DILMA, UMA MULHER QUE SEMPRE ENFRENTOU GOLPISTAS

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Enquanto Dilma Rousseff está na Rússia, participando de reunião dos BRICS, bloco que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul na construção de uma nova realidade global sem o jugo das forças que hoje dominam o cenário internacional e que se mostraram incapazes de oferecer um modelo de desenvolvimento econômico e social capaz de conduzir o mundo para um cenário de maior equilíbrio e de conquistas, aves de rapina, muitas delas na grande imprensa, não param um segundo sequer de tentar articular um golpe contra a democracia, o Brasil e os brasileiros.

O texto do jornalista Sandro Alves de França capta com precisão esse momento negro da história, uma página construída pelo ódio dos perdedores à democracia e pelo Brasil e suas múltiplas faces, o brasileiro. Buscam, a todo custo, construir um discurso de instabilidade e nele promover o caos, pensando que nessa rapinagem de direitos elementares chegarão ao poder. Uma tradição golpista que resgata o fascismo na tentativa de atingir os objetivos, jogando o país, assim, num novo período de trevas no qual se veem como arautos. Arautos, sim, do caos e do desrespeito ao Brasil e aos brasileiros. O texto a seguir diz tudo e com precisão. Um belo convite à reflexão que compartilhamos com a certeza de acender, ainda que uma pequena faísca, de luz nessa escuridão desses verdadeiros arautos do caos. 

 

 

Dilma – a força que não seca. Ou Quem é essa mulher?

POR SANDRO ALVES DE FRANÇA

Os articulistas de um golpe a democracia entraram em cena. As três maiores revistas semanais do país colocaram a possibilidade de impeachment da presidente da República em pauta, alimentando o discurso da oposição hidrófoba e a atmosfera de instabilidade e de tensão social – agravada pela crise econômica.

O Congresso brasileiro sob o comando de Eduardo Cunha e Rennan Calheiros se prepara para o seu próximo ataque. Os interesses da Nação estão longe da órbita deles. Os abutres se posicionam lado ao lado com os oportunistas. Uma direita raivosa, machista, sexista, socialmente higienista, homofóbica e fundamentalista, personificada por figuras como Marcos Feliciano, Jair Bolsonaro e Silas Malafaia, lança seus braços sociais em direção ao golpe. O setor financeiro segue a trilha golpista. A sangria parece não estancar.

Diante disso tudo uma mulher, mesmo extremamente alvejada, resiste, cabeça erguida, firme. Bravamente ela resiste. Dilma Vana Rousseff, presidente eleita e reeleita sob os ritos do Estado Democrático, nunca se deixou mostrar abatida, nunca se entregou ou deu trela para ataques golpistas. Ela cumpre suas funções Chefe de Estado e líder máxima da Nação, cuja atribuição lhe foi conferida pelo povo brasileiro em eleições livres e transparentes.

A reação dela veio nessa tônica. Não vai aceitar especulações e tentativas de lhe derrubar quando não há indícios concretos que justifiquem. Recorreu a sua biografia para atestar que não tem medo nem se entrega. Fico olhando essa mulher e penso, por mais divergências que se possa ter dela e de seu governo, como ela tem tanta resiliência, como consegue ter tanta fibra moral e enfrentar tudo isso com tanta altivez e dignidade, sem nunca esmorecer? De onde ela tira essa força que parece ser inquebrantável?

Então, reflito sobre a história de vida dela. Para alguém que entregou a vida por uma causa, deixou o conforto de uma família abastada aos 19 anos, se casou em segredo com um militante político, foi barbaramente torturada durante dias, presa política por três anos e, depois de tudo, teve forças para reconstruir a vida, casou novamente, teve uma filha e seguiu na luta política sem nunca se desvirtuar, não enlouqueceu como muitos, não entregou seus companheiros mesmo sob tortura, não quis deixar o Brasil. Ela escolheu resistir, ficar e seguir lutando pela Democracia, seguiu acreditando.

Dilma definitivamente não é Jango, Getúlio muito menos Collor. A mineira é dura na queda, não teria entregado o jogo como o primeiro, tomado a decisão trágica do segundo e, sem dúvidas, está muito longe de ter o envolvimento direto e criminoso do terceiro. A conjuntura e as circunstâncias políticas são, também, muito diversas.

Qualquer comparação entre 1954, 1964 e principalmente 1992, com 2015 é um tanto mirabolante e esquizofrênica. Não quer dizer que não haja riscos, mas que o cenário é outro. A figura é outra. Dilma é uma rocha e para quebrá-la terão de usar armamento pesado. Os milicos não conseguiram. Os golpistas modernos conseguirão? Duvido muito. Força, presidente!

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