MCDONALD’S, AS GUERRAS E A FOME NO MUNDO

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Depois de sair pela tangente e de forma grosseira da proposta da concorrente global Burger King em criar um sanduíche selando a paz e com vendas revertidas à causa, o CEO de McDonald’s, Steve Easterbrook, tratou de encontrar uma saída para mostrar que está em paz com o reino dos sanduíches e com o mundo. A encontrou no World Food Programme das Nações Unidas (ONU), que tem entre os seus objetivos levar alimentos para pessoas vivendo em zonas de conflito e para os refugiados do mundo. A cada minuto, segundo dados da ONU, 30 pessoas são forçadas a fugir de suas casas por causa da guerra ou de conflito, e hoje, o número de refugiados em todo o mundo chegou a 60 milhões, o nível mais alto desde a Segunda Guerra Mundial. Metade deles são crianças. O Programa Mundial de Alimentação (WFP) busca com essa campanha patrocinada recursos para atender a população afetada de países como a Síria, Iraque, Sudão e Iêmen do Sul.

Easterbrook tratou ele mesmo de buscar a cooperação de outras empresas, inclusive do concorrente Burger King, que acatou a proposta, incluindo Cargill, Facebook, Google, MasterCard, McCain, OMD, Twitter, TBWA, United Airlines e DreamWorks. A campanha lançada hoje em 38 países tem como ponta de lança um filme assinado pela TBWA, onde as marcas não aparecem, mas ideia que estão disseminando fica em evidência. As ações podem ser acompanhadas pela hashtag #peaceday.  E, assim, com uma ação a favor da vida e pela paz, no combate à fome, Easterbrook enfim poderá dormir em paz, depois da guerra que enfrentou e perdeu para Burger King em torno do McWropper.

 

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