão negativa quanto teve nesta semana.

 

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Sobre o autor

Carlos Franco

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