A felicidade da elite

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PR Newswire

Ao se iniciar mais um ano, muitos planejam ações necessárias para a concretização de objetivos os quais, freqüentemente, estão relacionados ao ganho de mais dinheiro. Uma pesquisa inédita realizada pelo professor de Marketing e diretor do Instituto de Pesquisa IP2 Outsourcing, Marcelo Peruzzo se propõe a contribuir para que planos dessa ordem sejam alcançados, mostrando quais características os indivíduos mais favorecidos financeiramente compartilham.

No Brasil, apenas 6% da população brasileira (algo em torno de 11 milhões de pessoas) faz parte das classes A1 e A2 (famílias com renda superior a R$ 6.563,73). Os dados nos quais se baseou o estudo foram coletados com 526 pessoas de todas as regiões do País, pertencentes a essas classes. A partir de entrevistas feitas pessoalmente, por telefone e por e-mail, produziu-se uma pesquisa cuja margem de erro é de 2%. Dos indivíduos que responderam ao estudo, 66% eram homens e 34%, mulheres. Todos eles foram consultados entre os dias 1º e 30 de novembro de 2007.

Quando se fala em elite, freqüentemente uma pergunta vem à tona: Dinheiro traz felicidade?. Pelo resultado da pesquisa, sim pois 91% da elite se considera feliz. Para Peruzzo, quanto mais dinheiro, mais felicidade. De acordo com o professor, desde que o dinheiro seja de origem ética, o desejo de acumulá-lo não deve ser visto como algo negativo. O dinheiro é a recompensa de quando você é qualificado e da habilidade de mostrar essa qualificação aos outros, afirma.

Quanto à satisfação com a atividade profissional, 80% dos entrevistados se consideram satisfeitos. E ainda: 60% da amostra afirma ter um ótimo ou bom relacionamento com seus chefes. Ver o chefe como um parceiro é um dos pontos de acerto de quem quer ser bem-sucedido, elege Peruzzo. Se a relação com ele (chefe) é ruim, a chance de ter um bom rendimento é mínimo, avalia o professor.

A respeito do tipo de função que desempenham, 59% dos entrevistados dizem cumprir papéis ao mesmo tempo estratégicos e operacionais. Já 28% dizem ter função apenas estratégica e 13% se intitulam profissionais somente operacionais. Para Peruzzo, está claro: quanto mais operacional é o trabalho, mais reduzidas são as chances de riqueza, principalmente no Brasil.

Outra característica da elite, segundo Peruzzo, é o empreendedorismo. Esse é o caminho mais curto para o sucesso, sintetiza. Entre os entrevistados, 25% pensam em ter empresa própria; 21% afirmam que terão sua empresa; 33% já possuem empresa própria; e outros 21% estão satisfeitos trabalhando como empregados.

A pesquisa reforça ainda um ponto no qual os headhunters insistem há alguns anos: a necessidade de formação. Sem formação acadêmica, é praticamente impossível fazer parte da elite: menos de 5% da amostra conseguiu, frisa o professor. Por outro lado, trabalhar diretamente na área de formação (45%) ou em área relacionada (32%) tem praticamente a mesma importância. Mas atuar em um terreno totalmente diferente (16%) diminui de modo significativo as chances de quem quer fazer parte da elite. Precisamos ser primeiro especialistas, para depois sermos generalistas, sugere o autor do estudo.

Outras particularidades da elite


Política: Apenas 7% dela anseia ter um cargo político no futuro


Responsabilidade social: 90% dos integrantes da elite praticam ou já praticaram ações de responsabilidade social


Fé: 95% acreditam em uma força superior

Grau de formação acadêmica: 64% possuem especialização; 24%, graduação; 7%, mestrado; 3,5%, ensino médio; 1%, doutorado; e menos de 1%, apenas o ensino fundamental.

Livros lidos por ano: 2 a 5 45%; 5 a 10 33%; mais de 10 15%; 1 7%.

Empregabilidade: Apenas 7% da elite está atualmente desempregada (o percentual de desemprego no Brasil gira em torno de 8,5%).

 

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