OS ADVOGADOS DA TV GLOBO

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CARLOS FRANCO

A TV Globo conta hoje com 94 advogados para combater a propagação de seus vídeos pela internet na tentativa de preservar seus direitos autorais.

A informação desse exército de advogados rastreando a internet foi divulgada pelo colunista de televisão Daniel Castro, do jornal Folha de S. Paulo, nesse ano de 2014 que está para bater as botas, e ganhou espaço nas redes sociais, como o Facebook. Detalhe: não foi contestada pela emissora líder de audiência, sediada no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro. Segundo Castro, essa força-tarefa do Direito produz, em média, 154 notificações por dia. A maioria em vão.

No debate que se formou em torno da rede mundial de computadores, a internet, e os veículos tradicionais de comunicação, a lucidez de Rodrigo Lara Mesquita, da família que durante décadas exerceu o poder no Grupo O Estado de S. Paulo – hoje dividido com credores -, é um bom ponto de partida. Ele disse, ao comentar a informação de Daniel Castro no Facebook, que “podem botar 1000 advogados. Vão continuar dançando. Não dá para barrar o rio para sempre nem cercar todo o campo.” Fato.

O internauta cada vez mais faz varredura, busca na rede o que deseja e a informação de proibição ou veto é um convite para a pulverização, o primeiro passo para que uma informação – vídeo, foto ou texto – se torne um hit.

Por pura ironia, o portal www.estadao.com.br, no passado idealizado por Rodrigo Lara Mesquita, hoje só contabiliza perdas – não só pelo fato de estar perdendo brilhantes colunistas como Alfredo Ribeiro, o divertido Tutty Vasquez, e Bruno Paes Manso, assim como Ariel Palácios, mas justamente por ter erguido diques, barreiras ao leitor. O internauta encontra a notícia de várias formas e privilegia aquelas que pode acessar gratuitamente, isto é, senão deu para ler naquele portal, basta buscar a informação em outro e muitas encontra aquela que o portal do Estadão embarreirou.

Resultado: dificilmente esse internauta (exceto se for sado masoquista) voltará a acessar esse tipo de portal que impede o seu acesso à informação numa selva onde a oferta é sempre maior que a procura. Tanto pior que alguns portais que pedem o cadastro tornam o cadastrado alvo de anunciantes e promoções. Claro sinal de que esses anunciantes estão mais perdidos que os veículos na selva da comunicação, guiados por agências de publicidade mais tontas e tresloucadas ainda sem terem aprendido que a comunicação digital é participativa e não impositiva.

Parece piada de salão, a ausência de comunicação em empresas de comunicação, mas não o é. Administradores dessas empresas têm, em comum, a falta de conhecimento do mercado de comunicação social e contabilizam sempre mais perdas do que ganhos. Seria divertido, não fosse mais trágico do que cômico, esses choques de gestão, que sepultam não apenas vagas de profissionais, mas os próprios veículos de comunicação que comandam.

Portais sem inteligência e permeabilidade com os leitores são convite claro ao esquecimento do veículo quando não de sua rejeição, enquanto a proliferação de seu bem mais precioso, a informação, cresce em velocidade e os negócios abertos no mundo digital abrem novos diques e potenciais diques por onde o conteúdo será cortejado como uma porta-bandeira pelo mestre salas dos mares, algumas empresas criam diques, gastam fortunas e ainda perdem a briga.

É preciso aprender a ganhar o jogo com o jogo do público, com a sua liberdade de escolha, sem grilhões. Coisa, aliás, que o derrotado candidato do PSDB em 2014, Aécio Neves, também desconhece, pois ainda está resmungando e chorando pelos cantos. Tanto mi-mi-mi-mi só leva ao descrédito.

Perdeu. Vida que segue, analise a derrota e veja onde errou. Pesquisas são sempre facas de dois gumes. É preciso analisar cuidadosamente o que dizem, não se deixar levar apenas um gume para não ser podado pelo outro, cedo ou tarde.

Rodrigo Lara Mesquita está certíssimo: não dá para barrar o rio para sempre. Ainda bem. Afinal, o mestre-sala dos mares tem que rebolar porque a divina porta-bandeira da informação manda na avenida e o mestre-sala, com bons lances de capoeira, abre caminho para que a bandeira da liberdade de escolha e de informação tremule brilhante na avenida.

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Sobre o autor

Carlos Franco

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