Um livro fechado é uma história que ninguém conhece

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No dia 26 de outubro o Banco de Livros da FIERGS lança em todo o Rio Grande do Sul campanha pioneira para arrecadar 500 mil livros até o final do mês de novembro. Para chegar a esta marca arrojada conta com estratégia de marketing e campanha criadas voluntariamente pela agência Escala. 

A apresentação da campanha para a imprensa aconteceu nesta quinta, 22 de outubro, na sede da agência Escala, com a presença de Waldir da Silveira, presidente do Banco; Paulo Renê Bernhard, diretor dos Bancos Sociais da FIERGS; Ruy Carlos Ostermann, jornalista e membro do conselho do Banco de Livros; Alfredo Fedrizzi, sócio-diretor da Escala e membro do conselho do Banco de Livros; Regis Montagna, diretor de criação da Escala; e a dupla de criação da campanha, os publicitários Gustavo Spanholi e Jacques Fernandes.

As ações foram criadas para provocar impacto, curiosidade e alcançar uma grande adesão, cumprindo com a meta desejada. “Os livros não podem ficar parados nas estantes ou apenas enfeitando mesas. O conhecimento precisa circular e chegar até as pessoas que não têm acesso. Este é o nosso principal objetivo”, explica Waldir da Silveira, presidente do Banco.

A estratégia de comunicação vai surpreender o público pela ousadia. Com o mote Um livro fechado é uma história que ninguém conhece. Doe seus livros, as ações vão tomar conta do Estado estimulando a doação e fazendo com que livros já lidos cheguem às mãos de novos leitores, gerando conhecimento e participação social. Luis Fernando Verissimo abraçou a ideia. O livro Os Espiões, seu novo romance, é o objeto chave da campanha. As pessoas vão encontrar o livro acorrentado e muito bem guardado em um site até que as doações aconteçam. O mais recente lançamento do escritor só será liberado sob essas condições. Todas as atividades que envolvem a campanha foram criadas a partir deste desafio.

 

A Campanha

 

Estão programadas ações em livrarias, shoppings e feiras, além de comerciais de TV, anúncios, outdoor, cartazes e spots de rádio. Em todas as situações, o público vai se deparar com a dificuldade de pegar o livro, mas terá acesso a folhetos, que explicam a dinâmica para fazer as doações, e caixas de coleta.

Um dos comerciais de TV, mostra a capa de Os Espiões. O livro começa a ser lacrado com duas cordas e uma corrente de metal. Em seguida, ele é colocado em uma caixa de vidro, protegida por dois cães rotweiller. Para terminar, uma grade fecha a sala onde está a caixa e os cães, garantindo que o livro só sairá dali quando as doações forem feitas. Enquanto a cena acontece, a locução diz: Este é novo livro do Luis Fernando Veríssimo. Mas ninguém leu ainda. Ele está fechado e só vai abrir no site www.livroinedito.com.br. E só quando o Banco de Livros do Rio Grande do Sul receber quinhentas mil doações. Acesse e veja onde doar. Porque um livro fechado é uma história que ninguém conhece.

O spot explora uma trilha característica das histórias de suspense, com pontos altos e angustiantes. Um locutor apresenta o novo livro do escritor, como se fosse um comercial de lançamento do título. Só que, quando ele vai falar sobre o conteúdo do livro, a trilha sobe e oculta detalhes fundamentais da história. A peça é assinada por uma locução bem conversada: Ninguém sabe nada deste livro. É que ele só vai poder ser lido em www.livroinedito.com.br. E só quando o Banco de Livros do Rio Grande do Sul receber quinhentas mil doações. Vá até o site e descubra como doar.

O projeto se estende até final de novembro, passando pela 55ª Feira do Livro de Porto Alegre. Tudo o que for arrecadado virá para Porto Alegre para seleção e classificação feita pelos alunos do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Eles vão separar o que pode ser doado do que já está defasado ou em condições muito ruins de manuseio. A arrecadação será distribuída em bibliotecas comunitárias localizadas em favelas, creches, hospitais e presídios gaúchos com demanda de público leitor.

A contar pelos inúmeros parceiros, anônimos e ilustres, que já aderiram, a iniciativa tem tudo para dar certo. O Banco de Livros vai espalhar milhares de postos de coleta pelo Estado em Correios, filiais da rede de farmácias Panvel, agências da Caixa Econômica Federal, supermercados, shoppings, estacionamentos, concessionárias de carros, entre outros. Segundo o presidente do Banco, Waldir da Silveira, “teremos tantos locais para doação que ninguém vai ter desculpa para não participar”. Toda a ajuda é voluntária, ressalta ele, lembrando que “nem as caixas de coletas nós entregamos para as empresas. Enviamos apenas nossos cartazes e elas fazem o resto”.

 

O Banco de Livros

 

O Rio Grande do Sul é o primeiro Estado do Brasil a contar com um Banco de Livros. A iniciativa é da Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais, ligada ao Sistema FIERGS. Lançado oficialmente no final do ano passado, durante a 54ª Feira do Livro de Porto Alegre, a instituição funciona nos mesmos moldes dos outros 13 bancos sociais existentes – desde o de Remédios ao de Materiais de Construção – transformando o excedente em benefício social. 

Os volumes arrecadados são usados para a montagem de novas bibliotecas em comunidades carentes, presídios, cidades sem biblioteca. “A idéia é levar livro para quem quer ler. Todos nós temos livros que estão só ocupando espaço em casa. Temos que colocar todo este conhecimento para circular e o Banco de Livros é a melhor maneira de fazer isto”, explica o presidente Waldir da Silveira.


Hoje a central de armazenamento e distribuição do Banco de Livros tem 60 mil volumes arrecadados em 2009, que vão somar-se aos recolhidos pela nova campanha. Em visita à Bienal do Livro do Rio de Janeiro, Waldir obteve parceria de várias editoras que, juntas, devem doar mais 80 mil itens que não podem ir para o mercado por estarem em desacordo com a recente reforma ortográfica. “Não vamos deixar de utilizar essas obras por causa da reforma. Estamos confeccionando cartazes que explicam as mudanças e que serão doados junto com os livros”, diz Waldir, que já foi, muitas vezes com o próprio carro, solicitar doações. Uma das mais recentes, 22 caixas cheias de livros, saiu da garagem do escritor Luis Fernando Verissimo.

 

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