FLIP 2015: MOVIMENTO MUDOU PARATY

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Com 13 anos de Festa Literária Internacional (Flip), a cidade de Paraty, no litoral sul fluminense, se transformou. De polo turístico, pela beleza natural e histórica, a cidade passou a atrair eventos culturais, incentivados pela Flip, disse a secretária de Cultura do município, Cristina Maseda.

 

Por Akemi Nitahara/Repórter da Agência Brasil

É o caso do Centro Cultural do Sesc Paraty, que está em fase de implantação no Largo de Santa Rita, no centro histórico da cidade, e oferece programação diversificada durante a festa. A gerente do centro, Lisyane Wanderley, explica que as atividades da instituição na cidade começaram com a Flip, em 2007, e avançaram para a implantação de um centro próprio.

“A gente tem um trabalho muito forte em literatura também, em toda a rede, e viemos para a Flip por causa dessa afinidade das nossas ações com a festa literária”, disse Cristina. Segundo ela, Paraty é uma cidade muito cultural, alinhada com a forma trabalho do grupo. Então, “à medida que voltávamos, todos os anos, surgiu um desejo de termos uma sede do Sesc [Serviço Social do Comércio] aqui na cidade”, ressaltou.

Lisyane explica que, em 2012, o Sesc comprou um casarão da década de 40, que está em fase final de reforma, para a implantação do centro cultural que vai levar para Paraty os projetos de circulação nacional e os de valorização dos artistas e produtores locais.

Os eventos também se multiplicaram após a Flip. Em setembro, a cidade recebe o Paraty em Foco, festival criado em 2005 para promover a arte fotográfica e considerado um dos dez mais importantes eventos da área no mundo. De acordo com um dos fundadores e organizadores do festival, Iatã Cannabrava, foi a cidade que escolheu o festival, e não o contrário.

“Foi a cidade que nos escolheu. O fundador, Giancarlo Mecarellli, foi assistir a uma Flip, em 2004, e a partir do evento decidiu que ali deveria existir um festival de fotografia. Já estamos indo para a 11ª edição”, revelou. Neste ano, a Flip e o Paraty em Foco interagem, com o lançamento do fotolivro Periscope, de José Diniz, e a abertura de exposição na Galeria Zoom de Fotografia.

De acordo com a secretária de Cultura, além de intensificar a relação de Paraty com a literatura, a Flip também trouxe “um jeito de fazer eventos” para a cidade, conhecida pelas diversas festas tradicionais durante todo o ano. A Flip, segundo ela, inovou na nova forma de fazer evento cultural de qualidade, de altíssimo nível, investindo na formação de agentes locais, que participam e trabalham na Flip, e abriu uma biblioteca importantíssima. Depois, vieram outros eventos, acrescentou Cristina.

Em outubro, Paraty deve receber, pela terceira vez, a Mostra Internacional de Música em Olinda, que passou a se chamar Festival Mimo, e há dez anos reúne música instrumental de todos os continentes em cidades históricas. O Encontro de Cultura Negra de Paraty vai para a 17ª edição em novembro, promovido pelos quilombolas do Campinho da Independência, na área rural do municipio. No mesmo mês, a cidade recebe também a quinta edição do festival Paraty Latino, com atrações internacionais e nacionais da música brasileira e dos ritmos dançantes do Caribe. O Bourbon Festival de Jazz ocorreu em maio.

Fundada em 1667, em torno da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, Paraty se desenvolveu com os engenhos de cana-de-açúcar e, no século 18, foi o porto que escoava ouro e pedras preciosas das Minas Gerais para Portugal, perdendo importância após a construção de novo caminho da Estrada Real, que ia direto para o Rio de Janeiro. A construção da Rodovia Rio-Santos, na década de 1970, proporcionou que Paraty se tornasse polo de turismo nacional e internacional, com o Parque Nacional da Serra da Bocaina, a Área de Proteção Ambiental do Cairuçú e a Reserva da Joatinga, além de fazer limite com o Parque Estadual da Serra do Mar.

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