Memórias

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Reflexões de Maria Bonomi sobre as obras de grandes dimensões que produz há mais de três décadas, além de vasta documentação sobre o assunto, são apresentados no livro Da gravura à arte pública, organizado por Mayra Laudanna, co-edição da Imprensa Oficial do Estado e da Edusp. O lançamento acontece nesta quarta-feira, 20 de fevereiro, a partir das 19 horas, na Casa das Rosas, na Avenida Paulista.

A partir de meados dos anos 70, Maria Bonomi começou a produzir obras de grandes dimensões, usando materiais como concreto, solo-cimento e metal, concebidas para ocupar grandes espaços urbanos. Maria Bonomi – Da gravura à arte pública, organizado por Mayra Laudanna, co-edição da Imprensa Oficial do Estado e da Edusp, traz documentos e reflexões que iluminam o percurso da artista ítalo-brasileira, enfatizando a discussão sobre essa produção de grandes dimensões. O livro será lançado nesta quarta-feira, 20 de fevereiro, a partir das 19 horas, na Casa das Rosas (Av. Paulista, 37, tel.: 3285-6986).

“Sabedora que existem tão poucas publicações no Brasil sobre arte pública, sinto-me lisonjeada pela esmerada produção deste livro. A Edusp e a Imprensa Oficial me privilegiaram pela  escolha e, sobretudo, me qualificaram altamente ao indicar a professora Mayra Laudanna como compiladora e organizadora do livro num todo, pois existe uma pesquisa profunda anexada às minhas reflexões, de minha obra refletida nos textos esparsos ao longo de toda minha trajetória desde os anos 50”, conta a artista.

A arte pública marca um ponto de inflexão na trajetória da artista, que até aquele momento era conhecida como gravadora e cenógrafa. Bonomi já realizou mais de 40 obras de arte nessa vertente, instaladas no Brasil e no exterior. A maior parte delas está na cidade de São Paulo. A mais recente, “Etnias do Primeiro e Sempre Brasil” – um painel de 50 metros de comprimento que apresenta a história dos índios brasileiros –, instalado na passagem subterrânea entre o memorial da América Latina e a estação Barra Funda do Metrô, foi inaugurada no fim de janeiro.


Bonomi é taxativa: “Para mim existe sobretudo arte pública, desconfio das outras formas de arte. Principalmente nos dias de hoje”. Sólida e durável, a arte pública permanece, “mesmo que seja na memória de quantos a vivenciam. Ela se opõe à transitoriedade, porque se torna referência: não pode ser frívola”, explica.

Além de humanizar espaços vazios, a arte pública, segundo Bonomi, é uma provocação ao olhar e um ato de solidariedade que cria um referencial para a população. A proposta é ocupar o espaço urbano com painéis e esculturas que atraiam o olhar dos transeuntes, instaurando a percepção, o devaneio ou a reflexão.Bonomi quer formar o olhar do público anônimo, instigar – pela percepção visual – multidões que poucas chances têm de fruir emoções artísticas.

Fartamente ilustrado com reproduções de gravuras, desenhos e pinturas, croquis e fotografias, o livro está dividido em três partes. A primeira apresenta o pensamento de Bonomi sobre o conceito de arte pública e seu sistema expressivo. A segunda parte traz entrevistas, depoimentos e documentos que expõem as idéias de Bonomi e as que surgem da interlocução com outros artistas. A terceira parte é formada por um ensaio, escrito pelo crítico Leon Kossovitch, que sistematiza os traços singulares da carreira da artista, abordando as exposições individuais, as coletivas nacionais e internacionais, as peças teatrais para as quais fez cenários e figurinos, as ilustrações para capas de livros, catálogos, programas e prêmios recebidos.

Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, ressalta a importância de valorizar a arte pública, uma vertente sintonizada com a modernidade. “Maria Bonomi representa a vanguarda desse tipo de produção. O livro sistematiza e aprofunda as reflexões da artista”.

 

A artista

Nascida em Meina, Itália, em 1935, Maria Bonomi começou a expor em 1952. Considerada como uma das mais respeitadas artistas plásticas do Brasil, trabalha como gravadora, figurinista, cenógrafa e pesquisadora. Faz trabalhos de arte pública desde a década de 1970, com painéis em diversas cidades brasileiras e no exterior. Dentre eles, destacam-se: “Ascensão”, Igreja da Cruz Torta, São Paulo, 1974; “Arrozal de Bengüet”, Hotel Maksoud Plaza, São Paulo, 1979; “Futura Memória”, Memorial da América Latina, São Paulo, 1989; “Construção de São Paulo”, Estação de Metrô Jardim São Paulo, São Paulo, 1998; “Epopéia Paulista”, Estação da Luz, São Paulo, 2005; “Etnias do Primeiro e Sempre Brasil”, Memorial da América Latina, São Paulo, 2008. Recebeu diversos prêmios, dentre eles: Melhor Gravador Nacional, na VIII Bienal de São Paulo, 1965; Prêmio Theadoron, na V Bienal de Paris, 1967; Prêmio do Júri Internacional na XV Bienal Internacional de Gravura de Liubliana, 1983; 42º Prêmio Santista – Gravura, pela Fundação Bunge, 1997.

 

Maria Bonomi – Da gravura à arte pública

Organizadora: Mayra Laudanna

Imprensa Oficial do Estado de São Paulo/Edusp

420 páginas

R$ 140,00 (No dia do lançamento, o livro será vendido por R$ 100,00)

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Sobre o autor

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