O RUMOROSO CASO DA SENHORA DUCLOS COM A VIVO/TELEFÔNICA 2

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Por Carlos Franco

Na reportagem por nos publicada no último domingo (leia aqui) deixamos claro que Ricardo Chester, marido de Cristina Duclos (Cris como ela prefere), hoje na AlmapBBDO, trabalhava na Africa, que atendia a conta da Vivo, na qual ela era diretora de Comunicação e Imagem, mas em nenhum momento insinuamos que Chester criava peças para operadora de telefonia celular, apenas lembramos que as peças criadas pela Africa só ganhavam as ruas com o aval da senhora Duclos, assim como as peças criadas pela Young & Rubicam (Y&R) e DPZ&T. O registro se faz necessário, pois amigos de Chester nos informaram que ele nunca criou uma peça para a Vivo no tempo em que permaneceu na Africa e consideraram dúbio o que publicamos.

Aproveitamos o retorno ao tema para publicarmos a versão da senhora Duclos sobre este rumoro caso, que movimenta os bastidores da publicidade e propaganda, e que nos foi enviada por seus assessores:

 

Ex-executiva da Vivo pede reintegração de seu emprego e abertura de sindicância

 

A ex-diretora de Imagem e Comunicação da Vivo, Cris Duclos, entrou com ação judicial contra a Telefônica  pedindo sua volta ao cargo e a imediata instalação de uma sindicância. Vítima de uma falsa acusação de formação de conluio com agências de propaganda que resultaram em desvio de dinheiro, a executiva quer reaver seu cargo para que possa ter acesso a documentos que provem sua inocência.

 

Segundo matérias publicadas, recentemente, feitas com fontes do alto escalão da Vivo,  uma possível auditoria teria apontado  irregularidades. A  própria Vivo desmentiu a existência de auditoria, depois de questionada pela Comissão de Valores Mobiliários.  Mesmo assim, as falsas acusações continuaram  sendo divulgadas em vários veículos da imprensa. Para Cris Duclos, o fato da Vivo não negar as falsas acusações de forma enfática e categórica contribuiu para o alastramento do boato e prejuízo de sua reputação profissional. “Vou reaver o cargo para que a empresa explique com todas as linhas se a auditoria existiu ou não.   Tornarei transparente  também os contratos com as agências de propaganda. Tenho certeza que as agências não tem nada a esconder . Só assim, terei de volta minha reputação e a  do meu marido, vítima também dessa situação”.

 

 Segundo o advogado Antonio Carlos Aguiar, sócio da área trabalhista do escritório Peixoto e Cury Advogados, “direitos e garantias constitucionais foram desrespeitadas, na medida em que a Constituição Federal no inciso XIV, do art. 5º garante o direito à informação como direito fundamental de cidadania e o inciso LVII, o direito à presunção de inocência, sendo que neste mesmo dispositivo, no inciso LV encontra-se garantido o direito ao contraditório e ampla defesa”. Logo, quando Cris Duclos pleiteia a reintegração de emprego, “o que ela pretende é justamente exercer esse direito, reconhecido como direito laboral inespecífico”. Por isso ela exigirá, inclusive, para não deixar dúvidas quanto a sua honradez, quando e por ocasião da sua reintegração, a realização de uma sindicância voltada à averiguação interna de eventual descumprimento de procedimentos e políticas aplicáveis à corporação. Isso é o mínimo exigido para quem tem sido vítima de todo o tipo de maledicência. Afinal de contas, conclui Aguiar, “todo e qualquer tipo de ataque ao patrimônio jurídico do cidadão somente pode ser levado a efeito após lhe ser franqueado o direito de defesa”.  

 

Outra atitude tomada por Cris Duclos e seu marido foi contratar a auditoria financeira Grant Thornton, quinta maior empresa do setor,  para analisar os ganhos do casal nos últimos 5 anos “Abrimos todo nosso sigilo bancário e fiscal. Abrimos nossa vida. Tudo o que conquistamos foi através de nosso trabalho. Falamos isso desde o primeiro momento. Para isso então, contratamos uma das melhores auditorias do mercado para fazer um levantamento minucioso de todo nosso patrimônio. Não temos nada a esconder . “- afirma  Cris Duclos .

 

Outro ponto que merece destaque, segundo a executiva, é a informação dada pelo jornal Valor Econômico que haveria descredenciamento de fornecedores de comunicação e marketing da Vivo,  incluindo as agências de propaganda, e o envio de um documento com novas práticas de ética. “ Até o momento nenhuma das agencias e fornecedores de marketing foram descredenciados e nada aconteceu”. conclui Cris Duclos.

 

 

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