GRAMADO 2015: SEJA O PRIMEIRO A MUDAR

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O segundo dia do 20º Festival Mundial de Publicidade de Gramado, na última quinta-feira, 11, encerrou com o painel Seja o primeiro a mudar, com o diretor nacional de Criação da DPZ, Rafael Urenha, a diretora geral de Inovação e Linguagem do Gru po RBS, Flávia Moraes, e o diretor de Criação da Loducca, Sérgio Mugnaini. A mediação for realizada pelo vice-presidente do Sindicato das Agências de Propaganda no Estado do Rio Grande do Sul (Sinapro-RS), Alexandre Skowronsky.

“Seja o primeiro a mudar. Entenda que você precisa evoluir e se reinventar a cada dia”, disse Rafael Urenha, que entrou na agência DPZ em 1996 como assistente de arte e, afirma que, 18 anos depois tudo mudou, ele mesmo, o mercado, as agências e a sociedade como um todo. O digital, para ele, abre um leque de possibilidades de ação atualmente. De acordo com Urenha, 90% dos dados de hoje foram criados apenas nos dois últimos anos, 10% de todas as fotos do mundo foram tiradas nos últimos 45 dias, 16 bilhões de devices estão conectados à internet por wi-fi e 80% dos millennials acessam o smartphone logo que acordam pela manhã. “Tem uma coisa que não mudou que são as pessoas” e concluiu que a grande inovação vai continuar sendo uma boa ideia.

“A criatividade me move, mas a tecnologia acaba me orientando”, diz Sérgio Mugnaini, e completa que a criatividade é o que move o negócio e o que vai mover o profissional quando se deparar frente a uma agência ou a um cliente. Mugnaini apresentou tópicos importantes na criação: “o processo criativo deve ser o mais aberto possível”, afinal a abertura simplifica a complexidade, “a tecnologia impulsiona a ideia”, uma vez que ela acelera o processo, e “tentar encontrar a forma mais simples para chegar a algo muito interessante”, pois simplicidade consiste em subtrair o óbvio e acrescentar algo significativo.

Para a diretora Flávia Moraes, “a imagem é o eixo central da grande revolução que estamos vivendo na comunicação e, consequentemente, na linguagem”. Há a relação, pelas pessoas, de inovação com tecnologia ou com o desenvolvimento de novos produtos. Contudo, “basta olhar para a história das empresas mais inovadoras para perceber que inovação é muito mais do que isso”. Inovar, para Flávia, talvez seja apenas “fazer diferente”. Está se vivendo, de acordo com ela, um “renascimento”, pois, atualmente, com apenas um clique é possível acessar todo o conhecimento produzido ao longo do tempo. “Inovação é evolução”, destaca, pois “inovar é humano, é natural. Inovamos diariamente, intuitivamente, inadvertidamente. Inovamos para nos manter vivos, operantes, participantes, mais eficientes, atraentes e rápidos”. Na comunicação, conforme a palestrante, a revolução digital é poderosa porque está a serviço da interação, sendo uma questão humana, comportamental. Seja o primeiro a mudar, na realidade, é mudar o jeito de ver o processo de comunicação.

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