FERAS DO CICLISMO NA CHAPADA DIAMANTINA

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Minoria entre os inscritos na sexta edição da Brasil Ride, os ciclistas estrangeiros prometem mais uma vez fazer frente aos brasileiros na competição marcada para a Chapada Diamantina, de 17 a 24 de outubro. Dos cerca de 500 confirmados na principal ultramaratona de MTB das Américas, 62 ciclistas são de fora do País. Dos 18 países representados na prova, 12 deles vêm da Europa: Alemanha, Áustria, Bélgica, Eslovênia, Espanha, França, Itália, Holanda, Portugal, República Tcheca, Suécia e Suíça. Completam a lista cinco países das Américas – Argentina, Brasil, Costa Rica, Estados Unidos e Uruguai, além da África do Sul.

Campeão mundial de Cross Country de 1995 e medalha de ouro na Olimpíada de Atlanta 1996, o holandês Bart Brentjens encabeça a lista de ciclistas europeus na competição. Além de Bart, outros nomes de diferentes países também devem brigar pelo título em suas categorias. Na open, Hans Becking (HOL) e Jiri Novak (REP) vêm com tudo para buscar o bicampeonato da Brasil Ride. Já duplas como Luís Leão Pinto (POR) e Matthias Leisling (ALE), Daniel Geismayr e Hermann Pernsteiner, ambos da Áustria, Simon Gegenheimer e Steffem Thum, e Christopher Maletz e Daniel Gathof, os quatro da Alemanha, e Stijn Van Boxstael e Jorgen Flion, dupla da Bélgica, também prometem dificultar os adversários.

Atual campeão ao lado de Hans Becking, o tcheco Jiri Novak conta como está a preparação para tentar mais um título. “É muito difícil para mim fazer uma corrida tão dura como a Brasil Ride após toda temporada. Mas, treino diariamente e a ideia de vencer novamente este ano é uma grande motivação. A frase ‘Mais do que uma competição, um estágio em sua vida’ explica bem o que é a prova. Será minha terceira participação, mas é tão difícil que não sei se serei capaz de completá-la outra vez”, afirma Novak.

Vencedor em 2012 junto de seu compatriota Tiago Ferreira, Luís Leão Pinto elogia a Brasil Ride e conta a estratégia para superar o desafio. “Não mentiria se dissesse que considero o evento a melhor prova de MTB por etapas do mundo. São sete dias de puro mountain bike, com todas as disciplinas envolvidas – Cross Country, Sprint Eliminator, Maratona etc -, uma organização altamente profissional e uma infraestrutura capaz de nos fazer sentir-se em casa, apesar de toda a grandeza da Chapada Diamantina”, destaca Luís. “A gestão de esforço físico, bem como do equipamento, são fundamentais em uma prova desta magnitude”, completa o atleta português.

Já o austríaco Hermann Pernsteiner enfrenta o desafio pela primeira vez. “Será minha estreia na Brasil Ride e também na América do Sul. Conversei com ciclistas nos últimos anos e me disseram que é uma prova muito difícil. Isso é o que me deixa mais animado”, conta Hermann, que avalia a preparação dele e de seu companheiro Daniel. “Nós estamos em boa forma. Mostramos isso nas últimas provas aqui na Europa. Com certeza há várias equipes fortes e em disputas por etapas podem acontecer muitas coisas, mas nosso objetivo é terminar no pódio após os sete dias”, define.

Estreia esperada – Representando a Costa Rica e a América Central na Brasil Ride, Jose Alfredo Montoya e Deiber Esquivel também farão suas estreias na ultramaratona. Após ouvir o amigo Luís Leão Pinto falar sobre a prova e serem convidados pela organização para a disputa, a dupla iniciou a preparação para pedalar nas trilhas da Chapada Diamantina. “Ano passado o Luís comentou comigo sobre o evento e me passou o convite feito pelo fundador, Mario Roma. Sei que o calor é uma das piores dificuldades do local. Após ver vídeos e fotos da Brasil Ride, nos motivamos ainda mais pelo alto nível dos adversários confirmados. Daremos nosso melhor para viver uma experiência inesquecível. Será minha primeira vez em uma prova de estágios com mais de três dias”, revela Montoya

Disputa acirrada no feminino – Entre as mulheres, as italianas Annabella Stropparo e Elena Gaddoni aparecem como principais candidatas a desbancar a atual campeã Nina Baum, dos Estados Unidos, que competirá ao lado da brasileira Isabella Lacerda. A mineira, campeã brasileira de 2014, disputa a Brasil Ride visando os pontos no ranking olímpico – 120 aos campeões – para quem sabe estar nos Jogos Olímpicos Rio 2016. Sua principal rival nesta corrida pela vaga, a goiana Raiza Goulão, também participará da prova, junto com Viviane Favery, em uma dupla de campeãs brasileiras de 2015, de Cross Country Olímpico e Maratona, respectivamente.

Disputada sempre em duplas, a Brasil Ride terá sete categorias: open, feminino, mista, máster (nenhum atleta com menos de 40 anos), grand master (nenhum atleta com menos de 50 anos), nelore (acima de 90 kg) e corporativa (categoria com três integrantes). Contará ainda com as camisas especiais para melhor equipe de homens e mulheres do continente Americano.

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