CONHEÇA AS STARTUPS VENCEDORAS DO DESAFIO NATURA AMAZÔNIA

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Os empreendimentos Asproc, Arcafar, Da Tribu e MEU são os vencedores do “Desafio Natura Amazônia: Negócios para a Floresta em Pé”. O programa de pré-aceleração, realizado pela Natura e pela Artemisia, foi criado com o objetivo de apoiar empreendedores com soluções de impacto socioambiental com foco na região amazônica. As startups selecionadas se destacaram entre 140 negócios avaliados e receberão mentorias exclusivas da Artemisia, organização pioneira no fomento de negócios de impacto social no Brasil.

 

O programa se baseou nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Organizações das Nações Unidas (ONU) para reconhecer startups com atuação em temas relacionados a biodiversidade, economia de floresta em pé, educação, infraestrutura e bem-estar. Os empreendedores das quatro soluções vencedoras e de outros 13 empreendimentos selecionados pelo programa passaram por uma imersão de alto impacto durante cinco dias na Amazônia, com vivências, capacitações e uma visita a uma comunidade agroextrativista no Pará.

 

“Apoiar o empreendedorismo para criar soluções inovadoras e investir em conhecimento para fazer com que o patrimônio natural da Amazônia se transforme em um patrimônio social para os habitantes locais é absolutamente crítico”, afirma Guilherme Leal, sócio-fundador da Natura e um dos participantes da banca de avaliação das startups, formada por mentores do programa e especialistas convidados.

 

O programa foi elogiado pelos participantes. “Nós tivemos a possibilidade de conhecer outros empreendimentos que também têm dificuldades, mas continuam expandindo, sem deixar de cuidar da floresta”, afirma Tainah Fagundes, fundadora da Da Tribu, de Belém, que oferece oportunidade de capacitação e emprego para mulheres de baixa renda, por meio da moda sustentável e da tecnologia da floresta.

 

Para Clarissa Melo, idealizadora do MEU (originalmente chamado de Movimento de Empreendedorismo Universitário), a experiência proporcionou crescimento pessoal, além de profissional. “Nós temos a pretensão de resolver problemas e, quando você realmente tem a oportunidade de visitar as comunidades e conhecer pessoas, a experiência fica mais intensa”, afirma. A startup possui uma metodologia que conecta o conhecimento das universidades a pequenos empreendedores e suas necessidades, com o objetivo de desenvolver estudantes e empreendedores urbanos e rurais. O negócio, com atuação em Manaus, pretende alcançar outras cidades do interior do Amazonas.

Outra vencedora do Desafio, a Asproc (Associação dos Produtores Rurais de Carauari) busca potencializar a cadeia produtiva do pirarucu – um peixe nativo da Amazônia – em comunidades ribeirinhas na região do Médio Juruá (AM). “A ideia é aprimorar a tecnologia para desenvolver novos produtos e atingir outros mercados. Já que a Natura trabalha com cadeias produtivas na Amazônia, enxergamos nesse programa a possibilidade de nos proporcionar novas informações e experiências”, explica o colaborador do projeto, Adevaldo Dias.

Também contemplada, a Arcafar (Associação Regional das Casas Familiares Rurais do Pará) oferece curso técnico de agroindústria a jovens de diversas regiões do estado. As casas familiares rurais oferecem uma formação integral, adequada à realidade local, com o objetivo de qualificar esses jovens e oferecer alternativas de renda e de trabalho, para assim permanecerem na região e a beneficiarem, por meio de uma agricultura sustentável, que não agrida o meio ambiente.

 

“Os negócios participantes vieram de diversos lugares do Brasil, oferecendo soluções com muita sinergia ao contexto da Amazônia. Para alguns, a experiência em uma comunidade ribeirinha foi inédita, o que possibilitou a troca de experiência com moradores e produtores da região para um entendimento mais profundo da economia local”, afirma Paula Sato, gerente de Projetos da Artemisia, que acompanhou todo o processo de formação ao longo dos cinco dias. “O acesso a ferramentas e conteúdos sobre negócios, oferecido pela Artemisia, permitiu o desenvolvimento de um olhar crítico dos empreendedores sobre suas soluções para uma rápida evolução. Todos se mostraram altamente direcionados à geração de impacto socioambiental na região e um forte sentimento de colaboração entre os participantes se fortaleceu ao longo da imersão”, conclui.

 

O “Desafio Natura Amazônia: Negócios para Floresta em Pé” está inserido no Programa Amazônia, criado pela Natura para fomentar novos modelos de negócios para a região, com investimentos em ciência, tecnologia e inovação, fortalecimento institucional e fomento ao empreendedorismo. “Acreditamos que é possível a floresta ter mais valor em pé do que derrubada e que a Amazônia pode ser uma referência mundial em inovação, negócios e soluções para um mundo mais sustentável”, afirma Renata Puchala, gerente de sustentabilidade da Natura.

 

Para Maure Pessanha, diretora-executiva da Artemisia, a aliança entre dois players que são referência em seus respectivos segmentos traz visibilidade a uma questão de suma importância para o país. “Estamos muito felizes por poder levar para uma região que é vital para o desenvolvimento do planeta o conceito de negócios de impacto social. Nós na Artemisia acreditamos que este modelo tem o potencial de mudar a qualidade de vida das pessoas e, no caso específico da Amazônia, também apresentar ao mundo soluções inovadoras que combinam impacto social e ambiental”, analisa a executiva.

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