Tititi publicitário

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Era para ser apenas uma troca de correspondência, mas ficou pública e todo o mercado publicitário aproveita para dar o seu palpite. Nos dois lados da arena, de uma luta inexistente, estão dois pesos-pesados da publicidade brasileira, dois criativos dos mais versáteis e respeitados, dois campeões em prêmio e dois nomes que todos conhecem: Fábio Fernandes, da F/Nazca, e Marcello Serpa, da Almap/BBDO. Não fosse o peso de ambos, nem teria sentido a essa revista digital reproduzir aos seus leitores a troca de correspondência que o Clube de Criação de São Paulo tornou pública em seu site, o www.ccsp.com.br , e que está dando o que falar em todas as rodas e todos os bares onde se encontra  mais de um publicitário.

Leia, que dará perfeitamente para entender o caso. As cartas de ambos são endereçadas ao atual presidente do CCSO, Jáder Rosssetto:

Caro Jáder,

Antes de mais nada, quero que você receba em nome de toda a diretoria do Clube de Criação de São Paulo, meus sinceros agradecimentos pela demonstração de carinho e respeito que esta diretoria demonstra ao me convidar para tomar parte do Juri do Anuário do CCSP 2007.

Devo entretanto informá-lo de que não posso aceitar o convite.
E não posso aceitá-lo por várias razões.  Minha consciência,  minha noção de justiça e minha mania de coerência.
Entendo, que ao convidarem a mim e ao meu querido Marcello Serpa na condição de, digamos, notáveis, para nos juntarmos a este júri, vocês inadivertidamente cometem um ato que eu, humildemente, reputo como autoritário.  O júri, por decisão desta diretoria, é composto por profissionais de criação, através de sistema de votação direta dos associados do Clube.  Assim tem sido nos últimos anos e, independentemente da minha opinião quanto à correção ou incorreção desta fórmula, entendo que
ela deve ser respeitada.  Não acho simpático, portanto, ver-me imposto num grupo de jurados eleitos por esses votos dos meus colegas, através de um ato posterior e intempestivo, na minha visão, dessa diretoria. 

Por mais que, como já disse anteriormente, me sinta honrado pela distinção e por mais que eu tenha certeza das reais e sinceras motivações que os levaram a tomá-la, é assim que essa nova
decisão soa para mim.  E não acho que deveria soar diferente para os meus colegas, criadores e sócios do Clube.

A verdade é que não me sentiria nada bem se aceitasse esse convite.  Mais que isso, estaria aviltando uma série de valores, crenças e filosofias que me norteiam e com as quais quero permanecer, sem deles jamais abrir mão. Não. Não quero me sentir oportunista.  Não quero me aproveitar da confiança e do prestígio que eu pareço ter junto a essa diretoria sem ter a garantia de que centenas (milhares?) de associados não se sentirão traídos.  Muito pelo contrário. Não vou corromper a minha consciência por uma situação ou possibilidade fugaz.

Para ser muito sincero, ao saber dessa decisão de vocês, não pude deixar de me lembrar dos tempos da ditadura, já com pretensos ares de “abertura”, no Brasil.  O povo, voltava a votar para um pequeno percentual de cadeiras parlamentares mas o governo militar, arbitrava para si o direito de preencher o restante das cadeiras do Congresso e do Senado, em número suficiente para lhes garantir maioria em todas as votações nas duas casas.
Eram os chamados Deputados e Senadores biônicos. Eu não quero ser um Jurado biônico. Eu e o Marcello não fomos votados em número suficiente para sermos jurados deste Anuário: este é o fato.

Se você quer saber, eu não acho justo.  Acho, modestamente, que eu e – sem modéstia – ele, deveríamos ser jurados em qualquer festival desta importância no Brasil. Tanto como o somos em qualquer lugar do mundo.  Mas as urnas disseram que não.

E as urnas foram incumbidas de deliberar sobre isso.  Por isso, não me parece justo, definitivamente, que a diretoria do Clube queira agora deliberar sobre algo que ela própria se eximiu de fazer à priori.

Acho que existem duas formas de se compor o júri de um festival.  Por decisão da diretoria, que chama para si a responsabilidade e assume as eventuais críticas inerentes às suas ecolhas, ou dessa forma, criativa digamos, que o Clube inaugurou já há algum tempo.
Ambas têm suas virtudes.  Ambas têm seus defeitos e contradições.

O que não pode existir é uma terceira forma.  Uma que reúna defeitos e contradições das duas anteriores.

Tivesse sido, o corpo de associados, informado antes da votação sobre essa decisão e eu, talvez, aceitasse o convite sem tanto constrangimento.

Mas feito isso depois, com o júri formado pelo resultado das urnas, sem que esses associados sequer possam avalizar essa mudança brusca no regulamento em alguma nova sondagem, num plebiscito via internet que fosse, eu, daqui de dentro da minha consciência e da minha mania de justiça, não posso aceitar.

Sei que já fui repetitivo o bastante e por isso já vou encerrando.
Mais uma vez agradeço o convite. Sei que ele foi feito na melhor das intenções.  Mas mais uma vez também reitero: biônicos, jurados ou deputados, acho que nós, brasileiros, não precisamos mais.

Receba um cordial abraço,

Fabio Fernandes


Caro Jáder e diretoria do Clube,
 
Quando recebi o convite da diretoria para fazer parte do júri do CCSP há 3 semanas, aceitei com o maior prazer. Fazer parte desse júri é uma delícia. Ver o conjunto da propaganda produzida no Brasil de uma só vez é um tremenda aula.
 
Quando soube que o Fabio também havia sido convidado na mesma época, fiquei ainda mais tranqüilo, afinal acredito que tanto a sua trajetória profissional quanto a minha servem como um seguro contra falta de critério.
 
Acho absolutamente legítima a recusa do Fabio em participar do júri. Afinal isso é problema dele e de mais ninguém. O que me surpreende que o faça tanto depois. E numa carta aberta a você, que além de muito bem escrita, traz conceitos muito bonitos sobre valores democráticos, virtudes éticas e morais.
 
Jáder, vivemos num mundo competitivo, disputamos contas, prêmios e reconhecimento. Essa é a realidade de nosso dia a dia. Por trás de abraços, palavras carinhosas e atitude públicas de apreço se escondem muitas vezes sentimentos bem menos sublimes. Aqueles que levam às injustiças nos festivais, nas notas baixas para trabalhos consagrados e vaidades descontroladas.
 
Por isso defendo desde sempre o voto aberto ao público, a defesa de posições claras nos júris mesmo que elas acabem por fechar as portas nas agências que acreditam ser as melhores do mundo. O voto fechado e secreto deixa solto o monstrinho sacana, invejoso que temos em cada um de nós.
 
Sou contra  e jamais deixei que se criassem aquelas listas corporativas que definem os jurados de cada agência. Essa minha teimosia nos faz sempre ter um monte de votos espalhados pelos criativos da agência, conceituados e queridos por muitos dos associados do clube, e nos colocam lá no fundão da lista de jurados. Esse parece ser o preço que se paga pela coerência.
 
Não acredito em democracia com listas, voto secreto e falta de discussão. Acredito num júri formado pelos melhores, escolhido pelos melhores e julgando os melhores.
 
O que me deixa muito triste é ver que, apesar de ser querido pelo Fabio, fui colocado na posição mais que desconfortável de optar entre recusar o convite já aceito há 3 semanas ou aceitar e me tornar um arenista, um Paulo Maluf Biônico da criação Brasileira.
 
Na minha escala de valores pessoal, isso não se faz com alguém querido.
 
Acredito na democracia, mas não na demagogia.
 
Um abraço,

Marcello Serpa
AlmapBBDO

Ps: segue uma cópia ao Fabio.

 

A resposta de Fábio

Minha intenção não era entrar em polêmica nem com um nem com outro.  Um, porque é a entidade que nos representa nesse mercado tão pouco e mal representado. Outro, porque é um dos poucos ícones profissionais dessa nossa atividade que merecem ser seguidos por seu trabalho e por suas atitudes nesse mercado tão carente de bons exemplos em ambos setores.  Mas se aqui estamos, aqui vamos nós.

Marcello, sua premissa está equivocada. Ao contrário de você, que foi convidado há três semanas, eu só fui “cobrado” de uma decisão sobre se aceitava ou não ser jurado do CCSP na última quarta-feira à tarde.  Sabe como?  Através de um email do Clube, assinado pela Ciça para a minha secretária, pedindo a ela uma intervenção para que eu desse essa resposta “urgente” porque ela precisava “anunciar a lista de jurados”. (???)  Não entendi. Resposta a o que?  Além disso eu conhecia a lista de jurados, informada pelo próprio CCSP há mais de um mês, através de seu próprio site.  E eu não estava nela.

Me informei e então fiquei sabendo do tal convite para que eu e você nos juntássemos a este júri.  Não recebi, portanto, até o dia da cobrança da resposta a uma pergunta não feita, nenhum convite, através de quem quer que seja, do CCSP.

Claro que agora, entendendo a história de trás para frente, fica fácil supormos que algum email está vagando por aí, em algum buraco negro da web.

Ou que acharam que mandaram e não mandaram ou que mandaram para algum endereço errado e não notaram que ele voltou. O fato é que eu não o recebi.  E se não o recebi, não poderia tê-lo respondido antes.

Naturalmente que ninguém tem nada a ver com os meus problemas ou minha agenda profissional, e eu não quero aborrecer vocês contando sobre eles, mas a verdade é que não tive um segundo sequer para respondê-lo até ontem às 10 horas da noite.  Pelo menos, não para respondê-lo com a propriedade que ele me parecia exigir.  Como se não bastasse isso, estive fora de São Paulo de quinta a domingo e, nesse período, minha secretária se comunicou comigo algumas vezes, pressionada pela secretaria do CCSP que me pedia uma resposta urgente – a um convite que não recebi formalmente, desculpem a insitência. 

Achei, uma vez mais, que não caberia ali uma resposta simples, um sim ou não.  Achei, e acho ainda, que eu devia uma explicação para o meu não.

Diferente de você, Marcello, eu não chego a achar uma delícia participar deste ou de outros júris.  Faço isso por dever de ofício, com a esperança até de que em algum momento eu consiga me divertir.  Mas, normalmente, eles, os júris, me tiram muito tempo da agência, que já toma quase todo o tempo da minha família – e ambos, agência e família, me cobram um bocado cada segundo roubado.  Por isso que eu não escrevi aquele email às 3 da manhã da segunda-feira, hora em que eu saí daqui.  E achei que às 10 da noite de ontem poderia ser uma boa hora para fazê-lo, já que minha última reunião tinha acabado àquela hora.

Não esperei, portanto, por qualquer razão oportunista, amigo.  Não sou disso e não faço isso.  Até porque, nunca titubeei sobre a resposta que eu daria ao tal convite-não-convite. Hoje, ontem, quarta-feira ou há três semanas.

Meus valores, são meus valores, independentemente dos episódios me prejudicarem ou me beneficiarem.  Aquilo sobre o que eu sou contra eu sou contra, sobre o que eu sou à favor, sou à favor, doa a quem doer, mesmo que esse alguém seja eu. 

Aqueles que me conhecem – clientes, colaboradores, produtoras, funcionários, colegas de profissão, minha família – sabem bem do que eu estou falando e o quanto muitas e muitas vezes eu sofro das consequências que essa conduta me leva a enfrentar.

Por isso, Marcello, não me indentifico nas entrelinhas da sua carta ao CCSP.  Aliás, nas muitas vezes em que eu estive como jurado de festivais você ou seus colegas testemunharam a minha conduta e a minha retidão nas minhas opiniões e nos meus votos. 
Você mesmo, muitas vezes reconheceu isso em telefonemas ou em conversas pessoais me elogiando pelo meu senso ético, pelas minhas escolhas, pelo compromisso com as minhas verdades e pelo meu sentido de justiça.  Entendo agora, ao ler sua carta ao Clube, que talvez essas sejam algumas das tais demonstrações que fazem parte do “mundo competitivo” em que vivemos, onde “diputamos contas, prêmios e reconhecimento”. 

Mas que “por trás de abraços, palavras de carinho e atitudes públicas de apreço se escondem muitas vezes sentimentos bem menos sublimes”.

Já eu não sou assim Marcello.  Eu sou aquele cara que faz todos os meus funcionários se leventarem da mesa e irem até a sua para aplaudir você e o pessoal da Almap pela vitória – contra a F/Nazca – no Prêmio Caboré.

Eu sou o cara que recupera lá de fora do short-list, na condição de presidente do juri do Fiap, a campanha da Veja, e diz que não pode ficar de fora a campanha que deveria ser Grand Prix (e ela ganha o Grand Prix).  Eu sou o cara que se indispõe e fica antipatizado por meio júri no Festival de Cannes para exigir justiça com os bons trabalhos do Brasil e traz 9 Leões um dia depois de nós termos ganho apenas 1 na primeira votação (acho que foram três para a Almap no final.  Só um, de bronze, para a F/Nazca, até porque esse ficava numa categoria logo à seguir de uma outra onde eu me arrebentei todo para tentar um Leão de Ouro para um filme da W que não era bronze e virou, não era prata e virou.  E eu exigia ouro…).

Eu sou o cara que não vai embora correndo depois do resultado e da entrega do Profissionais do Ano quando não ganho.  Eu sou aquele cara que espera você descer do palco, dar entrevistas, ganhar “reconhecimento”, para lhe dar um beijo de merecidos parabéns.

Eu tenho o monstrinho da inveja dentro de mim, Marcello.  E ele grita para mim todos os dias em que alguém faz algo melhor do que eu: “Fábio, você é um bosta”.  Ele não me manda matar o que é bom.  Ele não me manda fingir que não vi.  Ele não me manda elogiar o trabalho para o autor e falar mal para destruí-lo quando o autor se afasta.  Ele só grita pra mim: “Fábio, você é um bosta”.  Para ter paz com o monstrinho eu só posso fazer uma coisa: tentar fazer melhor. Se não ele continua gritando.

Mas nós não somos diferentes, Marcello.  Nós pensamos absolutamente igual em relação a muitas coisas.  Uma delas é sobre a fórmula desse festival.

Como disse em meu primeiro email, ali não cabia essa discussão.  Mas acho que ficou bem claro como eu penso.  Igual a você.  Sou frontalmente contra essa pretensa democracia do voto direto dos associados para se compor um júri.  Porque é casuística e porque tira de cima da diretoria do Clube a responsabilidade (talvez a maior que ela tem) de fazer um grande júri que premie o melhor da publicidade feita no país. 

Essa é a função da  Diretoria do Clube e ela lava as mãos, finge que é democrática, mas no fundo o que faz é fugir dos aborrecimentos que são inerentes a esse tipo de escolha que não só poderia, como deveria ser feita. Porque foi eleita para isso.  Quem sabe, toda essa discussão não valha, no mínimo para isso? Para que se reveja esse regulamento esdrúxulo, único no mundo talvez, em que uma diretoria, eleita para representar uma classe, devolve para o grupo a decisão sobre algo que deveria ser o mínimo feito por ela própria.

Mas, ainda assim, permaneço firme no meu princípio de que uma regra, boa ou ruim, tem que ser respeitada.  E de que, mesmo uma fórmula ruim, tende a ficar pior quando vira um híbrido de duas.
Mas como eu disse, não quero mais polêmica.

Por isso, encerro aqui afirmando que em momento algum eu tive a intenção de me indispor com o Clube ou com o Marcello.  Nem muito menos, tive a intenção de colocar este último em uma posição delicada.  Para mim, parecia óbvio que esse era um convite inaceitável.  Por isso achei que qualquer um concordaria comigo. Tá aí: mais uma para a minha lista de consequências com que eu vou ter que arcar na vida por pensar como eu penso e agir como eu ajo.

Um abraço à todos,
                                                                                                 
Fabio Fernandes

F/NAZCA SAATCHI & SAATCHI

PS. Marcello, não recebi o email que você disse que estaria me encaminhando.  Definitivamente acho que estou com problemas nos nossos servidores.

A carta de Jàder Rossetto sobre o tititi:


“O Clube de Criação de São Paulo, presidido por mim, Jáder Rossetto, vem a público pedir desculpas a todos os seus associados pela indicação de dois jurados de honra, sem prévio aviso ou prévia consulta a todos vocês.

Gostaria também de esclarecer que essa decisão – a de convidar os dois diretores de criação mais premiados do 31º Anuário para abrilhantar o júri do 32º – foi tomada na gestão do presidente anterior, Eduardo Martins, em reunião da qual, por motivo de viagem, não participei. Não quero com isso, isentar-me de culpa enquanto vice-presdente, na época, desta entidade, mas apenas contextualizar.

Contudo, o mais importante, além do pedido veemente de desculpas, é explicar que a intenção da diretoria, foi, sem dúvida alguma, a de prestar uma homenagem a dois dos mais brilhantes profissionais de criação do nosso país, e, jamais, a de gerar o monumental mal-estar que foi criado, ou de parecer, como tanto se disse nesses dois últimos dias, que tomamos essa decisão por sermos “autoritários, ditatoriais, pró-biônicos, crápulas, golpistas” e afins.

O maior erro do Clube foi, sem dúvida, o de ter tomado essa decisão sem consultar, previamente, os associados, volto a dizer.

Gostaria também de direcionar um pedido de desculpas ainda maior a Fabio Fernandes e Marcello Serpa, pelos transtornos e desgaste causados.

Atitudes como essa não mais se repetirão, não só em respeito aos sócios, mas também a essa entidade, que é NOSSA, e que merece toda consideração, dedicação e cuidado: o Clube de Criação de São Paulo.

Por fim, gostaria de esclarecer ainda, que essa carta não foi publicada antes porque me encontro na Argentina, em viagem de trabalho, e, apesar da ciência de sua urgência urgentíssima, só agora consegui redigir.

Um cordial abraço a todos, na certeza de que esse capítulo cinza será por todos nós superado

Mais uma vez reitero que sentimos profundamente o mal estar causado.

Jáder Rossetto

Presidente do CCSP”

 

 

 

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