Bradesco abre o seu livro

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O Bradesco que, desde abril de 2005, busca emocionar os brasileiros com a campanha Bradesco Completo, em que a última sílaba se emenda para formar o Bradescompleto, agora quer sensibilizar também seus gerentes e atrair novos clientes. Hoje, o banco sediado na Cidade de Deus, em Osasco, tem 35 milhões de clientes cadastrados e ativos, dos quais 17 milhões com conta corrente.

A idéia, inusitada, é o lançamento, até a primeira quinzena de abril, de um belo livro criado pela agência de publicidade Neogama/BBH, que aponta as 120 razões para um brasileiro se tornar um cliente completo do Bradesco. Das racionais, passando por ampla cobertura, segurança nos sistemas de informática e home-banking, passando pelas emocionais e éticas, como os recursos destinados a programas sócio-ambientais até o fato de o banco ser um dos mais bem pocisionados em ranking de qualidade e bom atendimento aos clientes, tem razões para n .

Detalhe: cada uma das 120 razões conta com foto de primeira, de um time de 20 fotógrafos consagrados, que fizeram cada um seis cliques para o livro, que a Burti irá imprimir. A tiragem é de 100 mil exemplares, dos quais cerca de 80 mil para funcionários do banco e outros para prospecção de clientes.

O livro, que ganhará versão gigantesca, como se fosse um bíblia em tamanho das torás hebraicas, será colocado em 100 agências para consultas e a publicação ganha campanha em vários meios apresentada pelo ator Rodrigo Santoro. As 120 razões devem nortear, a partir de agora, a campanha do banco, reforçando e dando continuidade ao conceito Bradescompleto, sem perder o fio da emoção. O livro também ganhará versão on-line para ser acessada a partir de abril na URL: www.120razoes.com.br.

O projeto do livro cuja concepção é de Alexandre Gama e Márcio Ribas, conta com a participação de 20 dos melhores fotógrafos do Brasil para interpretarem de maneira livre as 120 razões expostas no livro. São eles: Arnaldo Pappalardo, Bob Wolfenson, Bruno Cals, Cássio Vasconcellos, Cláudia Guimarães, Cristiano Mascaro, Fabio Bataglia, Gui Paganini, Gustavo Lacerda, Hilton Ribeiro, Jair Lanes, Klaus Mitteldorf, Márcia Ramalho, Márcio Simnch, Marcus Hausser, Paulo Vainer, Rafael Assef, Renata Castello Branco, Thelma Vilas Boas e Vavá Ribeiro. A cada um dos fotógrafos foi dado um conjunto de razões para as quais eles desenvolveram uma descrição sobre sua interpretação de cada tema.

Para Alexandre Gama, que comanda a Neogama/BBH, essa foi uma forma de dar mais densidade às informações. O projeto levou um mês para ser costurado e ele está convencido de que encontrou com o Bradesco uma forma inédita de mobilizar funcionários, gerentes e clientes do banco.

Segundo o diretor de Marketing do Bradesco, Luca Cavalcanti, a intenção é a de que o livro se transforme em ferramenta de novos negócios e atração de novos clientes. “Os nossos gerentes terão mais argumentos para os clientes e o reforço de posters com as razões nas agências, de acordo com o tipo de público”. Há razões como a não exigência de renda para abrir conta, que reforça o banco postal, que o Bradesco mantém em parceria com os Correios, num total de 6 mil agências. Há também informações mais sofisticadas, visivelmente para chegar mais perto a clientes do Bradesco Prime, de alta renda.

Luca disse que, assim, o banco se posiciona mais e com uma argumentação que pode resultar em  novos negócios. Para o diretor de marketing do Bradesco, a continuidade do conceito Completo é fundamental especialmente agora em que foca diretamente o negócio. Ele não revela qual a meta e quantos novos correntistas o Bradesco pretende atrair com a iniciativa, mas Alexandre Gama acha que 10% é um bom porcentual. A campanha que irá se desdobrar até o fim do ano, assim elevaria o número dos atuais 17 milhões de correntistas para próximo de 19 milhões. Uma marca e tanto, que o maior banco privado do País espera atingir.

As razões, é claro, visam buscar clientes de outros bancos e aproveita também a brecha da lei em que o funcionário não é mais obrigado a ter conta salário na instituição credenciada pela empresa em que trabalha. O Bradesco também quer evitar perdas nesse segmento e a argumentação do livro, em linguagem simples e direta, é só o começo.

Carlos Franco

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