AS LOUCURAS NOSSAS DE CADA DIA SEGUNDO FREDERICO DALTON

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A gente aguenta ouvir certos clichês de qualquer pessoa, menos daquele cara que esperávamos se tornar nosso príncipe. Fernanda investiu mais de R$ 600,00 em sapato, lingerie e cabeleireiro para ir jantar com um chato que ficou o tempo todo falando mal da ex-esposa. Mas foi só quando ele filosofou que: “Se a gente não se amar, quem vai amar a gente?” que Fernanda subiu no “scarpin” de R$ 399,90 da Arezzo e rodou a baiana: “Claro! E se eu não se namorar, quem vai me namorar? Se eu não me masturbar, quem vai me masturbar? Se eu não me foder, quem vai me foder?” E foi embora.

Zulmira Lins, pensionista do Estado do Rio de Janeiro com renda mensal de R$28.000,00, acha que a empregada é muito distraída. Mas como está quase impossível encontrar alguém de confiança hoje em dia, ela decidiu que “se ficar atenta” vai conviver com a moça numa boa. A funcionária já esqueceu uma faca debaixo do travesseiro e uma gilete na espoja de banho, deixou um potinho de veneno de rato ao lado do saleiro e fez gelo com água sanitária, entre outras distrações.

Primeiro minha mulher resolveu me deixar. Então descobri que o melhor lugar para o travesseiro que ela usava era entre as minhas pernas. Depois, comprei mais um travesseiro para “encher” a cama. Semana passada fiz o que ela nunca me permitiu: meu labrador Técio agora dorme ao meu lado. E Zeca, nosso gato, também. Entre nós três geralmente há meu iPad. Mas o iPhone também não pode faltar. Continuo abandonado e só. Mas pelo menos minha cama não está vazia.

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