PARQUE DO FLAMENGO: 50 ANOS DE LAZER NO RIO DE JANEIRO

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Um dos maiores parques urbanos do mundo, o Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro, completou ontem, 17, 50 anos com atividades para todas as idades. Na parte da manhã, a festa foi para as crianças, com direito a bolo, parabéns, oficinas, brincadeiras e passeio marítimo pelo litoral do parque com veículo anfíbio. A programação de aniversário foi organizada pelo Instituto Lotta Cultura e Arte-Educação, entidade dedicada a preservar o legado da arquiteta e urbanista Lotta de Macedo Soares (1910-1967), criadora do parque, com o arquiteto Affonso Eduardo Reidy (1909-1964) e o paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994).

Por Flávia Villela/Repórter da Agência Brasil

Diretor do Instituto, Fernando Nascimento explicou que a festa dos 50 anos teve por objetivo refazer a mesma proposta da festa de inauguração.

“Pesquisamos em jornais de época. A festa não foi uma inauguração formal, pois a obra ainda não estava concluída. Mas, como estava no fim da administração de Carlos Lacerda [governador do Estado da Guanabara], Lota resolveu fazer uma grande festa para o lançamento do parque. Assim como na época, fizemos programações simultâneas. Escolhemos os temas recreação, cultura e esporte.”

À tarde, as atividades se concentraram na Cinemateca do MAM, começando às 16h com o recital Ocupa Piano, seguido da exibição, às 17h30, do filme Flores Raras, de Bruno Barreto, que conta a história do relacionamento de Lotta com a poeta norte-americana Elizabeth Bishop.

Após o filme, houve um debate entre a pedagoga Ethel Bauzer Medeiros, responsável pelo projeto de recreação do parque e integrante da equipe de Lotta, o engenheiro Walter Pinto Costa, que foi superintendente da Sursan, órgão de urbanismo do então Estado da Guanabara, e o filho e assessor de Carlos Lacerda, Sebastião Lacerda.

A dona de casa Pilar Ramos, que frequenta o parque há 42 anos, jogava “bisca” nesta manhã com amigos do carteado em uma das mesas de concreto do local. “Além de jogar um baralhinho, faço minha caminhada e minha ginástica. Aqui é o quintal de minha casa.”

Segundo Pilar, a violência é um grande problema. “Podia ter mais segurança.” Também dona de casa, Lourdes Moreira é moradora do bairro há 36 anos. Ela costuma aproveitar a Praia do Aterro nos dias de sol. “Melhor do que isso não existe. É melhor do que Copacabana. Agora vou para a praia pegar um vento.” Lourdes reclamou apenas do mau estado de alguns equipamentos, como os banheiros públicos e alguns brinquedos.

A engenheira Mirela da Costa Lima, 34 anos, utilizava muito o parque para atividades físicas e agora prefere curtir os jardins e parquinhos com o filho de um ano. Ela também concorda que a falta de segurança é um dos maiores problemas do local. “O parque está em bom estado, mas falta segurança. Dá muito medo de assalto, ainda mais com criança. Durante a noite evitamos vir aqui.”

Ao longo dos 7 quilômetros, entre o centro e a Enseada de Botafogo, os visitantes encontram um complexo de lazer, entre teatros, restaurantes, jardins e equipamentos infantis e esportivos e museus.

A gari Suzana Costa, 30 anos, trabalha no parque há sete anos e se diz uma privilegiada. “É gostoso estar ao ar livre, na natureza. Já conheço todo mundo, desde o pessoal que mora por aqui às pessoas que frequentam a praia. Meu sonho seria poder deitar na grama, descansar um pouquinho e aproveitar o parque, mas infelizmente não tem como.” Suzana é moradora de São Gonçalo, região metropolitana do Rio.

A falta de segurança e a sujeira que usuários deixam no parque são as únicas reclamações. “Falta um pouco de educação e conscientização por parte de algumas pessoas. Quanto a segurança, já me acostumei, mas muita gente tem medo. Há uso de drogas e assaltos”, acrescentou.

Como parte das homenagens ao parque e seus mais de 1,3 milhão de metros quadrados, sobre área aterrada da Baía de Guanabara, a mostra Jardim de Memórias – Parque do Flamengo 50 anos está exposta no Centro Cultural Correios, no centro da cidade, até 29 de novembro.

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