O brasileiro foi às compras

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O consumo dos brasileiros cresceu 6% em volume no primeiro semestre deste ano contra igual período do ano passado. Os gastos dos domicílios também avançaram e bateram a marca de 11% de expansão no mesmo intervalo, indicando que as famílias consumiram mais e pagaram mais pelos produtos para abastecer o lar. É o que justifica investimentos que redes de varejo, como o Grupo Pão de Açúcar, têm feito. como a inauguração de uma loja conceito (foto) no Shopping Iguatemi, em São Paulo.

Os dados do crescimento do consumo das famílias constam de estudo da LatinPanel,  instituto de pesquisa que acompanha semanalmente o consumo de 8.200 domicílios em todo o país, monitorando 70 categorias das cestas de alimentos, bebidas e produtos de higiene e limpeza. A amostra  representa 82% da população domiciliar do país e   91% do potencial de consumo do mercado local.

Segundo o estudo, a classe C (famílias com renda mensal entre 4 e 10 salários mínimos) foi o motor do consumo no semestre. Os lares deste estrato social, que representa 33% da população e 35% do consumo, ampliaram em 3% o volume médio comprado ao passo que as famílias das Classes AB e DE registram apenas 1% de expansão. A Classe C também foi a que mais ampliou os gastos (7%), contra 6%, na Classe AB, e 4%, na DE.

O número de famílias da Classe C que passaram a consumir com regularidade as categorias monitoradas pela LatinPanel também registrou evolução de 3 pontos percentuais, o que significa 435 mil domicílios a mais indo às compras. Nas classes AB e DE, a expansão foi de apenas 1 ponto percentual, no mesmo período, ou seja, aproximadamente 99 mil  e 295 mil domicílios a mais, respectivamente.

Segundo os dados apurados, a cesta de alimentos foi a que registrou maior expansão de volume médio comprado (3%), seguido por limpeza (2%). Já o segmento de bebidas apresentou estabilidade do volume médio comprado por domicílio, e produtos de higiene pessoal apresentou retração de 1% neste indicador. O número de lares que passou a consumir os itens de alimentação monitorados pela LatinPanel cresceu 2 pontos percentuais, o que representa 880 mil domicílios.

Os produtos que tiveram maior aumento de volume comprado  no primeiro semestre foram as bebidas à base de soja 25%, os iogurtes 25%, os sucos prontos 16%,  molho de tomate 13% e sopas instantâneas 9%. Em contrapartida,  os itens que registram maiores quedas de volume foram os pães (-15%), água mineral (-8%), deo colônia (-7%), café solúvel (-6% )e leites (-5%).

O estudo da LatinPanel também captou a lista de produtos que registraram ampliaram o número de domicílios compradores (índice de penetração). No topo da lista estão os iogurtes (7 pp), o requeijão (7 pp), o queijinho petit suisse (6pp), o creme de leite (5pp) e o molho de tomate (5 pp). Na outra ponta, registraram queda no número de domicílios compradores os  desodorantes, os pós shampoos, a farinha de trigo, todos com retração em 1 ponto percentual.

 

Preços

 

Em sua pesquisa contínua semanal, a LatinPanel também detectou a oscilação de preços dos produtos que compõem a cesta de compras das famílias brasileiras. Os campeões das altas de preços foram os óleos vegetais (18%), a farinha de trigo (17%), os pães (14%),  os temperos (14%), o pó de café ( 12%) e o leite longa vida (10%).

 

Entre os produtos que registram queda de preços estão o açúcar (14%), os cremes de leite (3%) e os detergentes (3%). “Nos itens em que houve alta de preços, verificamos queda de volume comprado. Isso ficou claro nos itens da cesta do café da manhã como pão, café e leite longa vida. Fatores conjunturais como queda na produção, aumento das exportações, justifica o aumento. Ademais, nos últimos anos vimos registrando quedas acentuadas, em especial, nos itens de alimentação”, diz Fátima Merlin.

 

 

Sobre a LatinPanel
 

A LatinPanel é a maior empresa de Painel de Consumidores da América Latina e a única organização com informações  de 15 países e cobertura de  96% do PIB da região. A LatinPanel acompanha a evolução de mais de 70 categorias nos setores de alimentos, bebidas, higiene pessoal, limpeza doméstica e telecomunicações, além de realizar estudos e análises especiais para outros segmentos da economia. No Brasil, acompanha semanalmente o consumo de 8,2 mil domicílios, o que representa 82% da população domiciliar e 91% do potencial de consumo do País.

 

 

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