CURADORES DE ARTE CONTEMPORÂNEA SEGUNDO FREDERICO DALTON

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Não sei como isso foi possível, mas acabo de receber do site Reclame Aqui a reclamação de uma pessoa a respeito de uma coletiva que organizei. Ela está me acusando de propaganda enganosa, já que, segundo ela, o que está na exposição “não é arte”. Também me acusa de fazê-la perder muito tempo, pois até agora está tentando entender certos trabalhos da mostra. E ainda me chama de charlatão, já que me autodenomino “curador”, mas na verdade não curo nada.

 

Minha filha está animada. Acha que dessa fez arranjou um namorado legal. Tadinha. Ela nunca foi muito feliz nesta área. Já namorou um desempregado que a trocou pela preparação para um concurso público, um mochileiro sueco que a trocou por uma outra cidade e um cara casado que a trocou por um outro cara casado. Mas agora eu é que estou preocupado. Quando a perguntei o que o novo namorado faz, a bateria do celular estava acabando e ela só teve tempo de escrever: “Curador”.

O resultado do teste vocacional de Lucas, 15 anos, não poderia ter sido mais preciso. Caríssimo, ele resulta de uma técnica revolucionária, desenvolvida no Massachusetts Institute of Technology. A mãe do rapaz abre o envelope, lê o resultado e imediatamente vai buscar um calmante. Deu “curador de exposições de arte”.

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