O NATAL BRASILEIRO DO TEMER(OSO) GRINCH

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Por Carlos Franco

O Natal brasileiro de 2016 não teve o mesmo brilho dos anos anteriores. Nas casas, nas praças, nos parques, nas ruas e até no comércio as luzes do Natal se apagaram. É como se o famoso personagem Grinch, criado pela imaginação do escritor norte-americano de literatura infantil  Theodore Seuss Geisel, que entrou para a história da literatura mundial apenas como Dr. Seuss, tivesse  roubado o Natal dos brasileiros.

O personagem que povoa os sonhos das crianças norte-americanas, desde o lançamento do livro “Como o Grinch Roubou o Natal”, em 1957, ganhou com o passar dos anos versões em histórias em quadrinhos, peças teatrais escolares e profissionais e várias aparições no cinema e na televisão. O curta-metragem de 1966 dirigido por Chuck Jones é até hoje reprisado nos Estados Unidos nesta época do ano assim como o filme lançado em 2000 e dirigido por Ron Howard em que Grinch foi personalizado por Jim Carrey.

O temer(oso) Grinch brasileiro, no entanto, é menos divertido que o peludo e original Grinch, que odeia o Natal. O homem que chegou ao poder no Brasil por meio de um golpe parlamentar que resultou na cassação dos votos de mais de 54 milhões de brasileiros, como  apoio de uma grande mídia tradicionalmente golpista e uma elite torpe que deseja o retorno da Casa Grande & Senzala, apagou as luzes do Natal brasileiro.

É com o suporte dessa mesma mídia desvinculado da sociedade e de  setores do Poder Judiciário que este temer(oso) Grinch busca estimular uma concentração de renda ainda maior que a hoje existente no país cassando direitos do brasileiros há muito conquistados. Um retorno doloroso à expressão “Belíndia”, criada por Edmar Bacha, o mais o novo integrante da Academia Brasileira de Letras para definir o Brasil na década de 1980. Um país em que uma Índia, então sinônimo de pobreza extrema, convivia, no mesmo território, com uma Bélgica, gozando então de enorme securidade econômica e social.

O nosso temer(oso) Grinch ao colocar em prática um programa de governo, que jamais teria o aval das urnas, nos remete às trevas, à escuridão, aos porões de uma imensa senzala. Cassa direitos civis, trabalhistas e também os sonhos de futuro. É uma ponte, não para o futuro, como o temer(oso) Grinch brasileiro a batizou, mas para o abismo.

Nesse Natal, a escuridão em que o país e os brasileiros mergulham é a prova mais evidente de que o temer(oso) Grinch está entre nós. É preciso como na obra de Dr. Seuss dar um basta, expulsá-lo trazendo de volta o Natal: #ForaGrinch; #ForaTemer; #ForaGolpistas!

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