BNDES libera primeiro empréstimo para audiovisual

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A diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento de R$ 7 milhões para a Quanta Centro de Produções Cinematográficas de São Paulo Ltda. Trata-se da primeira operação realizada no âmbito do Procult, programa criado pelo Banco no final de 2006 para viabilizar o desenvolvimento da cadeia produtiva do audiovisual no Brasil. O anúncio foi feito no último sábado pelo presidente do Banco, Demian Fiocca, durante palestra proferida no âmbito da Feira Musica Brasil, no Teatro Apolo, de Recife. O Procult dispõe de R$ 175 milhões para investir no setor e vigorará até 31 de dezembro de 2008.

Os recursos, que equivalem a 43% do total do projeto, de R$ 16,2 milhões, serão destinados à construção de um complexo cinematográfico constituído de quatro estúdios com instalação de serviços complementares. Além de reduzir o gargalo na área de serviços audiovisuais, o projeto contribuirá para a formação de uma demanda cativa por estúdios de boa qualidade. O complexo será um dos poucos no país capaz de atender à maioria das etapas de produção audiovisual.

O apoio do BNDES, portanto, fortalecerá uma empresa nacional de segmento considerado prioritário pelo Banco, contribuindo para o processo de consolidação do setor e para o aprimoramento técnico das produções audiovisuais no Brasil.

O Banco também financiará a aquisição de novos equipamentos de luz, câmeras e outros itens associados para locação. O complexo cinematográfico, em Vila Leopoldina, em São Paulo, concentrará a oferta de serviços necessários à produção de conteúdo audiovisual num mesmo local, conhecido como one stop shop.

Os estúdios foram projetados no estado da arte e possuem características que os diferenciam dos concorrentes. Por exemplo, blimpagem para som direto, fundos infinitos modulares, sofisticado sistema de grid com passarelas, pisos nivelados a laser, pé-direito de 10 metros, ar condicionado central e piscina de filmagem. Além disso, contarão com salas de produção, oficinas de cenários, loja de conveniências, oficina de manutenção e lanchonete.

Os serviços agregados darão aos clientes dos estúdios maior facilidade no processo de produção, tornando-o mais rápido, dinâmico e de menor custo. Além de reduzir o tempo para a conclusão da filmagem, será possível diminuir significamente o tempo gasto em locomoção e frete da equipe e dos equipamentos utilizados nas filmagens. Tais ganhos serão um grande diferencial em relação aos estúdios concorrentes.

A empresa – A Quanta é uma empresa de capital nacional, que atua no setor de infra-estrutura audiovisual e é líder no mercado de locação de equipamentos de luz e sistemas elétricos para a indústria cinematográfica e videofonográfica. Há mais de 25 anos no mercado, tem como clientes produtoras de cinema como H.B Filmes (Carandiru), Rio vermelho (Deus é Brasileiro) e Casa de Cinema (O Homem que Copiava). Em 2005, uniu-se à Motion, locadora de câmeras e equipamentos de movimento e também líder em seu segmento de atuação, buscando alavancar seus negócios por meio de sinergia proporcionada pela oferta conjunta de seus serviços.

A opção pela construção do complexo na região de Vila Leopoldina foi tomada em função do movimento de crescente instalação de produtores audiovisuais no bairro. O local dos estúdios engloba uma área total de 13 mil metros quadrados e, após a finalização do projeto, a área construída será de nove mil metros quadrados para acolher serviços adicionais a serem oferecidos pelo complexo no futuro.

A Feira – O Ministério da Cultura, juntamente com o BNDES e a Associação Brasileira dos Músicos Independentes (ABMI), promoveram a 1ª Feira Música Brasil 2007, que aconteceu no Recife entre os dias 7 e 11 de fevereiro. O evento teve como cenário o Marco Zero, ponto de convergência cultural e de festejos da cidade, e reuniu, pela primeira vez no país, profissionais de todos os setores da cadeia produtiva musical.

A feira, realizada nos moldes das grandes feiras internacionais de música, e que integra o conjunto de ações do MinC para o desenvolvimento da Cultura no Brasil, recebeu R$ 1,3 milhão do Banco, a fim de fomentar os negócios do setor. A Feira Música Brasil também foi palco de debates sobre as questões mais importantes para o meio, como novas tecnologias e modelos de negócios, gestão de propriedade intelectual, comércio digital de fonogramas, mercados, entre outros temas.

 

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