Tá no pé, tá moda!

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A São Paulo Alpargatas tem dado duro para transformar, assim como o fez com as sandálias Havaianas, um dos ícones populares em matéria de calçados dos anos 50 e 60: o CONGA. O tênis que caiu no gosto dos estilistas, por permitir ampla variação de cores e reaparece, a cada estação, em desfiles da Fashion Rio e da São Paulo Fashion Week nos pés de modelos. O fabricante também tem estratégia de marketing para atrair para as compras os pais que usaram CONGA na juventude e licenciou a marca Barbie para uma linha completa do calçado, além de ter lançado a colorida coleção CONGA Baby.

A trajetória de CONGA é rica de informações que revelam os hábitos dos consumidores brasileiros. Entre 1910 e 1958 a categoria de tênis não possuia um bom conceito no mercado, pois devido ao processo de fabricação e suprimentos utilizados na época, não era percebido como um produto com qualidade e a borracha e a lona, a matéria prima da maioria desses calçados, eram apontadas como vilãs e propagadoras do evitado odor dos pés, o popular chulé.

A partir de 1959, no entanto, o mercado conheceu um novo conceito em tênis, o “CONGA Esporte”, com ele iniciou-se o mercado de calçados casuais. Composto por lona e borracha, tratava-se de um artigo moldado, bem acabado, durável e diferente. Tinha como principal objetivo oferecer durabilidade, leveza e flexibilidade para o uso diário, para ir ao colégio, fazer ginástica ou até mesmo para ir ao trabalho.

A famosa biqueira do CONGA, característica de identidade da marca, foi incorporada a linha infantil em 1965 e somente em 1972, após constatação de seu sucesso e simpatia do público em geral, foi incorporada a linha adulto. Em 1967, a evolução tecnológica favoreceu o emprego de métodos produtivos mais modernos e a conseqüente substituição do antigo processo de fabricação de CONGA por um método mais moderno, fato que elevou a produtividade, proporcionou maior durabilidade e melhor aparência ao calçado.

Em 1970 a marca atingiu seu pico de vendas com aproximadamente 20.000.000 de pares comercializados no ano. Era um sucesso total. Com surgimento de novas tecnologias, em 1980, iniciou-se um processo de diferenciação dentro da indústria calçadista, fazendo com que os consumidores buscassem produtos mais adequados às suas necessidades, tais como tênis para a prática de esportes específicos, como corrida, escalada, longas caminhadas, entre outros. Em 2001, através de pesquisas internacionais constatou-se que o “básico”, entrava na moda e que o mercado brasileiro, além de não oferecer calçados de lona que proporcionassem um look casual, feminino e despojado às mulheres, não acompanhava as tendências da moda mundial. Em outubro de 2001, o CONGA retornou ao mercado com um design moderno e uma nova proposta: “ Conquistar o público feminino através de um apelo jovem e modal, em linha com as mais modernas tendências da moda“ ocupando seu espaço no mercado com estilo casual e despojado. E não demorou para a marca lançar novos produtos como a linha Conga Kids e a Conga Baby.

Hoje, o tênis CONGA, dentro de uma estratégia similar à adotada por Havaianas, tem sido apontando como acessório fashion da moda, tendo desfilado nas passarelas pelas mãos de Fause Haten (São Paulo Fashion Week), Emilene Galende (Amni Hot Spot), Mareu Nitische (Semana de Moda), Totem Beach e Sand Piper (Fashion Rio). Desde o look mais fashion ao mais casual, sempre tem um CONGA que é a sua cara, garante a empresa que usa o slogan “Tá no pé, tá moda”.

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