E ASSIM SE PASSARAM DEZ ANOS E A AUSTRÁLIA APAGOU SUAS LUZES

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Já se vão dez anos desde que a cidade de Sidney, na Austrália, por meio de uma iniciativa do WWF local, decidiu agir contra os problemas relacionados às mudanças climáticas apagando as luzes de alguns de seus principais ícones durante sessenta minutos. De lá para cá, a campanha cresceu e se tornou mundial – números de 2015 dão conta de mais de 7 mil cidades em todo o planeta, em 170 países, fazendo o mesmo. Sempre lembrando da importante adesão brasileira, a partir de 2009, que ajudou a alavancar as marcas, por meio de ações realizadas pelo WWF-Brasil.  A capital australiana já apagou as suas luzes e de seus monumentos neste sábado, 19, pela Hora do Planeta, uma demonstração da vitalidade da campanha.
Hoje, monumentos internacionalmente famosos – como a Ópera de Sydney, a Torre Eiffel (Paris), o Big Ben (Londres), as Pirâmides de Giza (Egito), o Empire State Building (Nova York) e a Table Mountain (Cidade do Cabo), e claro, o Cristo Redentor (Rio de Janeiro) – se tornaram também símbolos de resistência contra os problemas relacionados ao meio ambiente quando o mundo todo os vê completamente às escuras por 60 minutos, todos os anos.

A Hora do Planeta 2016 acontece no dia 19 de março, sábado, entre20h30 e 21h30. Conheça um pouco da história global da campanha:

2007: A primeira Hora do Planeta acontece em Sidney (Austrália), como uma iniciativa do WWF local. Já naquele ano, 2,2 milhões pessoas participaram da ação australiana.

2008: Já no seu segundo ano, a Hora do Planeta tomou proporções globais, reunindo 50 milhões de pessoas, de 400 cidades, em 35 países. Foram apagadas as luzes do Coliseu, em Roma; da ponte Golden Gate, em São Francisco; e da Opera House, em Sidney, entre outros ícones mundiais.

2009: A ação global envolveu cerca de 4 mil cidades em 88 países. O ano marcou também a chegada da Hora do Planeta no Brasil, trazida pelo WWF-Brasil, e que já em sua primeira edição brasileira mobilizou 113 cidades (sendo 13 capitais), 1.167 empresas, 527 organizações e 58 veículos de comunicação.

2010: Realizada no dia 27 de março, a Hora do Planeta pula para 4.200 cidades, em 128 países – incluindo agora o Brasil, que envolveu 96 municípios.

2011: A campanha global chega a 188 países. Foi também a primeira edição a ultrapassar os sessenta minutos com a criação da plataforma 60+ Além da Hora (www.earthhour.org/beyondthehour). A plataforma tinha o objetivo de convidar todos a pensarem sobre o que mais é possível realizar para fazer a diferença contra as mudanças climáticas, num espaço de compartilhamento de histórias e troca de ideias. Naquele ano, o Brasil participou com 98 cidades (17 capitais) e 1.514 empresas e organizações.

2012: No dia 31 de março, tivemos 6.950 cidades, em 152 países, apagando as luzes de prédios, monumentos e demais espaços mundo afora. No Brasil, o primeiro recorde: 133 cidades e, pela primeira vez, todas as 27 capitais brasileiras.

2013: A Hora do Planeta atinge a marca de 7 mil cidades, com 154 países participando da campanha. O Brasil conquista novamente 113 cidades, mas amplia o número de ícones apagados: mais de 627.

2014: Com o slogan “Use seu poder para salvar o mundo”, a Hora do Planeta daquele ano escolheu num super-herói como seu primeiro embaixador global: o Homem Aranha. A ação extrapolou o campo da ficção e envolveu os atores do filme que estava para ser lançado na época: Andrew Garfield, Emma Stone e Jamie Foxx. No mundo todo, mais de 7 mil cidades, em 162 países, participaram do ato simbólico. Da Ópera House de Sydney ao Empire State Building (Nova York), tiveram suas luzes apagadas e ícones como a Torre Eiffel, em Paris, o Big Ben e o Palácio de Buckingham, em Londres, o Kremlin, em Moscou, as Pirâmides de Giza, no Egito, e a Table Mountain, na Cidade do Cabo. O Brasil voltou a bater o recorde de adesões com 144 municípios – 24 deles capitais.

2015: Ao redor do mundo, o dia 28 de março viu cidades em 170 países apagando mais de 1200 ícones durante a Hora do Planeta – entre eles, a Ópera de Sydney, a Torre Eiffel (Paris), o Big Ben (Londres), as Pirâmides de Giza (Egito) e a Table Mountain (Cidade do Cabo). No Brasil, foram 626 ícones apagados, em 185 municípios, e mais de 4 mil pessoas reunidas no evento oficial promovido pelo WWF-Brasil na praia de Ipanema, no Rio de Janeiro.

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