As uruguaias estão entre nós

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Os uruguaios as exportam e o paladar inconfundível das cervejas vendidas em garrafas de 960 ml tem garantido à Quimsa, empresa na qual a AmBev tem participação, bons resultados ao longo dos últimos anos. Agora, dentro de um plano traçado desde a venda de seu controle para a belga InBev, em 2004, a maior cervejaria brasileira amplia o seu portfólio de marcas internacionais, como fez com Stella Artois, trazendo para  mercado as marcas uruguaias Pilsen, Patricia e Norteña.

A diferença é que essas cervejas, ao contrário da belga Stella Artois, serão integralmente importadas do país vizinho, ou seja, não serão produzidas aqui. E devem chegar ao consumidor a R$ 7,50 no supermercado, valor que pode dobrar nos bares e restaurantes. As garrafas de vidro aqui, devidos aos custos logísticos que demandariam, não serão retornáveis.

Gonzallo Grillo, gerente Nacional de Cervejas Importadas da AmBev, disse na noite de ontem, dia 6 de março de 2007, no  lançamento oficial dessas uruguaias no Brasil, que a expectativa é ampliar a participação no mercado premium que tem crescido acima da média do setor cervejeiro como um todo. Enquanto, por exemplo, o mercado de cervejas tradicionais cresce a uma razão de 7%, o segmento premium supera a marca de 10% ao ano, embora ainda seja muito pequeno, não chegando a 10% das vendas anuais de cervejas no País que superam a casa de R$ 10 bilhões.

Para Grillo, o lugar das cervejas uruguaias está garantido. “Elas são apreciadas por aqueles que conhecem e apostam em harmonização com carnes nobres”. Tanto que o lançamento, para dar o exemplo, foi no restaurante Pobre Juan, na Vila Olimpia, onde o forte são as carnes gaúchas. Grillo diz que, nessa fase inicial, as vendas ficaram concentradas na cidade de São Paulo, podendo chegar posteriormente a outras praças.

A Norteña, que surgiu em 1953, tem um sabor inconfundivelmente frutado, com notas de banana e possui um teor alcoóolico de 5%. Já a Patrcia, marca uruguaia lançada em 1936, tem um fino amargor e a mesma graduação alcoólica da Nortenã. Já a Pilsen, líder em vendas no país vizinho, surgiu em Montevidéu em 1956, batizada originalmente de Pilsen Royal de Luxe. Com 5,1% de grau alcoólico, a cerveja logo se popularizou. É mais encorpada e tem um amargor consistente, do primeiro ao último gole.

Com esses lançamentos, a AmBev que domina o mercado standard, aquele onde lidera com Skol, Brahma e Antarctica, também avança no mercado premium e de importadas, segmento antes em poder de poucos e pulverizados importadores que fornecem para bares e restaurantes, como o Frangó, na Freguesia do Ó, por exemplo, onde há muito já era possível tomar uma geladíssima Norteña. E, é claro, ter por companhia as famosas coxinhas desse restaurante.


 

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