MAFALDA: 51 ANOS DE HUMOR

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Como parte da programação cultural da 17ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que faz homenagem à Argentina, duas exposições estão sendo apresentadas em espaços culturais do centro da cidade, bem distante do Riocentro, na Barra, onde ocorre o megaevento literário. As duas mostras são promovidas pela Embaixada da Argentina no Brasil e organizadas pela Direção-Geral de Assuntos Culturais da chancelaria do país vizinho, uma delas celebra os 51 anos do personagem Mafalda, um clássico mundial criado pelo argentino Quino.

 

Por Paulo Virgílio*/Repórter da Agência Brasil

A Biblioteca Parque Estadual abriu ontem, 5, no Rio de Janeiro, a exposição inédita Mafalda na Sopa, que homenageia os 51 anos da difusão no Brasil de uma das personagens mais emblemáticas dos quadrinhos argentinos, a menina Mafalda. O cartunista Quino, criador da personagem que se tornou o carro-chefe do desenho de humor argentino, também é homenageado na mostra.

São expostas diferentes obras de Quino, entre elas, os trabalhos preliminares da tira publicada na revista 7 Dias, os papéis com cópias das personagens e o original de uma famosa obra do cartunista contra um dos ditadores militares argentinos, Juan Carlos Onganía (1968). Homenagens a Mafalda e a Quino, feitas por outros nomes do humor gráfico argentino e pelo brasileiro Maurício de Souza, criador da Mônica, também estarão expostas.

O cartunista argentino Juan Matías Loiseau, conhecido como Tute, participou da abertura da exposição e falou sobre a importância da personagem Mafalda em sua vida e para os argentinos. “Ela tem uma relevância total, pois eu aprendi a ler com Mafalda. Quino foi o grande professor, não só da minha geração como também de gerações anteriores, incluindo meu pai, conhecido como Caloi, outro grande cartunista. Mafalda é o fim da inocência no humor, quando começa um humor muito mais complexo, que sai do âmbito nacional para incorporar preocupações internacionais”, disse Tute.

A exposição foi montada no ano passado na Argentina, em comemoração aos 50 anos de Mafalda, e esta é a primeira vez que ela sai do país, segundo destacou sua curadora, Judith Gociol: “Começamos na Biblioteca Nacional e depois a expusemos em alguns estados, mas esta é a primeira vez fora da Argentina. Mafalda ainda é atual porque está muito ligada à subjetividade das pessoas, como a infância e o processo de aprendizado, e também porque a mensagem de querermos um mundo melhor ainda está vigente, o que dá sentido ao que Quino escreveu há quase 50 anos”.

Mafalda na Sopa pode ser visitada até 24 de outubro, de terça-feira a domingo, das 11h às 19h. A entrada é franca e a Biblioteca Parque Estadual fica na Avenida Presidente Vargas, 1261, no centro do Rio.

No Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) está em cartaz desde a última sexta-feira, 4, a exposição O que se vê (Lo que se ve), da fotógrafa argentina Adriana Lestido. Temas como a infância desamparada, a maternidade em situações críticas, mães presas, mães adolescentes, a relação mãe-filha, o amor e a natureza são alguns dos focos da mostra, que reúne 82 trabalhos em preto&branco, cobrindo um período de produção que vai de 1982 a 2005.

Referência na fotografia argentina, Adriana Lestido tem em seu currículo exposições realizadas em países como a Alemanha, França, Inglaterra, Escócia, México,  Estados Unidos, Suécia e Colômbia. Suas obras enriquecem acervos como os do Museu de Belas Artes de Buenos Aires, a Fondation Cartier, de Paris e o Museum of Fine Arts de Houston (EUA).

Com vários prêmios em sua carreira, Adriana Lestido é fotojornalista, com passagem por vários jornais de seu país, como La Voz e Página 12.

A exposição Lo que se ve fica em cartaz até 11 de outubro e pode ser visitada de terça a sexta-feira, das 10h às 18h, e sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h. Os ingressos custam R$ 8, a inteira, e R$ 4, a meia.

Aos domingos, a entrada no museu é gratuita. O Museu Nacional de Belas Artes fica na Avenida Rio Branco, 199, no centro do Rio.

* Colaborou Vladimir Platonow/Repórter da Agência Brasil

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