Benq cerra as portas na Alemanha

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O grupo taiunês Benq desistiu de procurar um investidor para vender a sua unidade de produção e desenvolvimento de aparelhos celulares na Alemanha, que comprou da antiga Siemens. O fim da unidade é trágico. Seus ativos serão vendidos na internet, pelo site do e-bay, e maiores informações poderão ser encontradas no site do administrador da falência da companhia (www.pluta.net), segundo informa esta manhã a agência internacional de notícias Reuters.

O fim de semana foi de tensão, em Munique, na Alemanha, na área de tecnologia, com a ameaça então de a empresa cerrar as portas. No final da tarde de sexta-feira, o consórcio tecnológico taiunês Benq confimou a funcionários que a BenQ Mobile, sua filial alemã de produção de celulares, será liquidada caso não surgisse investidores dispostos a assumir a companhia. Só que ontem a companhia mudou de idéia. Meu amigo Peter Schulzer, que mora na Alemanha, e acompanhou de perto a situação tem me enviado e-mails relatando o que acontece por lá, onde tem muitos amigos trabalhando na área de tecnologia.

“É um clima de total desolação. Era um projeto que mobilizava, uma coisa extraordinária”. A área de desenvolvimento de celulares da antiga Siemens, que visitei em 2001, parecia um parque de diversões cheio de pessoas felizes, buscando inovar em tecnologia e aliá-la a diferentes estilos de vida. O sempre atencioso Thomas, da Câmara de Comércio Brasil-Alemanha, em São Paulo, que foi meu guia nessa viagem, também ficou deslumbrado com o que via. Essa é uma das unidades que, agora, tem seus ativos postos a venda.

Em janeiro desse ano, o grupo Benq já havia suspendido a produção na Alemanha e declarou que esta divisão se encontrava insolvente.

A Siemens vendeu sua divisão de telefones celulares em 2005 por US$ 535 milhões ao grupo Benq, que, no início, passou a usar o nome Benq Siemens, para identificar seus produtos, de tecnologia de ponta e design inovador. Na época, o garoto-propaganda usado pela empresa para divulgar a nova marca foi o jogador Ronaldo. O sorriso de Ronaldo com o aparelho hoje constrasta com a situação que vive esta divisão na Alemanha.

A filial alemã, que era o coração da Siemens Mobile, tem 3 mil funcionários e apenas 200 deles foram reaproveitados Siemens. Ou traduzindo em miúdo: serão praticamente 2,6 mil demissões e o fim de uma divisão onde foram criados os aparelhos mais avançados da Siemens. A Benq não pretende arrastar prejuízo. E como os antigos aparelhos da Siemens já carregam o seu nome e sua tecnologia, cerrar as portas na Alemanha foi a decisão tomada pela empresa.

 

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