NO PAÍS DOS GRAMPOS, QUEM FATURA É A DARMA

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No país dos grampos, onde representantes do Poder Judiciário desafiam os ritos e, assim, o Estado Democrático de Direito, colocando em risco até a soberania e segurança nacionais na figura da  Presidência da República, quem fatura alto é a Darma que, desde 1964, vende grampos de cabelos presentes nos lares e nos salões de beleza. A empresa que nasceu com o nome de Manufatureira Gartec, quando foi fundada pelos empresários José Lourenço, Antônio Alexandre Marques, Boghos Meguerditchian e Luiz Carlos Belline, acabou por ser reconhecida, com o passar dos anos, por sua marca de grampos de cabelo, a Darma. O empreendimento fez tanto sucesso que, no início dos anos 1980, foram realizados novos investimentos em equipamentos modernos, capazes de diversificar os modelos de grampos e produzir novos assessórios também fazendo uso de plástico, além do metal pintado de seus grampos tradicionais com os quais também conquistou o mercado externo, sobretudo o latino.

O grampo de cabelo não chega a ser uma grande novidade entre os itens de beleza femininos. Escavações revelaram que na Grécia antiga as mulheres já usavam um pino comprido, reto e decorativo para prenderem as suas madeixas. Esses itens tinham o formato de espinhas de peixe – hoje popularmente conhecidos como piranhas – e também foram encontrados por arqueólogos na Ásia, na forma de palitos achatados, muitos deles resultado de pequenas esculturas em osso, depois com metais nobres como o ouro. Acredita-se que esse item se manteve inalterado por mais de 10 mil anos até o século 19, quando se deu início a produção desses grampos no formato de U, que os mais antigos trataram de chamar de “ramonas”.

E, se desde a sua fundação, em 1964, o ano do golpe militar, o grampo faz sucesso, ele teria evidentemente que estar também associado com a nova arquitetura de um novo golpe na democracia brasileira, mais uma vez capitaneado pela elite brasileira e a mídia, como foi no passado, com a diferença de que os militares saíram de cena, cedendo lugar à midiáticos integrantes do Poder Judiciário e à parcialidade de suas decisões em desacordo com imagem de equilíbrio e parcialidade que simbolizam a Justiça na figura da deusa grega Têmis, que em diversas esculturas antigas, acreditem, parece estar usando grampos para prender e modular os cabelos.

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