#Rio450janeiros DE BOA MÚSICA

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Curiosidades/#Rio450janeiros – A cidade que hoje completa 450 anos foi musa inspiradora de inúmeros compositores desde que num distante 20 janeiro (dia consagrado a São Sebastião) do ano da graça de 1535, Estácio de Sá a avistou entendendo ser um rio o que a circundava e a fundou oficialmente num primeiro de março, dando início ao seu desenvolvimento do qual o Pão de Açúcar e o Corcovado foram e são testemunhas naturais.

Exuberante, o Rio de Janeiro foi alvo e palco das mais ferozes disputas entre colonizadores portugueses e franceses e, depois, capital do Império e da República, de contendas entre políticos. Cenário do voo intrépido de aves de rapina golpistas em torno das águias do Palácio do Catete e que, no Rio, não gorjeiam mais, seguiram voo para outras plagas impossibilitadas que são de se criarem no ambiente hospitaleiro e brasileiríssimo da mui auspiciosa cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Em todas as disputas, por sorte, talvez por bençãos de São Sebastião, venceu sempre a população; o carioca que, com irreverência e bom humor, faz do Rio o Rio de todos os janeiros e de todos os brasileiros.

Berço do samba e da casa que abrigou Tia Ciata, o Rio de Janeiro sempre foi musical, inspira poetas, escritores, jornalistas, boêmios, rufiões, malandros, polacas, marujos e todas as gentes, de todas as raças, de todos os credos e todas as línguas. E é por isso, por força desse caldeirão de culturas, que a música encontra  sua morada e versos e prosas descortinam a celebração plena da vida.

Da marchinha Cidade Maravilhosa, de André Filho, imortalizada na voz de Aurora Miranda, que se tornou uma espécie de hino informal do carioca, ao som pungente e cortante das composições de Chico Buarque para a Ópera do Malandro ou da alegria esfuziante de Abre-Alas de Chiquinha Gonzaga, o Rio é mais. É simplesmente Rio de Janeiro, fevereiro, março, abril…

Caminhar pela cidade é como ir ao encontro dos seus compositores. Nas ruas de Copacabana, a princesinha do mar, é como se o baiano Dorival Caymmi nos fizesse companhia no calçadão até o Leme, onde Ary Barroso emprestava graça e poesia às marchinhas e também aos hinos dos times de futebol mais queridos do Brasil, incluindo o do America, é claro. Na Ipanema, ao avistar o Morro Dois Irmãos é como se encontrássemos mais uma vez a poesia refinada do genial Chico Buarque. E andando um pouco mais, parece que mestres como Silas de Oliveira, Cartola, hoje ossos, e Paulinho da Viola nos convidam para lembrar que nunca vamos nos esquecer de um Rio que passou em nossas vidas.

O Rio é musical nas calçadas da Vila Isabel de Noel Rosa e no Encantado da Araca, a eterna Aracy de Almeida, no fim de tarde em Paquetá imortalizado por Elis Regina e no são dois pra lá, dois pra cá, acabamos por vislumbrar o Corcovado, o Cristo Redentor, que lindo!. Num cantinho, um violão cheio de bossa. A Bossa Nova não poderia ter nascido noutro lugar… Nem tão pouco Villa Lobos teria marcado o seu encontro com o Brasil não fosse o Rio, seus sambistas, suas histórias, suas cabrochas. A alegria esfuziante de Clara Nunes e a voz potente e firme de Elza Soares também nos fazem companhia nesse vadear. E, por favor, não vadeia Clementina de Jesus!.

O Rio que desabrocha em músicas como as de Pixinguinha é mágico e pungente e na impossibilidade de citar a todos os compositores, todos os sambistas, todos os cantores, todas as cantoras – as rainhas do rádio – e aqueles que declararam o seu amor pelo Rio de Janeiro em notas musicais recorremos ao óbvio, ao hino a que a todos congraça e os que têm o privilégio de amar e serem amados por e nesta Cidade Maravilhosa. Optamos ainda por ilustrar essa reportagem-homenagem que abre a nossa série “Rio 450 janeiros” (#Rio450janeiros) com a pintura de um compositor que amou o Rio e nos deixou de legado músicas até hoje entoadas e obras de arte que são puro prazer porque o seu próprio nome é superlativo do que todos almejamos em vida. Valeu Heitor dos Prazeres! Valeu Vila Isabel por sua Kizomba congraçando toda a gente.

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Sobre o autor

Carlos Franco

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