Um santo brasileiro

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As reportagens da Agência Brasil dão um panorama da visita do Papa Bento 16 ao Brasil. As fotos são de Fabio Pozzebom/AgBr Confira:

Reportagem publicada no dia 12/05/2007

Flávia Albuquerque
Repórter da Agência Brasil

   

 

São Paulo – Em seu discurso de despedida na Fazenda Esperança, em Guaratinguetá, cidade vizinha à Aparecida, no interior de São Paulo, o Papa Bento XVI cumprimentou o fundador da obra social, Frei Hans Stapel pelo que chamou de “crença em um ideal de bem e de paz” e desejou paz aos jovens que estão em fase de recuperação, aos reabilitados, voluntários, ex-internos e familiares.

Para os beneficiados pela obra da Fazenda Esperança, Bento VXI disse que cada um deve divulgar “este bem precioso de saúde” entre os amigos e membros de toda a comunidade. “Vocês devem ser os embaixadores da esperança. O Brasil possui uma estatística, das mais relevantes, no que diz respeito à dependência química de drogas e entorpecentes.”

Ele lembrou ainda que a América Latina também registra altos índices de portadores de dependência química e mandou um recado aos traficantes de drogas. “Por isso, digo aos que comercializam a droga que pensem no mal que estão provocando a uma multidão de jovens e de adultos de todos os segmentos da sociedade”.

O papa Bento XVI ressaltou que depois de empenho e terapia, com assistência médica psicológica e pedagógica, além de oração, ocupação e disciplina, há um grande número de pessoas, principalmente jovens, que conseguiram se recuperar da dependência química e do álcool e recuperar o sentido da vida.  “A reinserção na sociedade constitui, sem dúvida, uma prova da eficácia da iniciativa de vocês.”

 

Reportagem publicada no dia 11/05/2007

Frei Galvão é canonizado e se torna o primeiro santo brasileiro. A cerimônia, no Campo de Marte, em São Paulo, reuniu cerca de 1,2 milhão de fiéis. 

Reportagem publicada no dia 10/05/2007

 

 

Jovens divergem sobre doutrina da Igreja Católica

Renato Brandão
Da Agência Brasil

   
São Paulo – Na expectativa do encontro do papa Bento XVI com a juventude católica, na noite de ontem, no estádio do Pacaembu, dois jovens comentaram o posicionamento do Vaticano ante temas como aborto, eutanásia, preservativos, células-troco, segundo matrimônio e união homossexual.

“Acho meio hipócrita a posição quanto ao homossexualismo. A Igreja tenta abafar uma coisa que existe. Sei que é um assunto muito delicado, mas se elas querem se unir, é preciso respeitar as pessoas”, disse Gabriela de Jesus Nunes, 22 anos, de Carapicuíba, cidade da Grande São Paulo. Ela também defendeu o uso de preservativos, “sem incentivar a promiscuidade”, e da pesquisa com células-tronco, “sem matar fetos”.

Do lado de fora do estádio e coberta com uma bandeira do movimento Pastoral da Juventude, a jovem pediu o engajamento da Igreja Católica na vida política do país: “A Igreja tem de se mobilizar e se colocar diante do Estado. É preciso que ela não se feche no dogma, mas em defesa do povo. Eu espero que o papa possa visualizar a realidade da nossa juventude, que é muito diferente daquela que ele conhece na Europa”.

Já o estudante Maicow Thyrone, 18 anos, de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, mostrou-se favorável a quase todas as posturas pregadas pela Igreja Católica. “Se o homem está preparado para fazer um filho, ele tem de estar preparado para cuidar de um”, disse, contra a legalização do aborto. E quanto ao uso de embriões humanos para pesquisas científicas, comentou: “O homem tem de parar de tentar ser Deus. Isso vai acabar gerando brigas no mundo”.

Ele só não condenou o uso de preservativos para relações sexuais: “A camisinha é um modo de prevenção para o jovem. Sem ela, vários jovens morreriam de aids. Mas a Igreja Católica está certa em não querer esse uso, porque eles querem o sexo depois do casamento. E hoje em dia os jovens não estão respeitando o casamento, estão fazendo tudo muito rápido”.


Um convite à evangelização

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

   

 São Paulo – Em seu pronunciamento de quase 30 minutos na noite de ontem, aos 40 mil jovens presentes ao estádio do Pacaembu, zona Oeste de São Paulo, o papa Bento XVI falou do dever da juventude católica de evangelizar “os que andam por este mundo como errantes, como ovelhas sem pastor”.


Bento XVI abordou os problemas que afetam a juventude, como o alto índice de mortes, “a ameaça da violência, a deplorável proliferação das drogas”, e destacou esperar que os jovens “saibam ser protagonistas de uma sociedade mais justa e mais fraterna, cumprindo as obrigações frente ao Estado: respeitando suas leis; não se deixando levar pelo ódio e pela violência; sendo exemplo de conduta cristão no ambiente profissional e social; distinguindo-se pela honestidade nas relações sociais e profissionais”.

O papa chegou ao estádio do Pacaembu por volta das 18h20 e, no papamóvel escoltado por três carros da Polícia Federal e por agentes também da Guarda Suíça e do Exército, a pé, circundou o gramado. Dez minutos depois, no palco, assistiu a uma apresentação de danças típicas, depois de o arcebispo de São Paulo dom Odilo Scherer ter lembrado que os jovens presentes vinham de vários estados brasileiros e de diferentes países da América do Sul.


Dom Eduardo Pinheiro, assessor da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para a Juventude, citou que há 34 milhões de jovens no Brasil, “um país de muitas belezas, tristezas, muitos contrastes e problemas, de lutas e conquistas. Nesse contexto, nossa Igreja se sente totalmente desafiada”.

Hoje, dia 11 de maio de 2007, o papa participa de seu segundo evento de massa em São Paulo: a missa de canonização de Frei Galvão, no Campo de Marte.

 

Papa prega a castidade. Uma clara condenação a seu antecessor, o Papa Bórgia

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

   

 Brasília – A preservação da natureza, o respeito às leis e a defesa do matrimônio e da castidade foram os temas abordados pelo papa Bento XVI em seu discurso para jovens, ocorrido no início da noite de ontem, no estádio do Pacaembu, em São Paulo.

Em um estádio lotado, o papa aconselhou-os a viver intensamente sua juventude, seguindo os ideais de fé e solidariedade. Lembrando o trecho do Hino Nacional “nossos bosques têm mais vida”, pediu aos presentes que se preocupem com a preservação da natureza.

“A devastação ambiental da Amazônia e as ameaças à dignidade de suas populações requerem um maior compromisso nos mais diversos espaços de ação que a sociedade vem solicitando”.

Usando a mesma expressão do discurso feito ontem logo após sua chegada ao Brasil, Bento XVI pediu novamente aos jovens a promoção da vida “do início ao seu natural declínio”.

Destacou, ainda, a importância da castidade dentro e fora do  casamento, ressaltando ser preciso fazer um sacrifício e resistir às “insídias do mal” que existem em muitos ambientes.

A ressalva diz respeito a um dos preceitos da Igreja Católica: o de que o sexo tenha a função da procriação. Nesse sentido, o papa também pediu que os jovens tenham respeito pelo matrimônio, cuidem das famílias e dos idosos.

Ele também destacou a importância de respeitar as leis, de trabalhar com seriedade e de não se deixar levar pelo ódio e pela violência. Por fim, encerrou suas palavras com saudações em espanhol, francês e inglês.

Ao chegar ao estádio do Pacaembu, o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, destacou o significado de o primeiro encontro público de Bento XVI na América Latina ser com os jovens.

Rodrigo Mendes Rosa, que falou em nome da juventude católica brasileia, lembrou a dificuldade que muitos enfrentaram, inclusive estrangeiros, para chegar a São Paulo. “Temos certeza de que todo esforço necessário foi pequeno diante da grandiosidade deste momento”.

Após o pronunciamento, ele recebeu um abraço de Bento XVI. Depois dos discursos de boas-vindas, os jovens que estavam no Pacaembu cantaram o Cântico das Criaturas.


O Papa está entre nós (publicado em 10/05/2007)

O papa Bento 16 chegou ao Brasil no final da tarde de ontem, dia 9 de maio de 2007, e foi recebido no Aeroporto, em São Paulo, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira dama, Marisa Letícia. O fotógrafo Ricardo Stuckert, da Presidência da República, flagrou o momento aqui registrado.

Ainda na base aérea, o Papa fez seu primeiro discurso em solo brasileiro e, embora tenha enfatizado, em bom português, que o caráter de sua viagem ao Brasil é estritamente religioso, atacou os que defendem o aborto no momento em que o projeto tramita no Congresso Nacional, numa clara interferência em assunto polítco de interesse do País e de sua população É natural, porém, o desejo de a Igreja participar do diálogo com a sociedade. O problema é que, na maioria dessas ocasiões, o clero, em particular o Papa, pregam a intolerância e não o diálogo.

Bento 16, aliás, fez o que se esperava que iria fazer: continuar jogando para a idade das trevas a Igreja Católica. Só faltou condenar ontem também e para que o pacote ficasse ainda mais completo, o uso de preservativos. O uso da popular camisinha hoje é um importante instrumento na luta não só contra a AIDS como na transmissão de doenças sexualmente transmissíveis, mas como o ex-militante nazista acredita que a castidade é um valor inegável da vida em pleno século 21, sugere um retrocesso no calendário o qual o corpo não se vincula.

“Sei que a alma deste povo, bem como de toda a América Latina, conserva valores radicalmente cristãos que jamais serão cancelados. E estou certo que em Aparecida, durante a Conferência Geral do Episcopado, será reforçada tal identidade, ao promover o respeito pela vida, desde a sua concepção até o seu natural declínio, como exigência própria da natureza humana”, disse em tom mais brando diante de Lula, mas prometendo, como é de seu hábito, radicalizar diante do clero.

Hoje, às 18 horas deste dia 10 de maio de 2007, o alemão Joseph Ratzinger, filho de um comissário de polícia e de uma cozinheira, que se alistou no Exército de Adolf Hitler, fala aos jovens brasileiros no estádio do Pacaembu. Os biógrafos do agora Papa Bento 16 correm para afirmar que tal alistamento ao nazismo era obrigatório e que Ratzinger desertou sendo punido com a prisão por se recusar a combater na linha de frente de Hitler. Essa mesma contemporização seria incomum na conduta desse religioso que hoje ocupa o trono de Pedro e que, antes, presidiu, com linha dura e indisfarsável prazer , a Santa Inquisição durante o papado de João Paulo 2º. Nessas ocasiões, Ratzinger jamais admitiria tais contemporizações. O homem que calça Prada, tal qual a personagem de um filme recente, está entre nós.

 

 

Texto publicado em 09/05/2007

A visita do chefe máximo da Igreja Católica ao Brasil começa hoje, dia 9 de maio de 2007, deve atrair a São Paulo cerca de 1,2 milhão de fiéis, dos quais mais de 20% de outros Estados e países da América Latina. A expectativa da SP Turismo é que essa visita movimente R$ 60 milhões e empregue 4,3 mil pessoas em empregos temporários. A agenda de Bento 16 é corrida, conforme reportagem da Agência Brasil. A foto dos preparativos do Campo de Marte, em São Paulo, onde o Papa deve anunciar a canonização de Frei Galvão, o primeiro santo brasileiro, é assinada por Fabio Pozzebom, da Agência Brasil. Leia a reportagem com a agenda do chefe da Santa Sé:

Sabrina Craide
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O papa Bento XVI chega ao Brasil hoje (9), às 16h30, após sete horas e meia de viagem. Do Aeroporto Internacional de Guarulhos, ele irá de helicóptero ao Campo de Marte, onde será recebido por autoridades. No fim da tarde, Bento XVI fará uma saudação ao povo da sacada do Mosteiro de São Bento, no centro da capital, onde ficará hospedado.

Amanhã (10), após uma missa em caráter privado na capela do mosteiro, o papa receberá a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio dos Bandeirantes, na zona sul da capital. No mesmo dia, haverá um encontro com representantes de outras religiões e um almoço com representantes da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Às 18 horas, Bento XVI participará de encontro com jovens no estádio do Pacaembu.

Sexta-feira (11), o papa celebrará a missa de canonização de Frei Galvão, além de manter encontro com os bispos do Brasil na Catedral da Sé. No fim da tarde, ele viaja para Aparecida, onde vai participar da solenidade de abertura da 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe.

Para a manhã de sábado, está marcada uma visita à Igreja da Fazenda da Esperança, em Guaratinguetá (SP), local dedicado à recuperação de dependentes químicos. À tarde, Bento XVI volta a Aparecida para um almoço com dirigentes da conferência. À noite, o papa se encontra com sacerdotes, religiosos, seminaristas e diáconos.

Às 10h de domingo (13), Bento XVI celebra missa para inaugurar a Conferência de Aparecida, na praça em frente ao Santuário da cidade. Será uma missa campal, onde Bento XVI deverá dirigir-se aos fiéis em português e em espanhol. A sessão inaugural dos trabalhos da conferência está marcada para 16h.

De Aparecida, Bento XVI volta, no fim da tarde, a Guarulhos, onde embarca para Roma às 20h15 de domingo.

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