UNIBANCO QUER ATRAIR CLIENTES. EM PORTUGAL.

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“Este é o momento e o Unibanco sabe disto”. É com essa assinatura, criada pela agência Uzina, de Lisboa, que o português Unibanco começa este mês a ofertar crédito pessoal para pequenos negócios, realizando o sonho de muitos portugueses. Nada a ver com o tradicional Unibanco, o banco brasileiro fundado por Walther Moreira Salles e que foi incorporado ao Itaú. O Unibanco português tem em comum apenas a simpatia com nosso Unibanco de outrora, nem parece banco, de fato.

Na campanha assinada pela Uzina, o Unibanco recorreu ao humorista José Pedro Vasconcelos para visitar pequenos comerciantes e a eles oferecer crédito pessoal para emprestar mais dinâmica ao negócio. Diretor-geral do Unibanco, Tiago Oom está convencido que são esses pequenos negócios que vão contribuir para girar a economia. Cada pequeno empreendedor que amplia o negócio, emprega mais pessoas e torna mais próximas as relações de capital e trabalho, o que irriga dinheiro na economia.

É esse ciclo de pequenas e médias empresas e grandes negócios que descentraliza o poder empresarial nos grandes centros. Leva emprego aos vários recantos de um país e faz a economia girar,ao contrário dos especuladores e seus “pupilos amestrados” de agências de classificação de risco e análise de mercado de capitais que preferem ganhar dinheiro espalhando o caos, viabilizando um mercado de “comprados” e “vendidos”, com reflexos nos empregos. É assim, simples assim, que contribuem orgulhosamente para ampliar o fosso entre ricos e pobres. E os ricos, cada vez mais ricos, concentrando o capital com essa especulação e esse caos instaurado – ganham mais com o pessimismo do que com o otimismo, podem dormir tranquilos. Viver em iates para fugir ao contato com a realidade e esquiar em montanhas geladas ao redor do mundo enquanto o mundo real derrete para que eles encham as burras de dinheiro e até fazem umas comprinhas, é claro, de novas empresas em busca de ter monopólio em setores da economia, se forem globais, então, é música dos deuses para os ouvidos.

Depois, é claro, com o acumulo de dinheiro e o fisco, no caso brasileiro a nossa Receita Federal, a espreitá-los aproveitam a isenção fiscal e investem em projetos socio-ambientais e culturais e passam a ser vistos como benfeitores da sociedade. Como são muitas as organizações que os recebem e seus recursos com braços abertos, investem em publicidade e propaganda para propagar a benfeitoria e criam, assim, uma imagem empresarial de reputação ilibada, gastando mais em publicidade e propaganda do que nos projetos em si. E voltam, desta feita, a dormirem tranquilos, serenos, vivendo a vida regada do que a produção industrial e artesanal podem oferecer de melhor.

É claro que o Unibanco, o português, vai ganhar dinheiro com o crédito pessoal concedido aos pequenos empreendedores, que normalmente e diferentemente das grandes empresas, honram seus compromissos para preservar nome e imagem, até, talvez, por não poderem contar com renomadas bancas de advogados para protelar pagamentos, tributos e/ou impostos e contribuições fiscais. Mas melhor ver um banco ofertando crédito do que especulando com o dinheiro e se ancorando em títulos públicos apenas para viverem confortavelmente dos juros altos que esses retornam ao capital investido.

Fazer a economia girar nesse momento de recessão e depressão que a Europa enfrenta, como de resto todo o mundo, é o que o Unibanco, o português, deseja. E está certíssimo, pelo sim, pelo não, ora pois, pois, está exercendo a função que um banco deve exercer na sociedade: contribuir como agente para o fortalecimento da economia e, com esse crescimento, ganhar o seu quinhão.

Já o nosso Unibanco, que nem parecia banco, conforme slogan criado pela então apenas F/Nazca, de Fábio Fernandes, agora, em poder do Itaú, virou banco de fato, tal qual os brasileiros os conhecem: muitas taxas, crédito restrito e lucros exorbitantes.

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Sobre o autor

Carlos Franco

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