“Um mar de vidros – Murano 1915/2000”

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O Museu da Casa Brasileira abre a exposição “Um mar de vidros – Murano 1915/2000” com peças representativas da vidraria produzida em Veneza, num panorama transversal das criações que fizeram famosa a Murano do século 20. São objetos que revelam toda a maestria em formas inovadoras e audazes, com sua técnica muito particular de execução e a espantosa riqueza da matéria-prima e dos efeitos cromáticos, com múltiplas justaposições de cores. A mostra evidencia a renovação de formas e de estilo, resultado da contribuição de artistas e designers, que abasteceram de novas idéias as vidrarias de Murano, permitindo um desenvolvimento excepcional que as Bienais de Veneza, as Trienais de Milão e Monza e as exposições internacionais consagraram. A exposição é uma realização conjunta do MCB, organização social vinculada à Secretaria de Estado da Cultura, e do Instituto Italiano de Cultura de São Paulo

A mostra traz a nova maneira de considerar o vidro que, ao longo de séculos, teve uma característica puramente utilitária e de produção em série, um material destinado somente à execução de garrafas, copos, luminárias. A arte vidreira conquista o status de verdadeira arte decorativa com as novas técnicas utilizadas por Ercole Barovier e outros grandes nomes do design italiano, como Carlo Scarpa, Gae Aulenti, Victorio Zecchin, Angelo Rinaldi, Eros Raffael, Giuseppe Santomaso, Alessandro de Santillana, que dão vida a objetos, transformando-os em verdadeiras obras de arte.

“Esta coleção, como testemunho da arte do vidro de Murano, não é completa e nem exaustiva de tudo o que se pôde pensar, projetar ou produzir na Veneza do século passado”, explica Giorgio Forni, curador da mostra e diretor da Fundação Sartirana Arte, de Pavia (Itália). “Sem dúvida, é um pequeno panorama transversal de quase setenta anos de trabalho; uma espécie de mostruário, talvez ainda desequilibrado e com lacunas, mas representativo das produções que fizeram famosa a Murano do século 20”.

A exposição enfatiza dois aspectos da vidraria veneziana: o tecnológico, absolutamente único, e o propriamente artístico. Mas os maravilhosos objetos presentes na exposição não poderiam existir sem o trabalho paciente dos anônimos Mestres Vidreiros, que preservaram a tradição de altíssima escola, em um trabalho árduo, que requer capacidade e sensibilidade incomuns.


Um pouco de história

A supremacia de Veneza em vidraria é muito antiga. Já no século 12 a arte do vidro instalou-se definitivamente em Murano como atividade de manufatura organizada, a qual se havia aperfeiçoado, ao longo dos séculos, graças aos contatos comerciais dos venezianos com os fenícios, os sírios e os egípcios, os quais já possuíam uma antiga tradição na produção de vidros.

No entanto, a partir do século 18 os vidros da Boemia e da Europa Central conquistam a primazia. A qualidade do produto veneziano e a excelência executiva eram reconhecidas, mas estas qualidades estavam bloqueadas em uma produção histórica e estática nas formas e na criatividade. Somente no final do século 19 e, principalmente no início do século 20, a produção de Murano viverá um novo renascimento. Uma novidade extraordinária graças à qual Veneza se levanta de uma letargia secular, para voltar a ser o centro de produção de grande destaque e para impor ao mundo, especialmente a partir de 1950, suas próprias obras.

Desde seis milênios a.C. o homem utiliza um material vítreo natural, a obsidiana, que é uma rocha silícica encontrada em abundância no Mediterrâneo, em particular nas ilhas Eólias e Pontinas, em Pantelleria e na Sardenha, para extrair objetos cortantes e resistentes. Foram necessários vários milênios antes que se produzissem objetos em vidro não apenas para as necessidades cotidianas mas também para adorno.
 

Serviço

Exposição: “Um mar de vidros – Murano 1915/2000”

Abertura: 20 de outubro, às 11h

Visitação: 21 de outubro a 18 de novembro, de terça a domingo, das 10h às 18h

Site: www.mcb.sp.gov.br

Local: Museu da Casa Brasileira – Av. Faria Lima, 2705 – Tel. 11 3032-3727  

Jardim Paulistano  São Paulo

Ingresso: R$ 4,00 – Estudantes: R$ 2,00 – Domingo sempre gratuito

Acesso a portadores de deficiência física.

Visitas monitoradas : 3032-2564  Email agendamentomcb@terra.com.br

Estacionamento: R$ 10,00 no dia da abertura; de terça a sábado até 2 horas R$ 6,00; 3ª hora R$ 2,00; demais horas R$ 1,00 Domingo: preço único R$ 10,00

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