FAVELAGRAFIA NO MUSEU DE ARTE MODERNA

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O Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM) abriu as portas para o talento das comunidades cariocas. Até o dia 4 de dezembro, o museu recebe a exposição “Favelagrafia”, resultado do projeto de mesmo nome, criado pela NBS Rio+Rio com o objetivo de trazer um novo olhar sobre as favelas, através de seus moradores.  O projeto selecionou nove fotógrafos, de nove favelas diferentes, que desde julho estão fotografando suas comunidades, usando um iPhone e muito talento. Nas mais de 180 fotos que compõem a mostra, o Morro do Borel, Santa Marta, Morro da Mineira, Complexo do Alemão, Providência, Cantagalo, Babilônia, Rocinha e Morro dos Prazeres são eternizados em diferentes momentos, contando as histórias de seus moradores, suas belezas e paisagens.

 

Cada fotógrafo terá em torno de 20 imagens selecionadas, dispostas em vielas fotográficas, que compõem a exposição no MAM. As obras foram escolhidas pelos próprios fotógrafos junto ao curador da mostra, André Havt, Diretor de Arte da NBS e um dos idealizadores do projeto, respeitando o conjunto da linguagem e a linha de trabalho de cada fotógrafo.

 

“O mais interessante durante este processo é ter a certeza que estes nove fotógrafos são artistas em potencial que estão se credenciando para serem olhados pelo mundo. Tem sido fantástico poder acompanhar e contribuir para a evolução do olhar deles. Como também tem sido igualmente fantástico aprender a desconstruir meu olhar com cada um deles”, celebra Havt.

 

Para a diretora da NBS Rio+Rio, Aline Pimenta, o sucesso do projeto é fruto da dedicação e competência de cada um dos participantes. “Os nove fotógrafos selecionados para o Favelagrafia representam perfeitamente o potencial e o talento das favelas. A exposição no MAM coloca holofotes nestes talentos, desconstruindo a imagem estereotipada que a sociedade tem sobre a favela”.

 

Para Carlos Alberto Chateaubriand, presidente do MAM, é extremamente gratificante participar de um projeto dessa importância. “Os clicks dos fotógrafos, ainda amadores, nos revelam uma sensibilidade e um olhar impressionantes. A força da mensagem emocional, que transcende o perfeccionismo técnico e as leis da composição”, afirma.

 

Durante o período da exposição, serão apresentados também um livro e um site documentando o projeto, trazendo o perfil dos fotógrafos e seus dados para contato. Algumas das fotografias a serem expostas também já estão disponíveis no Instagram @favelagrafia, que compartilha alguns momentos do projeto.

 

O projeto Favelagrafia é incentivado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, através da Secretaria Municipal de Cultura, idealizado pela NBS Rio+Rio, com realização da ISL Produções e patrocínio do Consórcio Linha 4 Sul.

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