O risco dos balões

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Com o objetivo de conscientizar a população, principalmente crianças e adolescentes, a não fabricar ou soltar balões, a APOLO (Associação das Indústrias do Pólo Petroquímico do Grande ABC) deu início neste mês de maio, à oitava edição da campanha “Balão Não. A vida em suas mãos”. A campanha se estende até o final de junho, quando o índice de queda de balões cresce consideravelmente, com risco de incêndios em residências, indústrias e estabelecimentos comerciais.
 
Segundo levantamento do PAM (Plano de Auxílio Mútuo), que compõe as brigadas de incêndio das 10 indústrias associadas da APOLO, em 2006 caíram 27 balões dentro das empresas, contra 47 em 2005, 35 em 2004, 27 em 2003, 22 em 2002 e 113 em 2001. “A campanha mostra resultados, mas exige continuidade, porque a cultura da prática do balão é forte”, comenta Sidney dos Santos, gerente executivo da APOLO. 
 
Orçada em R$ 250 mil, a campanha tem como principal público-alvo crianças e adolescentes, matriculados no curso de ensino fundamental de 30 escolas de rede pública, localizadas no entorno do Pólo Petroquímico do Grande ABC, em Santo André, Mauá, Rio Grande da Serra e o parque São Rafael, em São Paulo. A expectativa é levar a mensagem diretamente a 28 mil estudantes e atingir cerca de 1,5 milhão de pessoas com a campanha, que tem como slogan Vigilância é cidadania. Faça sua parte, denuncie!  
 
Para atingir a meta, a campanha deste ano vem com novo apelo visual e de conteúdo, inspirado no Mangá, nome dado às histórias em quadrinhos de origem japonesa. Além de uma revista em quadrinho para distribuição, todo o material traz como personagem um grupo de crianças e adolescentes que tenta combater a prática de construir e soltar balões, com um binóculo, o principal símbolo da campanha, que conta ainda com busdoors, cartazes, sacolinhas, adesivos e volantes como peças da campanha, desenvolvida pela agência CMDCOM.
 
Nas 30 escolas, em dias alternados, duplas de atores vão ensinar os estudantes a cantar um jingle e dançar o rap do balão, com percussão corporal. As apresentações são de manhã e à tarde, conforme a escola. “Ensinar os estudantes sobre os perigos de fabricar e soltar balão é importante para o seu futuro e pode ajudar a combater essa prática entre os adultos”, afirma Sidney dos Santos.
 
CRIME AMBIENTAL – Transportar, fabricar, comercializar ou soltar balões que possam oferecer riscos ao meio ambiente e causar incêndios em florestas, matas, área urbana ou qualquer assentamento humano, se tornou crime ambiental desde 13 de fevereiro de 1998, com a lei 9.605, art.42. A pena pode chegar a três anos de detenção. Para denunciar a prática, a recomendação é o Disque Denúncia 181.
 

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