A ARTE DELAS NA FAAP

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Por Elaine Patricia Cruz/Repórter da Agência Brasil
A participação feminina na arte brasileira teve um grande impulso com o Modernismo
Marttha Loutsch – Garimpeiros. A participação feminina na arte brasileira teve um grande impulso com o Modernismo. Divulgação/MAB

A participação feminina na arte brasileira teve um grande impulso com o Modernismo. Foi principalmente a partir desse movimento que a arte produzida por mulheres no Brasil, e as próprias artistas, passaram a ser mais reconhecidas e a ocupar os espaços artísticos, culturais e sociais antes dominados pelos artistas homens. Para mostrar essa ascensão feminina na história da arte do país, o Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (MAB-FAAP), em São Paulo, está promovendo a exposição Elas: Mulheres Artistas no Acervo do MAB. A mostra apresenta 82 obras do acervo do museu, entre esculturas, pinturas, gravuras, desenhos, vídeos e fotografias de 64 artistas que tiveram uma grande representação no país. Entre as obras estão duas telas de Anita Malfatti e duas pinturas de Tarsila do Amaral, além de obras de Lygia Clark, Tomie Ohtake, Noemia Mourão, Djnaira e Maria Bonomi, entre outras.

“A exposição é um recorte das obras do acervo, mas em específico com obras produzidas por artistas brasileiras ou estrangeiras radicadas no Brasil”, disse um dos curadores da exposição, José Luis Hernández Alfonso, em entrevista à Agência Brasil. “A ideia é demonstrar um percurso de obras feitas por artistas do século 20 até os nossos dias, começando por Tarsila e Anita, que foram as duas artistas da vanguarda da arte brasileira. A partir delas, a visibilidade da mulher artista aparece na sociedade brasileira porque, até então, era desconhecida”, acrescentou.

A exposição foi dividida em três núcleos. “O primeiro núcleo demonstra todo o seu percurso desde Anita e Tarsila até os nossos dias. Aí temos pinturas, esculturas e desenhos e passa por todos os movimentos e todas as concepções estilísticas como Modernismo, Estruturalismo, Abstracionismo, entre outros. Depois temos um segundo bloco dedicado à gravura, que é muito importante na arte brasileira. E um terceiro núcleo dedicado à fotografia e a vídeo instalação”, disse o curador.

A exposição, gratuita, teve início no dia 18 de abril e termina no dia 25 de setembro.

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