SAATCHI&SAATCHI APOSTA EM INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL

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Com uma experiência ousada, a gigante da publicidade faz a pergunta: é possível que um filme feito por uma máquina desperte uma resposta emocional nas pessoas?  Todos os anos a Saatchi & Saatchi exibe os melhores novos talentos de direção do mundo, oferecendo uma plataforma para curtas-metragens, comerciais, animações e vídeos promocionais no The New Director’s Showcase – NDS. Realizada em um palco global no Festival Internacional de Criatividade de Cannes Lions, este ano a Saatchi & Saatchi quis desafiar a comunidade criativa perguntando a si mesma e ao mundo – “Um filme feito por máquinas é capaz de emocionar você?”.

Trabalhando em conjunto com a Team One e a Zoic Labs, a Saatchi & Saatchi montou um elenco de inteligência artificial, algoritmos e máquinas da mesma maneira que um estúdio montaria uma equipe de filmagem tradicional. Diversas tecnologias foram usadas em uma combinação inédita para criar o filme do começo ao fim, incluindo Watson da IBM, Ms_Rinna da Microsoft, software de reconhecimento facial da Affectiva, dados de EEG e um programa de arte neural customizado.

O filme, concebido, filmado e editado por máquinas, estreia no aniversário de Turing, em 23 de junho de 1912.

Ruairi Glynn, diretor do Laboratório de Arquitetura Interativa da Faculdade de Arquitetura Bartlett, da UCL, é um artista em atividade e acadêmico especializado no campo de IA e Robótica. Ele comenta: “Alan Turing foi a primeira pessoa a fazer a pergunta ‘As máquinas podem pensar?’, que leva imediatamente à questão – as máquinas podem ser criativas? Começamos a ver máquinas fazendo coisas novas e surpreendentes que são esteticamente atraentes. A grande questão que permanece sobre Criatividade Artificial é se a máquina é capaz de compreender o significado daquilo que criou. É interessante explorar o potencial de construir máquinas que simulam a inteligência humana, mas o futuro realmente emocionante está desenvolvendo novas formas de inteligência criativa bastante diferentes da nossa”.

Andy Gulliman, Curador e Produtor da NDS, disse: “Quando a Realidade Virtual parece ser o brinquedo desejado por todos no momento, decidimos olhar para mais além e, como resultado, ficamos obcecados pelas aparentes capacidades da IA. Curiosos por saber se a IA poderia realmente dar apoio às nossas necessidades criativas e cumprir com nossos padrões criativos, tínhamos que saber as verdadeiras capacidades das máquinas; por isso encomendamos a experiência. Assim que demos o sinal verde para a máquina, logo fiquei sabendo que teria de abandonar meu controle de Produtor para acomodar o processo de produção ditado pelas máquinas”.

Chris Graves, Diretor de Criação da Team One, perguntou: “O que define um diretor? Vinte e cinco anos atrás, no começo da New Director’s Showcase, os diretores eram um tipo específico de pessoa com um conjunto particular de habilidades. Mas a tecnologia tem feito essa definição evoluir desde então. Agora, novos diretores estreiam todos os dias em plataformas online como YouTube, Vine e Snapchat. Simplesmente nos perguntamos como será um diretor daqui a 25 anos. Seria ele humano?”.

Ao longo dessa história de 25 anos, o NDS provou ser um viveiro de talentos, e muitos diretores conhecidos hoje foram apresentados no início de suas carreiras. O Showcase é conhecido por ampliar os limites criativos e artísticos, e ganhou a reputação de introduzir tecnologias novas e emergentes no palco. Em 2015 a Saatchi & Saatchi marcou 25 anos de NDS com 25×25, um filme criado por ex-alunos da NDS, incluindo Jonathan Glazer, Spike Jonze, Jake Scott e Michel Gondry.

Kate Stanners, Diretora Global de Criação da Saatchi & Saatchi, disse: “Como aproveitar os 25 anos do New Director’s Showcase da Saatchi & Saatchi e um arquivo de incríveis talentos de direção, além de, ao mesmo tempo, produzir uma exibição no Palais des Festival em Cannes que faça jus a nossa reputação como uma agência na fronteira da inovação tecnológica e criativa? Esse é o desafio que enfrentamos neste ano, e estamos fazendo jus a ele trabalhando com a Team One em Los Angeles para explorar como a Inteligência Artificial e as máquinas podem ser usadas para aprimorar a criatividade humana, um tema que está no radar criativo neste momento”.

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