DEU A LOUCA NAS “COXINHAS”

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Bizarro. É o mínimo que se pode dizer de entrevista veiculada ontem, na coluna Gente Boa de O Globo (leia aqui), assinada por Cléo Guimarães, com a ilustre desconhecida e consultora Lisa Mackey, que repercute nas redes sociais sob o título “As empregadas perderam a noção de limite”.  Na incapacidade certamente de lavar panelas, a tal Lisa Mackey, depois de usá-las, faz críticas preconceituosas, para dizer o mínimo, às empregadas domésticas. Tanto pior que irá dar um curso, segundo o jornal no próximo dia 25, ensinando outras “coxinhas” a “domesticarem” empregadas. Lamentavelmente tal figura bizarra não está sozinha no mundo. Tem a companhia da “socialmente iletrada” professora-doutora de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RIO) Rosa Marina de Brito Meyer que deu uma aula pública de falta de cidadania, urbanidade e respeito ao próximo justamente no momento em que o Papa Francisco, ao qual a PUC-RIO se subordina, prega o contrário.

Rosa, apesar do currículo Lattes, que você pode conferir aqui , é um bom exemplo das desesperadas “coxinhas”, aquelas pessoas que não suportam que outras  que elas enxergam como do andar debaixo, tenham os mesmos privilégios e os mesmos direitos. No caso dessa senhora que entrou para a história das redes sociais como “Miss Rodoviária” ao postar no Facebook a foto de uma pessoa que aguardava, exatamente como ela, um voo no Aeroporto Santos no Rio de Janeiro afirmando que o local estava mais parecido com rodoviária do que aeroporto apresentando como prova a foto. O desfecho foi no mínimo curioso. O homem que fotografou por celular, considerando-o fora de lugar no ambiente por ela frequentado,  é de fato e de direito o procurador de Justiça Marcelo Santos.

A reitoria da PUC-RIO diante de tal bizarrice apenas a afastou de uma coordenação, mas a manteve nos quadros deixando no ar uma pergunta intrigante: O que ela ensina mesmo?. Antigamente, exigia-se do professor a solidariedade para com o aluno na transmissão do conhecimento e sobretudo o respeito ao nobre exercício da profissão de professor, de servir à comunidade. Uma pessoa que não sabe conviver em sociedade, não custa indagar novamente: Ensina o que mesmo?.

Bem, agora, vem a tal Lisa Mackey. Há quem aposte que se trata de estratégia de marketing em torno de alguma personagem da novela Babilônia, da TV Globo, que entra no ar na próxima segunda-feira, dia 16 de março de 2015, em substituição a Império, que termina hoje. Pode até ser, mas lamentavelmente Lisa, se for personagem, não está sozinha no mundo. E se for personagem poderá com a professora-doutora retomar, quem sabe, a Socila?. A antiga escola de madames e jovens senhoras da sociedade, onde aprendiam a se portar na mesa, a dar ordens às empregadas, a se vestir e receberem convidados. É uma escola que tem tudo a ver com o Brasil da Casa Grande e a Senzala, bem ao gosto das “coxinhas”.

Mas é preciso perceber que ao sairmos – nós, o Brasil e os brasileiros –  do mapa da fome, que tantos nos envergonhava – menos certamente à essas senhoras – e termos políticas que se mostraram eficazes na redução das desigualdades, o mundo no qual tais bizarras figuras sonham viver, não existe mais. Não são os brasileiros pobres que conquistaram espaço no ambiente social que estão fora de lugar, mas sim esses seres bizarros ainda que exibidores de currículos Lattes para mostrar que acesso ao ensino nada tem a ver com cidadania, respeito e amor ao próximo e que letrados com diplomas e livros podem ser iletrados no convívio social.

Lisa e Rosa são exemplos das “coxinhas”que sabem bater panelas, mas não sabem lavar. E que destilam o ódio por nunca terem aprendido exatamente – e a professora-doutora em Letras bem que podia recorrer a um simples dicionário – o significado da palavra amor, respeito, urbanidade e tantas outras correlatas necessárias ao convívio com o outro. O respeito às diferenças e a compreensão da realidade é condição para aquilo que aprendemos a chamar de civilização. O mundo não andará para trás e lugar de “coxinhas”,  que eu saiba, é na frigideira e na boca dos menos endinheirados até porque caviar, vamos combinar, não é lá essas coisas e não enche a barriga de ninguém, nem a das bizarras “coxinhas”.

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Sobre o autor

Carlos Franco

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