CINCO MITOS SOBRE PESQUISA MOBILE

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Por Pierre Roujali*     

Em tempos de crise, o mercado se torna ainda mais competitivo e entender o consumidor é um ponto crucial para se sobressair em meio aos seus concorrentes. Para isso, o meio mais eficiente é a pesquisa realizada diretamente com o seu público-alvo.

E para tornar essa atividade mais prática, a pesquisa realizada via mobile é uma alternativa que permite às empresas otimizar seu tempo desde o planejamento e execução do estudo até a obtenção dos resultados, além de alcançar mais facilmente o seu o público-alvo, já que hoje existem mais de 40 milhões de smartphones ativos no Brasil, e há funcionalidades como a geolocalização que podem ajudar muito nesses casos.

Porém, ainda algumas dúvidas sobre esse tipo de pesquisa ainda persistem e, para que ninguém fique para trás por deixar de entender o seu público, vale uma análise sobre os “mitos” em torno do serviço:

1. O mobile não é representativo

Ainda há um certo receio de empresas para a realização de pesquisas por smartphones, pois acredita-se que não atingem as classes D e E. Exceto em casos de pesquisas eleitorais ou especificamente voltadas para esse público, a porcentagem para cada classe social sempre será representada de acordo com a amostragem e necessidade de cada pesquisa.

2. A amostra será obrigatoriamente mais jovem

Dentro do universo de smartphones, realmente o número de jovens que utilizam os dispositivos prevalecem. Mas, novamente entra aqui a questão da amostragem, em que a porcentagem por idades será representativa de acordo com os objetivos da pesquisa.

3. Não dá para colocar pergunta aberta no mobile

Digitar no smartphone pode ter sido um grande problema logo quando foram lançados os primeiros modelos. Mas isso já deixou de ser um impasse há tempo. Não à toa, o WhatsApp (popular aplicativo de chat) já contava com mais de 45 milhões de usuários no país, no final de 2014, antes de lançar seu serviço de voz.

4. O questionário não pode ser muito longo

Outro grande mito que completa o item anterior. Claro, ninguém aguentaria ficar uma hora com o celular na mão respondendo a infinitas perguntas, mas trinta minutos é um tempo mais aceito. Se realmente o que a empresa precisa saber depende de muitas informações, a pesquisa pode ser dividida em etapas, o que seria mais complicado presencialmente, por exemplo. Além disso, quando os usuários recebem um incentivo de remuneração, o “esforço” é compensado.

5. Imagens e vídeos ficam ruins no celular

Normalmente, para garantir veracidade nas pesquisas mobile, fotos e vídeos são solicitados para comprovar que o entrevistado esteja no lugar determinado ou que possua algum produto específico. Então, ainda surge a dúvida se as imagens conseguem retratar realmente o que foi pedido. Mas a qualidade das câmeras evoluíram muito nos últimos anos, pois as marcas de smartphones têm investido bastante nesse item para que os consumidores tenham em suas mãos vários aparelhos em um só, dispensando o uso de outras máquinas.

*Pierre Roujali é Gerente de Vendas do PiniOn, plataforma crowndsourcing de pesquisas, e possui vasta experiência em metodologia de pesquisa online / móbile e acumula passagens em grandes organizações, como Ibope – Conecta, Netquest e Impacta Tecnologia.

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