O TEMOR DOS EXECUTIVOS

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A EF (Education First) patrocinou um estudo que mostra que a confiança dos funcionários diminui quando colaboram com outros países

1- As empresas podem não conseguir capitalizar a inovação
2- 81% das empresas afirmaram que aumentar o investimento em habilidades de comunicação aumentaria a inovação
3- 76% das empresas planejam aumentar seu investimento em inovação
4-75% dos funcionários do governo disseram que “não é sua responsabilidade” arrumar a falta de criatividade nas empresas

As empresas globais podem ter problemas para capitalizar seus investimentos para impulsionar a inovação devido a problemas de confiança nas habilidades de comunicação, de acordo com um estudo da Economist Intelligence Unit. O relatório mostra uma queda de confiança quando os funcionários compartilham ideias fora do seu departamento e colaboram com colegas de outros países, departamentos e hierarquias.

O estudo – A empresa inovadora: como as multinacionais liberam seu potencial criativo (The innovative company: How multinationals unleash their creative potential) – descobriu que o nível de confiança dos entrevistados cai de 96% ao comunicar-se com colegas de seu próprio departamento para 72% ao comunicar-se com colegas de outros países. Cerca de 87% das empresas concordaram que colaborações multiculturais geram ideias inovadoras, mas a metade delas afirmou que as diferenças multiculturais dificultam o compartilhamento de ideias com colegas de diferentes países.
“Ouvimos a frase ‘inove ou morra’ o tempo todo”, afirmou Peter Burman, presidente da EF Corporate Solutions. “Os diretores gerais sabem que isso é verdade e dizem que a inovação é sua prioridade, mas, claramente, enfrentam obstáculos para a inovação, pois falta confiança aos funcionários ao se comunicarem com colegas de outros países.
As empresas devem repensar as habilidades necessárias às pessoas para que se sintam confiantes ao compartilhar ideias em hierarquias, departamentos e países diferentes.”

O estudo constatou que 81% dos 350 entrevistados afirmaram que aprimorar as habilidades de comunicação da equipe além das fronteiras impulsionaria a capacidade da empresa de inovar. No entanto, cerca de 30% das empresas participantes da pesquisa admitiram que seus gastos nessa área não são adequados ou não existem. O estudo descobriu que, enquanto os diretores gerais utilizam bastante (95%) os processos de compartilhamento de ideias, o envolvimento enfraquece fora do corpo de diretores, e os gerentes (78%) e chefes de departamento (77%) são menos propensos a utilizá-los. Isso gera dúvidas sobre a capacidade dos processos formais de envolver a todos na ideia de inovação.

A inovação é a prioridade das empresas globais

O estudo descobriu que as empresas globais estão apostando seu futuro na capacidade de inovação. A criação de novos produtos e serviços está entre as três principais prioridades de 54% dos entrevistados, e é mais importante do que reduzir custos (42%) ou investir em talentos (33%).
Mais de três quartos (76%) das empresas planejam aumentar seu investimento em inovação nos próximos três anos, e quase um terço (31%) deseja aumentá-lo de maneira significativa. Mais de dois terços (71%) aumentaram o investimento em inovação nos últimos três anos, e um quarto (25%) o aumentou consideravelmente (aumento no investimento de 20% ou mais).

De quem é a responsabilidade?

“Duas habilidades essenciais são destaque no desenvolvimento de uma cultura corporativa inovadora: a criatividade e a comunicação internacional”, acrescentou Burman. “Os governos e empresas diferem em relação a quem acreditam ser o responsável por esse treinamento.”
Cerca de 55% dos executivos afirmaram que era exclusivamente deles a responsabilidade de oferecer treinamento para promover a inovação. E mais de um terço (37%) afirmou que as habilidades proporcionadas em seu país não são adequadas para melhorar a capacidade de inovação da mão de obra.
75% dos funcionários do governo entrevistados afirmaram que não faz parte do seu trabalho lidar com as falhas nas habilidades de criatividade nas empresas, deixando essa responsabilidade para as próprias empresas. Os funcionários públicos acreditam que o problema principal é conscientizar os adultos sobre os treinamentos que já são oferecidos.

“Os governos não se sentem responsáveis pelo treinamento da mão de obra existente”, afirmou Claes Ceder, vice-presidente executivo da EF Corporate Solutions. “Mas eles sabem que devem lidar com as falhas nas habilidades de comunicação para garantir que os formandos adotem uma postura mais inovadora para o mercado de trabalho futuro. A boa notícia é que há muitas coisas que podem ser feitas em um período relativamente curto para abordar essa questão, mas os governos precisam estar preparados para agir agora.”
Falta de cultura de inovação

As empresas desejam criar uma cultura de experimentação, mas muitas vezes não conseguem. Na pesquisa, 30% dos entrevistados afirmaram que sua empresa não tem uma cultura que estimula novas ideias; 30% afirmaram que sua empresa não tem uma cultura que permita falhas; e 34% afirmaram que sua empresa não dá tempo aos funcionários para que experimentem seus próprios projetos. Muitas empresas têm processos formais para reunir ideias, mas, geralmente, esses processos são ineficazes.

O estudo descobriu que uma cultura criativa é aquela em que todos os funcionários se sentem estimulados a sugerir ideias, com alta tolerância às falhas. No entanto, muitas empresas não tomam medidas para garantir a presença dessas condições. Em uma entrevista para o estudo, Tammy Lowry, diretora global de aprendizagem e eficiência organizacional da Roche, afirmou: “Infelizmente, muitos treinamentos se concentram em ideias ‘certas e erradas’ sem experimentá-las, então os indivíduos podem perder o senso de confiança mesmo que seu conhecimento aumente”.

Faça o download do relatório completo aqui e veja outros rankings, percepções e gráficos.

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Sobre o autor

Carlos Franco

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