Maria Antonieta nas telas

0

Alvo de muita polêmica, o filme “Maria Antonieta”, estréia hoje, dia 16 de março de 2007, nos cinemas brasileiros. Dirigido por Sofia Coppola, filha de Francis Ford Coppola, o cineasta que deu vida à trilogia “O poderoso chefão”, o filme divide opiniões onde é exibido. Na sua estréia oficial, em maio do ano passado, no Festival de Cannes 2006, foi vaiado, mas ganhou, em contrapartida, ardorosos defensores.

“Maria Antonieta” não é um filme comum. Sofia, nesta terceira produção após o relativo sucesso de “Encontros e Desencontros”, buscou retratar a corte francesa do século 18, antes da decapitação dessa rainha desenhada nos livros de história coo estravagante, tendo como pano de fundo a superficilidade, que tem o poder de isentar a rainha de suas atitudes.Ela exibe com elegância que irrita professores de histórias como a corte de Maria Antonieta e o rei Luiz 16 estava mergulhada em si mesma, sem ver o que passava além dos portões do palácio em que viviam, longe, portanto, da realidade. Assim, igualzinho a adolescentes e crianças, Maria Antonieta e suas amigas resumem as preocupações à escolha de sapatos, tecidos, colares. A bebida a ser servida ou os doces, de preferência doces, como convém a jovens mimadas, e tudo isso num ambiente rosa, suave como um bombom recheado de licor.

Como Sofia parte para o seu roteiro tendo como pano de fundo a biografia revisionista da rainha escrita por Antonia Fraiser, muitos tinham a expectativa de que ela revisse a rainha por inteiro, reabilitando-a historicamente. Sofia, de fato mostra que Maria Antonieta estava mais perdida do que a peble naqueles anos que antecederam a revolução e sua degola, mas está mais interessada em exibir o mundo ingênuo em que Maria Antonieta estava mergulhada. Também realça que ela era uma mãe dedicada e amorosa, como qualquer mulher. É em cenas, muitas cenas belíssimas, que ela exibe a face menos monárquica e debochada da rainha, garantindo inclusive que ela não teria dito “se não têm pão porque não comem brioches” aos seus súditos.

Só que se no figurino, que deu a Milena Canonero  o Oscar deste ano de 2007, o filme busca retratar fielmente os trajes da corte francesa do século 18, na música, Sofia ousa. Tem, é verdade, Vivaldi para embalar algumas cenas, mas o som que assusta e desperta críticas e é predominante nesta produção é o de bandas dos anos 80, como New Order, Siouxsie and The Banshees e Bow wow wow.

O filme de Sofia mostra que aquela cabeça, a de Maria Antonieta, que acabou rolando degolada, não tinha nada de perversa, era até meio bobinha, normal como eram normais as mulheres que viviam como ela.

 

 

 

Para embalar a estréia de Maria Antonieta, a Espaço/Z, agência de promoção da distribuidora Columbia Pictures, acertou uma parceria com a Amsterdam Sauer. A joalheria confeccionou pingentes em prata no formato de laço, exclusivamente para as ações promocionais do filme.

A ação conta com display para exposição do mimo nos balcões e vitrines das joalherias, além de divulgação no site da Amsterdam Sauer.

 

Share.

About Author

Comments are closed.