OSCAR 2016: QUE VIVA MÉXICO!

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O mexicano Alejandro Gonzáles Iñarritu conquistou na noite de ontem, 28, o seu segundo Oscar consecutivo como melhor diretor de cinema pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, Los Angeles, Califórnia, USA – no ano passado ele foi premiado pela direção de Birdman, que assim como “The Revenant (O Regresso) conquistou também a estatueta de melhor filme. Mais: o filme levou o Oscar de Melhor Fotografia elevando para três as estatuetas conquistadas por outro mexicano, Emmanuel Lubezki Morgenstern que assina a fotografia de O Regresso e de Birdman (2015) e de Gravity (2014). Portanto, é por três anos consecutivos que o diretor de fotografia mexicano recebe o prêmio.

Este ano, porém, essa premiação ganha ainda mais importância, uma vez que o destrambelhado Donald Trump, pré-candidato à Casa Branca pelo Partido Republicano, tem como uma de suas plataformas a expulsão dos mexicanos dos Estados Unidos. Trump, além do profundo mal gosto no vestir, é dono de um discurso elitista e xenófobo, totalmente fora de sintonia com a realidade do mundo de hoje. Deve ser a maldição que ronda o programa O Aprendiz, que no Brasil já teve na bancada, como Trump nos Estados Unidos, João Dória Jr, pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo e que, como Trump, além de um discurso antiquado, tem aparecido na mídia com figurinos que são de gosto extremamente duvidoso, como um cashmere lilás (ou quase isso) que exibiu nas ruas e que a colunista Joyce mostrou em sua coluna Glamurama (veja aqui).

A vitória de Iñarritu e Lubezki é a melhor e mais educativa forma de os norte-americanos entenderem a importância de seus imigrantes para a cultura e a indústria do entretenimento. Bela lição.

 

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