MOLESKINE FAZ UM BRINDE À COCA-COLA

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A marca Moleskine, registrada em 1996 e lançada em 1998, depois de ter difundido uma história de que era o caderno usado por grandes nomes que marcaram o século 20 como Vincent Van Gogh (1853–1890), Henri Matisse (1869–1954), Pablo Picasso (1881-1973), André Breton (1896-1966) e Ernest Hemingway (1899-1961), busca agora construir uma história de verdade, pois está não se sustentou. Esses gênios de fato usaram cadernos os quais a marca buscou semelhança e que eram revestidos por tecido, o moleskin que deu nome ao atual produto. Os antigos cadernos de anotação eram artesanais, vendidos em livrarias sobretudo de Paris até que se esgotaram. Moleskine aproveitou para pegar carona na história, teve de recuar no uso dessa informação falsa, tanto quanto a da brasileira sorveteria Dilletto e sua inexistente tradição italiana de um livro de receitas perdido no tempo e no espaço. Mas sobreviveu, afinal o caderno é prático, charmoso e cabe em qualquer lugar e estimula o prazer da escrita e do desenho.

Agora, Moleskine volta à cena, convocando diretores de arte e artistas para uma edição especial em torno do centenário, real e verdadeiro, da icônica garrafa de vidro de Coca-Cola. O faz de forma simpática, o caderninho é prático, voltou a cair no gosto sobretudo dos que lidam com a comunicação, como publicitários e jornalistas. Alguns inclusive se sentem como Hemingway na Paris dos anos 1920/30, ainda que a história de Moleskine não seja verdadeiramente esta, embora ele apenas seja similar aos cadernos de anotação de Hemingway. Com Coca-Cola, o caderno é de verdade, o centenário é real e Moleskine pegou, assim, uma bela carona na cauda desse cometa que nasceu em Atlanta, Geórgia, USA, e conquistou o mundo. É o mais global e tradicional refrigerante do mundo.

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