Mulheres e carros

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A GM traçou um perfil detalhado da mulher brasileira para tentar entender a sua participação no universo da indústria automobilística como compradora. Para tal, a diretora Geral de Planejamento de Produto e Pesquisa de Mercado da GM Brasil, Isela Costantini, fez um levantamento minucioso que acabou por concluir que “a mulher não compra um carro só porque é feito para mulher. 
Ela vai comprar um carro que atenda às suas necessidades específicas: algumas são iguais às dos homens, outras não vão incomodar aos homens de forma alguma”. São os famosos detalhes.

É qual a razão de a GM e outras montadoras se preocuparem tanto com a mulher hoje? A resposta de Isela vem na forma de dados que mostram a relevância das mulheres, tanto nos Estados Unidos como no Brasil. Veja os dados que a GM divulgou e que devem ilustrar reportagens do dia 8 de março de 2007, quando se comemora o Dia Internacional da Mulher:

EUA
51,2% da população

Responsável pela compra de 80% dos produtos vendidos

Poder de compra de US$ 3,5 trilhões por ano

Responsáveis por 50% dos US$ 13 bilhões de vendas anuais no varejo

Possuem 40% de todas as empresas americanas

Principais compradoras (65% dos veículos)

Influência sobre 80% dos veículos vendidos nos EUA

Responsáveis por 64% das vendas da Saturn (GM) em 1996


BRASIL

51% da população (envelhecimento = + feminina)

Responsável por 36% dos lares

Ocupa 56% das vagas universitárias

41% da população economicamente ativa

Possuem 45% dos cartões de crédito do Brasil

48% das contas correntes são de mulheres

Influenciam 77% das compras de imóveis

65% das decisões de compra de bens duráveis (95% alimentos e 100% em higiene/limpeza)
 
Compram 40% dos carros vendidos no Brasil

Responsáveis direta ou indiretamente por 70% das vendas de 0 km no Brasil

Representa 46% dos atendimentos em oficinas mecânicas


Por essa participação ativa na sociedade e na economia, hoje são poucas as tarefas que a mulher vê como absolutamente femininas, entre as quais roupa, anticoncepcional e administração geral da casa. Apenas duas tarefas foram consideradas por mulheres pesquisadas pela GM como tipicamente masculinas: trocar pneu 79% e lavar carro 71%.

Hoje, explica Isela, a maioria das decisões são partilhadas, mesmo as antes consideradas tipicamente masculinas como compra de propriedades, eletrônicos ou automóveis. A mulher é fpormadora de opinião e agente de mudanças, tanto que está migrando muito mais para o universo masculino do que o inverso.

São grandes as conquistas da mulher na sociedade e na economia, mas persiste, por sua própria natureza, o acúmulo de papéis. A tabela mostra isso de forma evidente:

A MULHER NO PESSOAL

Importância:

Saúde 91%

Estar bem consigo mesma 77%

Cuidado com a beleza 75%

Gosta de ser paparicada 67%

Ter amigos 66%

Sexo 65%

Espiritualidade 63%


EM FAMÍLIA

Importância:

Passar para filhos importância da união 86%

Casamento 80%

Ter família completa (pai, mãe, filhos) 70%
 
Tempo para ficar com a família 58%


A MULHER NO TRABALHO

Importância:

Estabilidade e independência financeira 88%
 
Deve ter uma carreira 64%
 
Ter bom emprego 60%

Trabalhar no que gosta 59%


A pesquisa da GM também trouxe um dado curioso em relação ao comportamento da mulher brasileira. Ela é muito mais “mandona” (a que menos ouve opiniões na hora de decidir a compra principalmente no caso de férias, eletrodomésticos e aplicações financeiras). Quando ouve, a opinião mais importante é a dos filhos (53%), porcentual que cai para 42% entre as chinesas. Já 86% compram pela confiança na marca (28% das alemães), 67% compram pela reputação da empresa (32% das francesas). A brasileira prefere fazer compras em locais agradáveis (81%), o que é importante apenas para 41% das inglesas. A recomendação de profissional da área influencia 80% das brasileiras, porcentual, que na extremidade oposta, é de 67% das australianas. Preço é importante, mas 92% das brasileiras pagariam mais para ter qualidade.

A pesquisa da GM identificou também quais são os principais anseios da mulher de hoje:

Simplificar a vida
Dividir as tarefas (família ou comunidade)
Voltar a ter rituais que tornem a rotina mais significativa
Ter menos exigência com compromissos e objetivos
Ser independente e conectada ao mundo
Tempo passou a valer mais que status, dinheiro e cargos.

Em todos os casos, praticidade é a palavra mágica: dimensão emocional = sentir-se conectada ao mundo;dimensão racional = facilitar, descomplicar a vida.

E como essas mulheres se comportam quando o assunto é o automóvel? Veja:

Razão de compra

Enquanto o homem vê o veículo como um símbolo de poder e competição, a mulher o vê como uma ferramenta para fazer a vida dela mais viável. O carro é um símbolo de independência
Em geral, o homem é mais influenciado pelos aspectos mecânicos (economia de combustível, potência do motor, aceleração) e experiência anterior.

A mulher é muito influenciada pela aparência externa do veículo além do tamanho, visibilidade, altura do carro, versatilidade e recomendação de terceiros.

O que gostam

O homem foca na aparência externa e em aspectos mecânicos enquanto que a mulher menciona aspectos relacionados com o estilo, tamanho e conforto.

O que não gostam

Mulher e homem, em geral, não gostam das mesmas coisas. Porém, os homens são mais críticos quanto a potência e aceleração e freios enquanto que a mulher é mais insatisfeita com itens de conforto(espaço para bagagem, visibilidade, etc).

Necessidade
A mulher é mais preocupada com estilo e itens de conforto. Ela também precisa de carros mais duráveis e resistentes e que ofereçam porta-objetos.

Lealdade
A mulher é menos leal que o homem quanto ao veículo que possui
As mulheres ainda estão “evoluindo” – entrando ainda mais no mundo masculino.
Elas têm lutado ao longo dos últimos anos para se provar para a sociedade que incusive demanda que a mulher esteja atualizada (vestuário, cabelo).  Além disto, a mulher é mais curiosa e não se acalma facilmente
À medida que a mulher assume mais papéis, ela procura por soluções e não necessariamente productos

 

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